A História dos tazos: Quando salgadinhos vinham com diversão inclusa

Quem cresceu nos anos 1990 e início dos anos 2000 dificilmente esquece da emoção de abrir um pacote de salgadinho e encontrar um Tazo dentro. Coloridos, estampados com personagens famosos e muitas vezes usados em jogos improvisados no recreio da escola, os Tazos se tornaram um verdadeiro fenômeno cultural entre crianças e adolescentes no Brasil, e em várias partes do mundo.

A origem dos Tazos

Os Tazos surgiram no início da década de 1990, criados pela empresa norte-americana The Topps Company. A ideia original era simples: um disco de plástico ou papelão, estampado com personagens de desenhos animados ou franquias de sucesso, que pudesse ser colecionado e usado em jogos. Mas foi a parceria com a PepsiCo, mais precisamente com a linha de salgadinhos Elma Chips, no Brasil, que transformou o produto em uma febre nacional.

No Brasil, os Tazos chegaram em 1997, com uma coleção inspirada nos personagens dos Looney Tunes. A partir daí, se tornaram presença constante nas embalagens de salgadinhos como Cheetos, Fandangos, Doritos e Ruffles.

A mecânica do jogo

Além de colecionar, as crianças usavam os Tazos para jogar. As regras variavam de escola para escola — ou até mesmo de bairro para bairro — mas, em geral, o objetivo era virar o Tazo do adversário com um arremesso. Havia também versões com encaixes que permitiam montar estruturas, como os “Stack Tazos”.

O aspecto lúdico, aliado à possibilidade de completar álbuns ou caixas organizadoras, fez com que os Tazos fossem muito mais que simples brindes: eles viraram uma moeda social entre os mais jovens.

Coleções icônicas

Ao longo dos anos, diversas coleções marcaram época. Entre as mais memoráveis estão:

  • Looney Tunes (1997): A primeira coleção brasileira, com discos coloridos dos personagens clássicos da Warner.
  • Pokémon (1999): Um dos maiores sucessos da história dos Tazos no Brasil. Com mais de 150 Tazos, essa coleção movimentou escolas e parques.
  • Dragon Ball Z (2001): Atendendo ao sucesso do anime na televisão, a coleção trouxe Goku, Vegeta e outros guerreiros estampando Tazos metálicos e holográficos.
  • Yu-Gi-Oh!, Men in Black, O Máskara, Tiny Toons e muitos outros temas também foram utilizados.

Além dos Tazos tradicionais, também houve variações como Master Tazos, Mega Tazos, 3D Tazos e Hologram Tazos, que exploravam novos formatos e materiais.

O impacto cultural

Os Tazos não eram apenas uma moda passageira: eles representaram uma era de ouro do marketing infantil. O sucesso se devia a uma fórmula eficaz: produtos populares (como salgadinhos) associados a brindes colecionáveis de personagens que já faziam parte do imaginário das crianças. Isso criava um ciclo contínuo de consumo e engajamento.

Mais do que isso, os Tazos criaram memórias. Muitos adultos hoje lembram com carinho dos momentos em que trocavam Tazos no recreio, disputavam rodadas de “bater Tazo” no chão da sala ou procuravam desesperadamente por aquele número raro que faltava na coleção.

O declínio e os relançamentos

Com o passar dos anos, a febre dos Tazos foi perdendo força. A ascensão dos videogames, o crescimento da internet e mudanças nas estratégias de marketing voltadas ao público infantil contribuíram para isso.

No entanto, os Tazos nunca desapareceram completamente. A Elma Chips chegou a relançar algumas coleções especiais ao longo dos anos, especialmente em edições comemorativas. Em 2010, por exemplo, foi lançada uma nova versão dos Tazos do Pokémon, para delírio dos fãs mais nostálgicos.

Em 2021, a empresa voltou a explorar a nostalgia dos Tazos com a campanha “Volta dos Tazos”, com edições limitadas distribuídas novamente em pacotes de salgadinhos. A ação gerou grande repercussão nas redes sociais, mostrando que, mesmo décadas depois, os Tazos ainda vivem no coração dos brasileiros.

Tazos hoje: item de colecionador

Atualmente, os Tazos se tornaram itens de colecionador. Sites de leilões e grupos em redes sociais reúnem pessoas dispostas a pagar preços consideráveis por coleções completas ou peças raras. Algumas edições especiais chegam a custar centenas de reais.

Além disso, o movimento retrô que valoriza objetos dos anos 90 tem dado novo fôlego à popularidade dos Tazos, agora como peças de valor sentimental e cultural.

Uma lembrança que não se apaga

Os Tazos são mais do que pedaços de plástico ou papelão: eles são parte de uma geração que cresceu em meio a desenhos animados, salgadinhos e brincadeiras no recreio. Representam uma época em que a diversão cabia no bolso — literalmente.

Se você ainda guarda seus Tazos em alguma caixa ou álbum, saiba que tem nas mãos um pedacinho da infância de milhões de brasileiros. E, quem sabe, o mundo ainda não tenha visto a última rodada dessa brincadeira.

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Redação tecflow

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