O novo desafio do design: atender um consumidor que já foi ‘educado’ pelas big techs

Por Guilherme Ferreira, CEO e cofundador da Atomsix

A maioria das empresas brasileiras acredita que seu principal concorrente é aquele que vende o mesmo produto ou serviço. Mas, no mundo digital, essa lógica mudou. O seu app, site ou plataforma está sendo comparado — ainda que de forma inconsciente — com a melhor experiência digital que o seu cliente teve hoje. E essa referência provavelmente veio do aplicativo da Apple, do Spotify ou do Uber, não do seu setor.

Design e experiência do usuário (UX) deixaram de ser um diferencial e se tornaram um pré-requisito para qualquer negócio digital. A experiência que você oferece — ou a falta dela — impacta diretamente sua conversão, sua retenção, sua reputação e a percepção de valor da sua marca. Ainda assim, é comum ver projetos digitais sendo conduzidos como entregas operacionais. O resultado? Interfaces que confundem, aplicativos que frustram e soluções que não resolvem.

Nos últimos anos, as grandes empresas de tecnologia ensinaram silenciosamente o que é uma boa experiência digital. A fluidez das transições no iOS, o toque sutil ao concluir uma ação, a forma como um app antecipa o que o usuário precisa. Tudo isso criou um novo padrão — invisível, mas implacável.

Esse padrão virou referência mesmo para quem não conhece os princípios de UX. Porque o usuário comum não precisa saber o que é design centrado na pessoa. Ele só precisa saber se algo “funciona bem”. E quando interage com algo que não funciona, a comparação com as experiências positivas vem automaticamente — mesmo que ele não perceba.

O custo silencioso de uma má experiência
A maioria dos problemas de UX não aparece diretamente nos relatórios financeiros. Mas seus efeitos são claros: abandono de processos, desinstalação de apps, retrabalho constante, perda de confiança.

Segundo dados da Localytics, um em cada quatro usuários deixa de usar os apps após a primeira interação com a plataforma e as pessoas que mantêm os aplicativos no aparelho, usam menos de 11 vezes. Em ambientes corporativos, uma experiência ruim pode comprometer a adoção da solução, gerar resistência interna e desperdiçar investimentos em tecnologia.

UX não é uma camada visual que se coloca ao final de um projeto. É um componente estratégico, que deve estar presente desde o início da concepção de um produto. É sobre reduzir atritos, entender comportamentos, antecipar necessidades e entregar fluidez.

Empresas que levam UX a sério constroem soluções mais eficazes, mais usadas e mais valorizadas. E o mais importante: criam experiências que geram confiança — algo cada vez mais escasso no ambiente digital.

O seu cliente pode até estar interagindo com a sua marca. Mas a régua que ele usa para avaliar essa experiência é a mesma que ele aplica aos melhores apps do mundo. No final das contas, o seu concorrente pode ser o app da Apple — e ele não vai te avisar disso antes de desinstalar o seu.

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Redação tecflow

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