
O Brics está acelerando a criação do Brics Pay, um sistema financeiro que promete revolucionar as transações entre os países-membros ao reduzir a dependência do dólar. A iniciativa, apelidada de “Pix Global”, busca oferecer pagamentos rápidos, seguros e de baixo custo, conectando plataformas nacionais já existentes, como o Pix no Brasil, o UPI na Índia e o IBPS na China.
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Embora não se trate de uma moeda única, o projeto deve usar tecnologias como blockchain, QR codes e carteiras digitais, além de uma rede de comunicação direta entre os bancos centrais. O objetivo é dar maior autonomia aos países do bloco — formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, agora ampliado com Egito, Etiópia, Irã e Emirados Árabes Unidos.
Rivalidade com os Estados Unidos
O avanço do Brics Pay aumenta o atrito com os Estados Unidos. O presidente Donald Trump já classificou o grupo como “antiamericano” e ameaçou impor novas tarifas de até 10% sobre produtos de países alinhados ao bloco. Washington vê com preocupação a redução do uso do dólar no comércio global, considerado peça central da influência econômica norte-americana.

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Especialistas avaliam que a disputa vai além da esfera comercial: trata-se de mais um capítulo da competição por protagonismo no sistema financeiro internacional.

A tecnologia por trás do sistema
A base tecnológica do Brics Pay é o Decentralized Cross-border Messaging System (DCMS), que permite processar até 20 mil transações por segundo com protocolos avançados de criptografia. Diferente do sistema SWIFT, controlado por bancos ocidentais, o DCMS não tem operador central, oferecendo mais independência e segurança.
Entre as principais características estão:
- Operação descentralizada, com cada país controlando seu próprio nó.
- Código aberto após a fase de testes, sem tarifas obrigatórias.
- Capacidade de operar mesmo sem conexão direta entre usuários.
Rússia e China lideram os testes iniciais, usando moedas locais para transações bilaterais. O Brasil, por sua vez, enxerga a plataforma como uma chance de fortalecer exportações em áreas como agronegócio, mineração e energia, reduzindo custos com conversão cambial.
Integração com sistemas nacionais
O grande desafio é a interoperabilidade. O bloco planeja conectar diferentes sistemas de pagamento instantâneo:
- Pix (Brasil) – com mais de 220 milhões de transações diárias.
- SBP (Rússia) – integrado a mais de 200 instituições financeiras.
- UPI (Índia) – consolidado como principal interface de transferências desde 2010.
- IBPS (China) – que suporta múltiplos canais em yuan.
- PayShap (África do Sul) – voltado a transferências rápidas no mercado local.
No Brasil, a digitalização do real com o Drex deve facilitar a integração. Como anfitrião da presidência rotativa do Brics em 2026, o país pretende liderar o debate sobre harmonização regulatória e tributária.
Impactos esperados
Economistas projetam que, até 2030, o Brics Pay poderá movimentar centenas de bilhões de dólares em transações anuais, desafiando o predomínio do SWIFT. Para o Brasil, isso significa acesso a novos mercados, como Emirados Árabes Unidos e Irã, com maior competitividade e menos barreiras cambiais.
O sistema também deve fortalecer o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), que planeja oferecer garantias multilaterais para dar mais segurança às operações.
Comércio global em transformação
O Brics Pay simboliza uma virada na arquitetura financeira internacional. Ao criar um canal alternativo ao dólar, o bloco aposta em um comércio mais multipolar, com maior resiliência frente a crises e sanções.
A longo prazo, a plataforma pode atrair novos países, como a Arábia Saudita, e consolidar o Brics como uma força capaz de redefinir as relações comerciais globais.
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Redação tecflow
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