Ex-chefe de cibersegurança do WhatsApp processa Meta por expor bilhões de usuários

Attaullah Baig, ex-diretor de segurança do WhatsApp, entrou com um processo nesta segunda-feira alegando que a Meta, empresa controladora do aplicativo, ignorou falhas internas nas defesas digitais e colocou em risco bilhões de usuários. Segundo Baig, a empresa violou sistematicamente normas de cibersegurança e retaliou contra ele após suas denúncias.

Baig, que liderou a segurança do WhatsApp entre 2021 e 2025, afirma que cerca de 1.500 engenheiros tinham acesso irrestrito aos dados dos usuários sem supervisão adequada, o que poderia violar uma ordem do governo dos EUA que aplicou uma multa de US$ 5 bilhões à empresa em 2020.

O executivo também denunciou que a companhia falhou em resolver os ataques e a tomada de controle de mais de 100 mil contas por dia, ignorando suas recomendações e priorizando o crescimento da base de usuários. O processo, apresentado em tribunal federal de San Francisco, alega que a Meta deixou de implementar medidas básicas de cibersegurança, incluindo práticas adequadas de manuseio de dados e detecção de violações.

De acordo com a queixa de 115 páginas, Baig descobriu, durante testes internos, que engenheiros do WhatsApp podiam “mover ou roubar dados de usuários”, como contatos, endereços de IP e fotos de perfil, “sem detecção ou trilha de auditoria”.

Ele afirma ter reportado repetidamente as falhas a executivos seniores, incluindo o chefe do WhatsApp, Will Cathcart, e o CEO da Meta, Mark Zuckerberg. O WhatsApp, adquirido pela Meta por US$ 19 bilhões em 2014, conta hoje com três bilhões de usuários, segundo a empresa.

Em resposta, o vice-presidente de comunicações do WhatsApp, Carl Woog, afirmou: “Infelizmente, este é um roteiro familiar em que um ex-funcionário é demitido por baixo desempenho e depois divulga alegações distorcidas que não refletem o trabalho contínuo e dedicado da nossa equipe.”

Baig alega ter enfrentado retaliação após suas denúncias iniciais em 2021, incluindo avaliações negativas, advertências verbais e, por fim, demissão em fevereiro de 2025, sob a alegação de “baixo desempenho”. A Meta destacou que sua saída se deu por desempenho insatisfatório e que outros engenheiros seniores confirmaram que seu trabalho não atingia as expectativas. Além disso, a Administração de Segurança e Saúde Ocupacional do Departamento de Trabalho dos EUA considerou que a empresa não o retaliou.

Antes de ingressar na Meta, Baig atuou em posições de cibersegurança no PayPal, Capital One e outras instituições financeiras. Ele também apresentou queixas a reguladores federais, incluindo a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA, antes de iniciar a ação judicial atual.

O caso aumenta o escrutínio sobre as práticas de proteção de dados da Meta em suas plataformas, como Facebook, Instagram e WhatsApp. A empresa ainda cumpre uma ordem de consentimento relacionada ao escândalo da Cambridge Analytica, em 2018, que envolveu a coleta inadequada de dados de 50 milhões de usuários do Facebook; o acordo permanece válido até 2040.

Baig, em sua denúncia como denunciante (whistleblower), solicita reintegração, pagamento retroativo e indenização, além de possíveis ações regulatórias contra a Meta.

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Redação tecflow

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