
O bloqueio preventivo de conexões a domínios maliciosos começa a ganhar espaço no debate sobre segurança digital. A prática, conhecida como Proteção de DNS (PDNS), já é defendida por entidades de referência, como o NIST (National Institute of Standards and Technology), mas ainda enfrenta barreiras para se consolidar.
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A relevância dessa proteção se intensifica diante do cenário crescente de ameaças digitais na América Latina. Segundo o relatório Panorama de Ameaças da América Latina, elaborado pela Kaspersky, o número de incidentes na região aumentou cerca de 25% ao ano entre 2014 e 2023, com mais de 726 milhões de ataques de malware bloqueados apenas nos últimos 12 meses. Esses números, que também se baseiam em dados do Banco Mundial, mostram uma escalada significativa na sofisticação e volume das ameaças.
O conceito é simples: impedir que sistemas de uma organização se conectem a endereços suspeitos, evitando que ataques avancem. A execução, no entanto, é mais complicada. O DNS, tecnologia que traduz nomes de sites em endereços de rede, costuma ser tratado como um detalhe técnico e, por isso, não recebe a devida atenção das equipes de segurança. Esse vácuo de conhecimento abre espaço para cibercriminosos, que registram milhões de domínios com vida útil de apenas um dia para escapar de bloqueios tradicionais.

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Outro obstáculo é a dependência de ferramentas reativas, voltadas para detectar ameaças apenas quando já chegaram ao ambiente. O PDNS, por sua vez, atua antes, interrompendo a comunicação maliciosa em sua origem. Ainda assim, questões como receio de falsos positivos e a burocracia para redesenhar fluxos de rede atrasam a adoção em larga escala.
A Proteção de DNS deve ser vista como uma jornada de maturidade, visto que o processo começa com diagnósticos pontuais, avança para monitoramento em modo de detecção e, só depois, chega ao bloqueio efetivo de domínios maliciosos. Essa evolução gradual permite que as organizações ganhem confiança na tecnologia e comprovem seu retorno em termos de prevenção de incidentes.
Um exemplo emblemático é o uso do PDNS para identificar tráfego de comando e controle (C2), frequentemente mascarado em consultas DNS. Detectar e bloquear esse tipo de comunicação é essencial não apenas para proteger empresas, mas também para atender normas como PCI DSS, HIPAA e GDPR.
Seja como ferramenta de conformidade, seja como camada extra de defesa, a Proteção de DNS se mostra cada vez mais relevante. Mais do que uma escolha opcional, ele tende a se tornar parte fundamental da estratégia de segurança digital no enfrentamento às ameaças modernas.
* Por Sandro Tonholo, Territory Manager da Infoblox no Brasil.
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Marciel
Formado em Jornalismo, o editor atua há mais de 10 anos na cobertura de notícias relacionadas ao mercado B2B. Apesar de toda a Transformação Digital, ainda prefere ouvir música de forma analógica, no toca-discos.



