68% dos incidentes de cibersegurança começam com erro humano, e pequenas empresas são as mais vulneráveis, apontam estudos

Um clique em um link malicioso pode ser o suficiente para colocar todo um negócio em risco. De acordo com dados recentes da KnowBe4, 68% dos incidentes de cibersegurança têm origem em falhas humanas, evidenciando o papel crucial do fator humano na segurança digital. Já uma pesquisa do INCC (Instituto Nacional de Cibersegurança e Compliance) revela que 60% desses incidentes afetam pequenas e médias empresas (PMEs) — um segmento que frequentemente carece de infraestrutura de segurança robusta e programas de capacitação em cibersegurança.

A combinação entre vulnerabilidades técnicas e falta de treinamento cria o cenário ideal para ataques bem-sucedidos. Os cibercriminosos têm se aproveitado da fragilidade humana para aplicar golpes cada vez mais sofisticados, muitas vezes impulsionados por tecnologias como a inteligência artificial.

Impactos financeiros e operacionais devastadores

O relatório Cost of a Data Breach 2025 (CODB), da IBM, mostra que o custo médio de uma violação de dados no Brasil já chega a R$ 7,19 milhões. Entre as PMEs, o prejuízo pode ser ainda maior — cerca de R$ 13 milhões, em média. Além das perdas financeiras, as consequências costumam ser fatais: até 60% das empresas que sofrem um ataque encerram suas atividades em até seis meses.

O phishing — tática que engana usuários por meio de e-mails ou mensagens fraudulentas — segue sendo o método de ataque mais comum no país, representando 18% de todos os incidentes registrados em 2025, segundo a IBM.

“Para os cibercriminosos, o tamanho da empresa não importa; o que eles procuram são vulnerabilidades”, explica Rafael Peruch, consultor técnico CISO da KnowBe4 Brasil. “No caso das pequenas e médias empresas, uma única brecha pode significar a perda de dados essenciais, paralisação das operações ou até o fim do negócio. Estar preparado não é mais opcional.”

Treinamento e cultura digital são o novo firewall

Especialistas apontam que investir apenas em tecnologia não é suficiente. Firewalls, antivírus e sistemas avançados de proteção precisam ser acompanhados de programas contínuos de conscientização e treinamento dos colaboradores.

O relatório “2025 Phishing by Industry Benchmarking Report”, da KnowBe4, destaca que empresas que treinam regularmente seus funcionários reduzem em até 86% a suscetibilidade a ataques de phishing ao longo de 12 meses. Em apenas três meses, a redução média já chega a 40%, com a taxa global de suscetibilidade caindo para 4,1%.

Esse cenário reforça uma tendência global: a cultura de segurança digital se tornou tão importante quanto o investimento em infraestrutura tecnológica. Em um ambiente corporativo cada vez mais conectado e exposto, a principal linha de defesa continua sendo o comportamento humano.

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Redação tecflow

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