
A saída da UL LLC, empresa que liderava a iniciativa Cyber Trust Mark, deixa o futuro da segurança de dispositivos IoT nos EUA em total incerteza sob o governo Trump.
O ambicioso plano do governo dos Estados Unidos para rotular a segurança de dispositivos da “Internet das Coisas” (IoT) sofreu um golpe que pode ser fatal. A UL LLC, empresa gigante do setor de certificações e líder técnica do programa Cyber Trust Mark, anunciou oficialmente sua retirada da iniciativa. A decisão ocorre logo após uma investigação da FCC (Comissão Federal de Comunicações) sobre as conexões da empresa com o governo chinês.
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Em carta enviada à comissão em 19 de dezembro, a executiva da UL, Chanté Maurio, formalizou a renúncia ao cargo de Administradora Líder. Embora a empresa afirme ter entregue os “elementos fundamentais” do papel, a saída abrupta acontece em um momento de intensa pressão política e escrutínio sobre a infraestrutura digital americana.
O que era o cyber trust mark?
Criado originalmente durante a administração Biden, o programa tinha um objetivo claro: combater a onda de ataques cibernéticos que exploram vulnerabilidades básicas em roteadores, câmeras de segurança e eletrodomésticos inteligentes.
- O Selo: Fabricantes submeteriam seus produtos a testes em laboratórios privados credenciados.
- A Garantia: Dispositivos aprovados exibiriam um selo oficial, incentivando consumidores a escolherem produtos mais seguros.
- O Papel da UL: Como administradora líder, a UL era responsável por coordenar todos os outros laboratórios e gerenciar a burocracia técnica para tirar o projeto do papel.

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A sombra da China e a gestão Trump
O cenário mudou drasticamente com a posse do presidente Donald Trump. Sob a nova liderança, o presidente da FCC, Brendan Carr, iniciou uma investigação rigorosa sobre a UL, citando parcerias da empresa com firmas chinesas e a operação de laboratórios em solo chinês.
Carr justificou a investigação mencionando “laços potencialmente preocupantes com o governo da China” e reafirmou que a FCC permanecerá “vigilante na salvaguarda das redes de comunicações”. Para analistas, essa postura reflete o endurecimento das políticas de segurança nacional contra a influência tecnológica estrangeira.
E Agora? O futuro incerto da IoT
A retirada da UL deixa uma lacuna técnica e administrativa que a FCC ainda não explicou como — ou se — pretende preencher. Especialistas em segurança digital, que viam o selo como um passo essencial para evitar ataques de negação de serviço (DDoS) em larga escala, temem que o programa seja abandonado.
Os pontos críticos no momento são:
- Sucessão: A FCC ainda não nomeou uma nova empresa para liderar o projeto.
- Transição: Embora a UL tenha prometido uma “transição perfeita”, não está claro quanto do trabalho de pré-lançamento foi concluído.
- Continuidade: Com a mudança de administração, o foco pode mudar de incentivos voluntários (como o selo) para restrições diretas a fabricantes estrangeiros.
Até o momento, nem a FCC nem a UL responderam a pedidos de comentários adicionais sobre quem assumirá o leme da cibersegurança de consumo nos EUA.
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Redação tecflow
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