Após 255 horas de observação e análise de 800 mil galáxias, estudo publicado na Nature Astronomy revela o esqueleto invisível que sustenta o universo. Sem essa estrutura, estrelas e planetas jamais teriam se formado.
Cientistas acabam de divulgar o que está sendo chamado de “a maior descoberta da década” para a cosmologia. Utilizando dados inéditos do Telescópio Espacial James Webb (JWST), pesquisadores publicaram nesta segunda-feira (26) na revista Nature Astronomy o mapa de matéria escura mais detalhado já produzido pela humanidade.
O estudo, focado no campo COSMOS, revela uma teia invisível que atravessa o espaço e serve como o “esqueleto” onde as galáxias se encaixam. A revelação é chocante: sem essa substância misteriosa, estruturas como a nossa Via Láctea e os planetas que habitamos simplesmente não existiriam.
O “Vento” que molda as galáxias
A matéria escura é invisível — ela não emite, reflete ou absorve luz. Para mapeá-la, a equipe liderada por Diana Scognamiglio, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, usou uma técnica chamada Lente Gravitacional Fraca.
Funciona assim: a gravidade da matéria escura é tão poderosa que ela curva a luz de galáxias distantes, criando distorções parecidas com um “espelho de parque de diversões”. Analisando essas deformações em 800 mil galáxias, os cientistas conseguiram “ver” o invisível.
“É a estrutura gravitacional na qual tudo o mais se encaixa. Onde há matéria escura, ela atrai a matéria comum e começa a formar estrelas e planetas”, explica Richard Massey, físico da Universidade de Durham.
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255 horas de observação: O recorde do Webb
Este mapa é o resultado do maior levantamento realizado no primeiro ano de operações do James Webb. Foram 255 horas de observação contínua, revelando filamentos da chamada Teia Cósmica.
O Campo COSMOS: Uma área do céu equivalente a 2,5 vezes o tamanho da Lua cheia.
Infravermelho: O Webb conseguiu olhar para bilhões de anos no passado, registrando galáxias no estágio inicial do universo.
Confirmação histórica: Os dados do Webb foram sobrepostos aos do antigo telescópio Hubble, confirmando teorias passadas, mas com uma precisão cirúrgica nunca vista.
Uma simulação da formação de estruturas de matéria escura desde o início do universo até os dias atuais • Ralf Kaehler/Laboratório Nacional de Aceleradores SLAC, Museu Americano de História Natural
A era de ouro da exploração escura
A descoberta abre caminho para uma nova compreensão da física. Os cientistas agora tentam responder à pergunta de um bilhão de dólares: de que é feita a matéria escura? Partículas lentas e frias ou rápidas e quentes?
Este mapa é apenas o começo. Com a chegada de novos gigantes como o telescópio Euclid (ESA), o Nancy Grace Roman (NASA) e o Observatório Vera C. Rubin (Chile), estamos entrando em uma era onde o lado escuro do universo finalmente começará a aparecer.
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