Escritório de vendas, não operadora: O verdadeiro modelo de chegada da Singtel ao Brasil

Nas últimas semanas, informações imprecisas circularam no mercado sugerindo que a Singtel Singapore estaria se estabelecendo como uma operadora de telefonia no Brasil. Este dado é incorreto.

A Singtel esclarece que sua chegada ao país, prevista para o terceiro trimestre de 2026, ocorrerá estritamente através de um escritório de vendas especializado. O objetivo não é competir no setor de infraestrutura de telecomunicações local, mas sim atuar como parceira estratégica das operadoras brasileiras.

Entenda a operação: Parceria, não Competição

Diferente do modelo que opera em Singapura, a Singtel Brasil funcionará sob um modelo de colaboração:

  • Infraestrutura: A conectividade física continuará sendo provida pelas operadoras locais.
  • Serviços Singtel: A empresa fornecerá a “camada inteligente”, que inclui SD-WAN, orquestração de rede e segurança avançada.

“A Singtel ajuda empresas multinacionais a gerenciar suas operações de forma mais integrada, fornecendo conectividade segura e plataformas digitais que reduzem a complexidade e possibilitam a expansão global”, reforça a companhia.

Transformação Digital para multinacionais

O foco do novo escritório, o oitavo da Singtel no mundo, é apoiar corporações globais que utilizam o Brasil como base. Com o mercado de transformação digital brasileiro projetado para ultrapassar US$ 50 bilhões até 2030, a demanda por gestão de dados e nuvem é crítica.

Soluções principais no portfólio brasileiro:

  1. CUBΣ: Plataforma Network-as-a-Service (NaaS) que unifica SD-WAN e serviços de nuvem em um único portal de controle.
  2. Segurança Zero-Trust: Arquiteturas de acesso seguro para garantir que operações internacionais ocorram sem riscos de vulnerabilidade.
  3. Orquestração Multi-fornecedor: Capacidade de gerenciar diferentes operadoras e serviços de nuvem em uma única interface.

Um voto de confiança na economia brasileira

Para Tian Chong Ng, CEO da Singtel Singapura, a presença física no Brasil reflete a importância do país na economia digital global. A iniciativa tem o suporte da Enterprise Singapore e da LatAmCham, que veem no Brasil um hub estratégico para empresas asiáticas.

“Este movimento reforça poderosamente que nossa região é a nova fronteira de crescimento para empresas asiáticas inovadoras”, afirma Angela Torres-Andresen, fundadora da LatAmCham.

Conectividade entre Brasil e Ásia (ASEAN)

O escritório também facilitará o fluxo comercial entre a América Latina e o Sudeste Asiático (ASEAN), região que já representa mais de US$ 37 bilhões em comércio bilateral com o Brasil. Empresas brasileiras que desejam expandir para a Ásia-Pacífico poderão contar com a infraestrutura de mais de 400 pontos de presença global da Singtel.

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Marciel

Formado em Jornalismo, o editor atua há mais de 10 anos na cobertura de notícias relacionadas ao mercado B2B. Apesar de toda a Transformação Digital, ainda prefere ouvir música de forma analógica, no toca-discos.

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