Minas vira “potência mundial” em energia solar, mas o preço da conta de luz esconde um segredo amargo

energia solar

Minas Gerais acaba de ultrapassar países inteiros como Chile e Portugal em capacidade de energia solar, mas nem tudo é motivo de comemoração para o bolso do mineiro.

Enquanto o estado brilha com um crescimento de 18,4% em 2025, atingindo a marca histórica de 13,8 gigawatts, um efeito colateral silencioso está turbinando a sua conta de luz. Se você sentiu o peso do reajuste da Cemig, a explicação pode estar no telhado do seu vizinho.

O “custo oculto” do sol: por que sua conta subiu tanto?

De acordo com a consultoria TR Soluções, o subsídio público para as usinas fotovoltaicas foi o grande vilão dos aumentos recentes.

O dado é alarmante: Se não fossem os subsídios à energia solar, o reajuste da Cemig em 2025 teria sido de 5,5%, e não os 7,5% que o consumidor residencial sentiu na pele.

Em termos práticos, quem não tem placas solares em casa está ajudando a pagar a conta de quem tem. Esse incentivo à geração distribuída (GD) quase dobrou no orçamento da Aneel, saltando de R$ 3,7 bilhões para R$ 6,9 bilhões em apenas um ano.

2026: a “tempestade perfeita” no setor elétrico

Se você achou o aumento do ano passado pesado, prepare o coração para maio. Dois fatores externos prometem pressionar ainda mais as tarifas:

  1. Guerra e Bloqueio no Exterior: O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã paralisou o estreito de Hormuz, por onde passa 25% do gás natural do mundo. Isso disparou os preços de energia no mercado livre.
  2. Subsídios em Expansão: O custo da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) subiu para R$ 52,7 bilhões, empurrado pelo incentivo às renováveis e pela nova Tarifa Social.

O paradoxo mineiro: sol desperdiçado e gás queimado

Apesar da abundância de luz, Minas enfrenta um desafio técnico bizarro. Como a energia solar é intermitente (não funciona à noite), o sistema muitas vezes não consegue absorver toda a produção do dia.

O resultado? O Operador Nacional do Sistema (ONS) ordena cortes compulsórios de energia solar enquanto, ao mesmo tempo, o país precisa queimar gás caro em termoelétricas para manter as luzes acesas.

A solução está nas baterias?

Para tentar salvar esse desperdício, a aposta são os Saeb (Sistemas de Armazenamento por Baterias). A Cemig já deu o primeiro passo em Serra da Saudade, mas o estado ainda tem 499 usinas outorgadas que podem sobrecarregar o sistema antes mesmo das baterias se tornarem realidade.

O que esperar do seu boleto de luz?

Com 8 novas usinas em construção e centenas de projetos no papel, Minas Gerais continuará sendo a capital do sol, mas a conta dessa transformação continuará sendo dividida entre todos os mineiros.

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Redação tecflow

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