

O crescimento exponencial de setores como criptomoedas, NFTs e iGaming tem gerado grandes oportunidades no mercado digital, mas também uma série de novos desafios. Plataformas como a Binance, que registrou um aumento impressionante de 93% no volume médio de negociações diárias em 2024, e o setor de apostas, que cresceu 734,6% entre 2021 e 2024, são exemplos claros dessa ascensão. Contudo, essa expansão também tem atraído a atenção de fraudadores, que buscam explorar as vulnerabilidades desses mercados emergentes. Golpes como o “Pig Butchering”, fraudes em NFTs e esquemas de lavagem de dinheiro em apostas estão se tornando cada vez mais comuns, e o impacto dessas fraudes é significativo tanto para as empresas quanto para os consumidores.
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Para entender os perigos ocultos e como as empresas e os usuários podem se proteger de forma eficaz, entrevistamos Thiago Bertacchini, Head de Vendas da Nethone, especialista em soluções de segurança digital e prevenção a fraudes. Bertacchini explica as táticas mais frequentes utilizadas por criminosos, como os “Rug Pulls” no mercado de NFTs, os ataques de phishing em criptomoedas e o abuso de promoções e criação de múltiplas contas no setor de apostas. Além disso, ele apresenta estratégias de defesa que as plataformas devem adotar, desde o uso de inteligência comportamental até a análise em tempo real de comportamentos suspeitos, para mitigar os riscos e proteger seus clientes.
Nesta entrevista exclusiva ao tecflow, Bertacchini também compartilha as melhores práticas que os consumidores devem seguir para proteger suas carteiras digitais e contas de apostas. Com um cenário de fraudes em constante evolução, a educação e a adoção de tecnologias avançadas de segurança são essenciais para se manter à frente dos golpistas. As dicas oferecidas visam capacitar tanto os usuários quanto as empresas a se protegerem em um ambiente digital cada vez mais arriscado, onde os criminosos estão constantemente ajustando suas táticas para enganar suas vítimas.

tecflow: Quais são os golpes mais comuns no mercado de criptomoedas e como as empresas podem se proteger contra eles?
Thiago Bertacchini: Os golpes mais comuns no mercado de criptomoedas incluem o “Pig Butchering”, no qual fraudadores constroem relações de confiança com as vítimas por meio de redes sociais e as convencem a investir em plataformas falsas com promessas de retornos garantidos. Outro golpe recorrente é o phishing, que envolve o envio de comunicações falsas em nome de exchanges ou projetos cripto, induzindo usuários a fornecer dados sensíveis ou transferir fundos para carteiras fraudulentas. Para se proteger, as empresas devem adotar estratégias proativas de segurança digital, como o monitoramento contínuo de comportamento de usuários, detecção de anomalias e uso de soluções avançadas de prevenção a fraudes, como machine learning e biometria comportamental, que vão além do tradicional KYC. Lavagem de dinheiro e testes de cartão também são golpes realizados.
tecflow: Como os desenvolvedores fraudulentos no mercado de NFTs utilizam a tática de “Rug Pulls” para enganar os investidores?
Thiago Bertacchini: Nos “Rug Pulls”, desenvolvedores lançam NFTs (ou até tokens) com promessas atrativas de valorização, comunidade ativa e utilidade futura. Após arrecadar valores significativos, esses golpistas simplesmente abandonam o projeto e desaparecem com os recursos dos investidores, deixando os tokens e NFTs sem liquidez e sem valor. Esse golpe explora a falta de transparência e a ausência de regulamentação mais rígida no setor. Investidores devem ficar atentos a sinais de alerta como anonimato dos criadores, ausência de roadmap claro e promessas excessivamente otimistas.
tecflow: No setor de iGaming, quais são as fraudes mais frequentes e de que forma elas afetam tanto os jogadores quanto as plataformas de apostas?
Thiago Bertacchini: Entre as fraudes mais frequentes no iGaming estão o account takeover (ATO), onde criminosos assumem o controle de contas legítimas para realizar transações fraudulentas ou lavar dinheiro, e a fraude de afiliados, com geração de tráfego falso ou manipulação de programas de comissão. Outros exemplos incluem abuso de promoções, criação de múltiplas contas, ataques Sybil, arbitragem, uso de bots e chip dumping. Essas fraudes geram prejuízos financeiros, comprometem a integridade da plataforma e afetam a experiência dos jogadores, ao criar um ambiente de competição desleal e inseguro.
tecflow: Quais são as principais estratégias que empresas podem adotar para prevenir fraudes em plataformas de criptomoedas, NFTs e apostas?
Thiago Bertacchini: Além do KYC básico — que se mostrou insuficiente no combate a fraudes mais sofisticadas — as empresas devem investir em soluções de prevenção baseadas em inteligência comportamental e análise de risco em tempo real. Isso inclui o uso de tecnologias como sinais de risco e modelos personalizados de aprendizado de máquina para identificar padrões suspeitos, validação contínua de identidade digital usando biometria comportamental e mecanismos de verificação para dispositivos, redes e geolocalização. Segmentar usuários por nível de risco e adaptar barreiras de segurança dinamicamente também são estratégias recomendadas para equilibrar segurança e experiência do usuário.

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tecflow: De que maneira os consumidores podem se proteger efetivamente contra golpes, como phishing e roubo de carteiras, nos mercados de criptoativos e iGaming?
Thiago Bertacchini: A proteção começa com a educação: os consumidores devem sempre verificar se estão interagindo com canais oficiais, desconfiar de promessas de lucros garantidos e evitar clicar em links recebidos por e-mail ou redes sociais. A adoção da autenticação de dois fatores (2FA) é essencial para dificultar o acesso não autorizado às contas. Além disso, manter senhas únicas, não compartilhar informações sensíveis e monitorar constantemente as atividades da conta são práticas fundamentais. Em mercados dinâmicos e muitas vezes não regulados, o comportamento preventivo do usuário é tão importante quanto a segurança oferecida pela plataforma.
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Marciel
Formado em Jornalismo, o editor atua há mais de 10 anos na cobertura de notícias relacionadas ao mercado B2B. Apesar de toda a Transformação Digital, ainda prefere ouvir música de forma analógica, no toca-discos.