
O rover Curiosity, da NASA, avistou essa crista baixa, que se parece um pouco com um meio-fio em ruínas, em 16 de maio. Os cientistas acreditam que as bordas endurecidas dessas cristas (parte da região em forma de caixa que o rover está explorando) podem ter sido formadas por águas subterrâneas antigas. Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS
A NASA divulgou nesta quarta-feira (25) imagens impressionantes e inéditas capturadas pelo rover Curiosity, que revelam formações rochosas em Marte semelhantes a “teias de aranha”. As estruturas, oficialmente chamadas de “boxwork” (ou “estrutura em forma de caixa”), foram encontradas nas encostas do Monte Sharp, uma montanha de 5,5 km de altura localizada dentro da Cratera Gale — região onde o Curiosity pousou em 2012.
- Participe dos nossos canais no Twitter, Telegram ou Whatsapp!
- Confira nossos stories no Instagram e veja notícias como essa!
- Siga o tecflow no Spotify Podcast para ouvir nosso conteúdo!
- Anuncie conosco aqui ou apoie o tecflow clicando neste link
- Assine nossa newsletter neste link.
As formações chamam a atenção por sua aparência curiosa: são cristas rochosas entrelaçadas, que se cruzam como se fossem a obra de um gigantesco aracnídeo marciano. Vistas do alto, essas redes podem se estender por até 20 quilômetros, criando um padrão geométrico único na superfície do planeta vermelho. No entanto, apesar da semelhança com teias, as estruturas não têm nenhuma origem biológica.
Como surgiram as “teias” marcianas?
De acordo com a NASA, esse tipo de formação tem um processo de origem parecido com as estalactites e estalagmites encontradas em cavernas da Terra. Em Marte, os cientistas acreditam que águas subterrâneas antigas fluíram por fendas e rachaduras nas rochas, depositando minerais ao longo do caminho. Com o passar de bilhões de anos, os ventos intensos do planeta desgastaram as camadas mais frágeis da rocha, deixando expostas as cristas mais resistentes, que agora formam essa complexa rede geométrica.
As imagens que permitiram esse estudo detalhado foram feitas em 16 de maio, quando o Curiosity avistou uma dessas cristas, descrita pelos cientistas como semelhante a um meio-fio em ruínas. A descoberta reforça a ideia de que a água teve papel fundamental na modelagem da superfície marciana.

Esta cena foi capturada pelo rover Curiosity enquanto observava uma região repleta de padrões em forma de caixa, cristas baixas que os cientistas acreditam que podem ter sido formadas por águas subterrâneas bilhões de anos atrás. Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS
Nova região, novas descobertas
O rover chegou a essa área específica do Monte Sharp no início de junho, após partir em direção a ela em novembro de 2024. Além das fotografias, o Curiosity também realizou perfurações no solo para análise química. Um dos achados mais surpreendentes foi a presença de veios de sulfato de cálcio, mineral que costuma se formar na presença de água — e que nunca havia sido detectado antes nessa região da montanha.

Claro evolui pós-pago e integra iCloud e Google One aos
A Claro reafirma o seu papel como um hub de parcerias estratégicas com grandes empresas de tecnologia e anuncia importantes…
HONOR Lightning: Robô Humanoide da HONOR supera recorde mundial humano
VEJA O VÍDEO em que robô da HONOR rompe a barreira da tecnologia e supera tempo do recordista Jacob Kiplimo…
Além do papel: confira tecnologias que estão transformando o sistema
Do ensino básico ao superior, sistemas de assinaturas digitais, inteligência artificial na previsão de evasão escolar e automação de fluxo…
Check Point Alerta para Vazamento Silencioso de Credenciais no Claude
A adoção acelerada de inteligência artificial no desenvolvimento de software acaba de ganhar um novo capítulo de atenção. Pesquisadores da…
Valve lança solução para falta de memória em GPUs; ganho
Novo patch experimental da Valve revoluciona o gerenciamento de VRAM no Linux. Testes mostram Alan Wake II saltando de 14…
Expansão do mercado de data centers no Brasil é oportunidade
Por Walter Sanches O Brasil ocupa uma posição privilegiada no que se refere à expansão global dos data centers. Atualmente, o…
Essa descoberta deixou a equipe da missão animada, pois reforça a hipótese de um passado aquático em Marte, e pode ajudar a compreender como funcionavam os sistemas subterrâneos de água no planeta antes da perda de sua atmosfera e oceanos, causadas por intensas radiações solares.

Representação artística do rover Curiosity, da NASA, em Marte. Crédito: Triff – Shutterstock.
Há chance de vida antiga?
Os cientistas acreditam que essas regiões, por terem sido protegidas da radiação e possivelmente conterem água salgada líquida, poderiam ter oferecido condições favoráveis ao desenvolvimento de microrganismos, como ocorreu em ambientes subterrâneos da Terra primitiva. Por isso, a análise dessas formações agora é uma prioridade da missão Curiosity, que busca pistas sobre a habitabilidade passada de Marte.
Explore Marte em 3D
Para aproximar o público da missão, a NASA também divulgou um vídeo interativo em 3D no YouTube, onde é possível explorar a área mapeada pelo rover como se estivesse ao lado dele. A experiência imersiva permite observar os detalhes das formações “boxwork” e entender melhor como é a superfície marciana.
Faça como os mais de 10.000 leitores do tecflow, clique no sino azul e tenha nossas notícias em primeira mão! Confira as melhores ofertas de celulares na loja parceira do tecflow.
Redação tecflow
Tecflow é um website focado em notícias sobre tecnologia com resenhas, artigos, tutoriais, podcasts, vídeos sobre tech, eletrônicos de consumo e mercado B2B.

