
A possível retomada do horário de verão no Brasil pode representar mais do que uma simples mudança nos ponteiros do relógio. Segundo avaliação da Thymos Energia, consultoria especializada em negócios do setor elétrico, a medida pode se tornar uma aliada estratégica na otimização do uso de fontes renováveis, como solar e eólica, em um momento de crescimento da matriz limpa brasileira.
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Embora o impacto direto na economia total de energia seja limitado, a Thymos destaca que a nova configuração do sistema elétrico nacional abre espaço para benefícios operacionais. “Continuar a gerar energia por mais uma hora contribuiria para mitigar, em parte, o segundo pico de consumo, entre 19h e 22h, quando as pessoas retornam para casa e ligam diversos aparelhos ao mesmo tempo”, explica Mayra Guimarães, diretora de Regulação e Estudos de Mercado da consultoria.
Mudança estrutural da matriz elétrica
Nos últimos anos, o Brasil passou por uma transformação significativa em sua matriz elétrica. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a energia solar fotovoltaica já responde por 24,5% da capacidade instalada no país, com mais de 59 GW. Apenas no primeiro semestre de 2025, foram adicionados 5,1 GW ao sistema, conforme dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).
Esse avanço coloca a solar como a segunda principal fonte de geração elétrica no país — cenário que reforça os argumentos a favor do retorno do horário de verão. “A geração solar é uma fonte diurna e estratégica para atender ao pico de consumo entre 13h e 17h”, destaca Mayra.
Ao adiantar os relógios em uma hora, como propõe a medida, haveria maior coincidência entre o período de incidência solar e os horários de maior demanda por eletricidade, promovendo um uso mais eficiente da energia gerada ao longo do dia.

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Energia eólica também pode se beneficiar
Além da solar, a geração eólica também pode ser favorecida pela mudança. Representando atualmente 13,9% da matriz elétrica nacional, com mais de 33 GW instalados, a fonte tem seu melhor desempenho justamente no início da noite — coincidindo com o segundo pico de consumo. “O horário de verão ajudaria ainda para o maior aproveitamento da geração eólica, cujo melhor desempenho ocorre no começo da noite”, ressalta a executiva.
Com isso, o horário de verão passa a ser visto como um instrumento complementar para a gestão do sistema elétrico, alinhando a geração renovável ao comportamento da demanda e aumentando a confiabilidade da rede, especialmente diante da crescente eletrificação e uso simultâneo de equipamentos.
Novo contexto energético exige reavaliação
Suspenso em 2019 pelo Governo Federal, o horário de verão deixou de ser adotado sob o argumento de que seu efeito na economia de energia havia se tornado irrelevante, diante da mudança nos hábitos de consumo e da menor dependência da iluminação artificial. Naquele ano, a capacidade solar instalada era de apenas 4 GW — número que cresceu quase 15 vezes desde então.
“Em 2019, quando houve a decisão de não manter a diretriz aplicada desde 1931, a representatividade da geração solar era muito menor. Hoje, trata-se da segunda fonte de geração mais abundante do país”, pontua Mayra.

Governo estuda retorno com base técnica
A possível retomada do horário de verão voltou à pauta em 2023 e segue em análise pelo Governo Federal. O Ministério de Minas e Energia (MME) informou que a decisão será baseada em estudos técnicos que envolvem não apenas impactos no consumo, mas também na operação do sistema, na economia e na saúde da população.
A contribuição da Thymos Energia traz um novo olhar ao debate: ao ampliar o aproveitamento de fontes renováveis, a medida pode se alinhar aos objetivos da transição energética, à modernização do setor e ao uso eficiente dos recursos do país.
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Redação tecflow
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