
Enquanto a energia solar segue em queda de custos e ganha cada vez mais espaço na matriz energética australiana, os parques eólicos enfrentam um cenário oposto: aumento de preços, dificuldades de implantação e perda de confiança por parte dos investidores.
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De acordo com o relatório GenCost 2024–25, elaborado pela CSIRO e pelo Operador do Mercado de Energia da Austrália (AEMO), os custos da energia solar caíram cerca de 8% ao ano graças à queda no preço dos painéis e aos avanços tecnológicos. Já o armazenamento em baterias ficou até 20% mais barato no último ano. No entanto, a geração eólica onshore registrou alta de 8% em 2023–24 e de mais 6% em 2024–25.
A disparada nos custos ameaça não apenas projetos terrestres, mas também a entrada da Austrália no segmento offshore, que em outros países — como China, Estados Unidos e Alemanha — já se consolidou como parte essencial da transição energética. Para que o país atinja a meta de 82% de energia renovável no sistema até 2030, será preciso enfrentar esses desafios.

Cinco razões para a alta dos custos
- Cadeias globais de suprimento pressionadas
A pandemia elevou drasticamente os preços de aço, cobre, fibra de vidro e outros insumos, fazendo com que o valor das turbinas subisse quase 40% entre 2020 e 2022. Mesmo após a queda nos preços de matérias-primas, os equipamentos continuam caros, já que sua produção é complexa e menos escalável do que a dos painéis solares. - Melhores ventos em locais remotos
As regiões com maior potencial eólico na Austrália ficam longe dos centros urbanos e da infraestrutura de transmissão. Isso exige novos e caros investimentos em linhas de energia, além de custos adicionais com logística e alojamento de trabalhadores. - Mão de obra escassa e cara
A construção de parques eólicos demanda mais trabalhadores especializados do que os projetos solares. A falta desses profissionais no país aumentou salários e encareceu a execução das obras. - Financiamento mais caro
Os altos juros dos últimos anos impactam diretamente os parques eólicos, que exigem grandes investimentos iniciais e longos prazos de construção. Pequenas variações nas taxas podem tornar projetos inviáveis. - Burocracia, falhas técnicas e resistência local
Atrasos em licenciamento ambiental, oposição de comunidades e problemas técnicos em novos modelos de turbina têm prolongado prazos e aumentado incertezas para os desenvolvedores.

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E o papel da energia solar?

A energia solar avança sem enfrentar os mesmos entraves. Os painéis, produzidos em massa, têm custo cada vez menor, são fáceis de instalar e geram menos resistência social. Além disso, sua operação é mais simples, já que não envolve partes móveis como as turbinas.
Por outro lado, especialistas alertam que a dependência exclusiva da energia solar aumentaria a necessidade de armazenamento em baterias ou hidrelétricas reversíveis. Isso porque o vento, ao contrário do sol, sopra com mais intensidade à noite e no inverno, o que ajuda a equilibrar o sistema elétrico.
Caminhos para o setor eólico
Para reverter o quadro, a Austrália precisa investir em qualificação de mão de obra, incentivar a fabricação local de componentes pesados, como torres de turbinas, e agilizar processos regulatórios. Também é necessário ampliar a infraestrutura de transmissão e adotar políticas públicas que garantam mais segurança aos investidores.
Segundo especialistas, o recém-anunciado Capacity Investment Scheme, que prevê expansão dos investimentos em geração e armazenamento, pode ajudar a reduzir riscos. Ainda assim, sem medidas rápidas e eficazes, o país corre o risco de ver a energia eólica perder espaço para a solar — comprometendo a diversificação da matriz e os ganhos de estabilidade que só uma combinação equilibrada de fontes renováveis pode trazer.
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Redação tecflow
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