
* Aline Cavalcante, Head Comercial da Zapping
Ao longo dos últimos anos, o Brasil passa por uma transformação estrutural no modo como a população consome conteúdo audiovisual e informativo. A banda larga fixa, hoje praticamente universalizada, se consolidou como a principal via de acesso aos serviços digitais nos lares brasileiros. A mudança, antes restrita aos grandes centros, já acontece nos quatro cantos do país, incluindo, inclusive, regiões antes consideradas periféricas ao mercado, e que passam a exercer protagonismo no novo mapa de audiência que se desenha.
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No ecossistema de conectividade brasileiro, os provedores regionais de internet (ISPs) assumem um papel cada vez mais relevante. Segundo dados da Anatel, eles já respondem por mais de 55 % dos acessos à internet no Brasil e concentram cerca de 64 % dos investimentos em infraestrutura de conectividade. Em regiões estratégicas, como é o caso do Nordeste, a participação chega a 80 %.
Ainda recorrendo aos dados, atualmente, os ISPs lideram o fornecimento de banda larga em mais de 5 000 municípios brasileiros. Em 1 041 dessas cidades, sua participação ultrapassa 80 %. Os números revelam a força deste segmento, além de expor uma realidade onde os provedores regionais estão construindo as bases técnicas e comerciais para uma nova lógica de consumo de conteúdo, mais descentralizada e capilarizada.

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Parte dessa força reside na proximidade com as comunidades atendidas. Diferentemente das grandes operadoras, os ISPs oferecem atendimento mais ágil, pessoal e acessível, promovendo relações de confiança e fidelidade. Essa conexão com os territórios, que acontece tanto de forma literal, quanto simbólica, permite um alinhamento mais direto às necessidades locais.
Os efeitos dessa expansão da conectividade já são visíveis e expressivos. Áreas onde antes o acesso à internet de qualidade era praticamente inviável, ou dificultado, cresce o consumo via streaming. Tal possibilidade abre caminhos que vão além do mero consumo de entretenimento, reconfigurando também o modo como a informação, cultura e até mesmo a educação passam a circular no Brasil.
É preciso, portanto, reconhecer os ISPs como agentes estratégicos para o futuro do mercado digital brasileiro. Se anteriormente esse trabalho parecia discreto, quase como coadjuvantes, hoje essa categoria de provedores já bate de frente com as grandes marcas, assumindo papel de protagonista na expansão de infraestrutura, na formação de novas audiências e no fortalecimento da economia digital em territórios muitas vezes invisibilizados.
Mais do que reconfigurar o consumo, a atuação dos ISPs regionais aponta para uma posição de quase agentes da transformação social. Ao levar internet veloz e estável a regiões antes negligenciadas, os provedores pavimentam o caminho para o surgimento de economias locais digitais, novos polos de produção cultural e até mesmo para uma educação mais conectada e contextualizada. Trata-se de uma mudança que representa a face mais concreta do progresso digital brasileiro, credenciado por uma presença ampla e comprometida.
* Aline Cavalcante é Head Comercial da Zapping, plataforma líder de streaming de TV na América Latina
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Redação tecflow
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