
A Nasa anunciou a confirmação do 6.000º exoplaneta — mundos que orbitam estrelas fora do nosso sistema solar. O marco ocorre 30 anos após a descoberta de 51 Pegasi b, em 1995, o primeiro planeta identificado em torno de uma estrela semelhante ao Sol. Embora o primeiro registro oficial de um exoplaneta tenha sido feito em 1992, a confirmação desse novo catálogo simboliza décadas de avanços científicos.
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6.000 exoplanetas confirmados e 8.000 em análise
De acordo com o Instituto de Ciência de Exoplanetas da NASA, localizado no IPAC do Caltech, em Pasadena, Califórnia, além dos 6.000 já confirmados, outros 8.000 candidatos aguardam validação.
Esses mundos variam desde pequenos planetas rochosos até gigantes gasosos e planetas oceânicos, alguns sem qualquer análogo conhecido no sistema solar. Segundo a agência espacial, na Via Láctea o número de planetas não se mede em milhares, mas em bilhões.

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Um marco na exploração cósmica
“Este marco representa décadas de exploração cósmica impulsionada pelos telescópios espaciais da NASA — exploração que mudou completamente a maneira como a humanidade vê o céu noturno”, afirmou Shawn Domagal-Goldman, diretor interino da Divisão de Astrofísica da sede da agência em Washington.
A maioria dos exoplanetas já identificados é maior que a Terra e relativamente próxima ao sistema solar, já que são mais brilhantes e, portanto, mais fáceis de detectar. A busca por mundos do tamanho da Terra em torno de estrelas semelhantes ao Sol exigirá avanços tecnológicos, que já estão em desenvolvimento.
Como os exoplanetas são descobertos
Grande parte das descobertas foi feita de forma indireta, por meio de técnicas como:
- Trânsito planetário: quando o planeta passa diante da estrela e provoca uma diminuição sutil em sua luminosidade.
- Velocidade radial: quando a gravidade de um planeta em órbita faz a estrela oscilar levemente, permitindo a medição do efeito.
Até hoje, apenas algumas dezenas foram fotografados diretamente. O Telescópio Espacial James Webb já analisou a composição química de algumas atmosferas de exoplanetas, ampliando o potencial de estudos sobre habitabilidade.
O futuro da exploração de mundos alienígenas
Para o futuro, a Nasa aposta em telescópios de nova geração:
- Telescópio Espacial Nancy Grace Roman: com lançamento previsto para maio de 2027, utilizará microlente gravitacional e um coronógrafo para capturar imagens diretas de planetas orbitando estrelas distantes.
- Observatório de Mundos Habitáveis: programado para ser lançado por volta de 2041, será o primeiro telescópio desenhado especificamente para buscar sinais de vida em exoplanetas.
“Agora, com o Roman e o Observatório de Mundos Habitáveis, os Estados Unidos liderarão o próximo grande salto — estudando mundos como o nosso em torno de estrelas como o nosso Sol”, completou Domagal-Goldman.
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Redação tecflow
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