
O mercado da música vive um momento de expansão sem precedentes, mas que se mostra igualmente desafiador para artistas independentes. No último ano, segundo o relatório anual Global Music Report 2025, da IFPI, a indústria global de música gravada cresceu 4,8% e bateu US$ 29,6 bilhões em receita, com o streaming respondendo por 69% desse valor. No Brasil, o avanço foi ainda mais acelerado: +21,7%, o maior entre os dez principais mercados do mundo. Apesar dos números positivos, artistas seguem enfrentando barreiras para alcançar seus próprios fãs, em meio ao excesso de lançamentos e a dependência dos algoritmos.
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É nesse cenário que surge o Fan First, a primeira e mais completa plataforma direct-to-fan do Brasil, criada pela Shake Music para inaugurar um novo modelo de relação entre artistas e público: direto, sem intermediários e fora dos limites das redes sociais. A proposta acompanha um movimento global que já vem ganhando força — com superfãs se tornando peça-chave na estratégia de artistas ao redor do mundo — e agora chega ao mercado brasileiro como uma resposta concreta a essa tendência.
A plataforma oferece um espaço exclusivo, onde criadores compartilham músicas, bastidores e ideias em primeira mão, enquanto fãs têm a chance de apoiar financeiramente, participar de missões coletivas e fazer parte de uma comunidade construída em torno da música.
Foto: Divulgação / Fan First
“Ao devolver aos artistas o controle sobre seus dados, conexões e audiência, o Fan First se posiciona como uma solução robusta para os desafios atuais e um passo decisivo rumo a um futuro verdadeiramente fan-powered. Centralizando suas demandas em uma única plataforma, o artista tem visibilidade dos leads, um canal direto para se relacionar com eles e, eventualmente, vender para quem quer comprar — criando novas formas de transformar engajamento em receita real”, afirma Bruno Martins, fundador e CEO do Fan First e da Shake Music.
Os superfãs são a base dessa mudança. De acordo com o artigo “Super Listeners: Your Guide for Developing Fans Who Go Deeper”, do Spotify, embora representem em média apenas 2% da audiência de um artista, eles gastam o dobro dos fãs casuais e movimentam bilhões em potencial de receita. Casos internacionais como o do grupo SEVENTEEN, que faturou mais do que The Weeknd mesmo com uma base muito menor de ouvintes, comprovam que o engajamento de poucos vale mais do que a atenção superficial de muitos.

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Mesmo grandes nomes sofrem com o alcance limitado: James Blake questionou em 2024 se seus fãs realmente viam os posts de seus shows, enquanto Chappell Roan falou em “traição pelo sistema” no Grammy de 2025. Se artistas consagrados encontram dificuldades, a situação é ainda mais crítica para os independentes, que já representam 80% dos lançamentos no Brasil, conforme aponta o levantamento da WIN, WIN Annual Report 2023-24.
O Fan First nasce justamente para atender essa necessidade e se integra à visão maior da Shake Music: unir tecnologia, dados e engajamento para transformar a relação entre artistas e fãs em um motor real de receita.
Com essa solução, artistas podem:
- Publicar conteúdos exclusivos para seus seguidores (como músicas, bastidores e ideias em teste).
- Receber apoio financeiro direto dos fãs via Fan Boost, que aparece como uma celebração pública na timeline.
- Criar missões e metas coletivas, transformando o engajamento dos fãs em conquistas concretas.
- Controlar sua base de fãs, com acesso completo a dados e contatos, sem depender de algoritmos.
Neste primeiro momento, a plataforma opera em soft launch, com acesso restrito a artistas convidados. O lançamento completo está previsto para o primeiro trimestre de 2026 — artistas interessados já podem se inscrever em fanfirst.app.
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Redação tecflow
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