
A Ericsson (NASDAQ: ERIC), líder global em tecnologia de telecomunicações, em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC), desenvolveu uma solução tecnológica capaz de enfrentar um dos maiores desafios das redes móveis de alta frequência: o superaquecimento das antenas 5G. A inovação, recentemente patenteada sob o nome “Radio network node and method performed in a wireless communication network” (“Nó de rede rádio e método realizado em uma rede de comunicação sem fio”), utiliza um algoritmo inteligente que monitora e controla dinamicamente a temperatura das antenas, evitando desligamentos manuais e garantindo a continuidade da transmissão de sinais essenciais.
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Além de oferecer maior eficiência energética, a tecnologia prolonga a vida útil dos equipamentos, reduz custos de manutenção e fortalece a confiabilidade das redes móveis. Atualmente, antenas de alta frequência precisam interromper temporariamente o funcionamento ao atingirem temperaturas críticas para evitar danos aos circuitos internos. Com o novo algoritmo, o controle térmico é feito de forma automatizada, sem intervenção humana, permitindo que a transmissão seja retomada imediatamente após o resfriamento.
As respostas às principais perguntas sobre o funcionamento e impactos da tecnologia foram fornecidas por dois porta-vozes: Igor Guerreiro, inventor, professor da UFC e parceiro da Ericsson, e Mateus Santos, Research Leader da Ericsson no Brasil. Eles detalham como o algoritmo se diferencia das soluções tradicionais, os impactos para eficiência energética e durabilidade dos equipamentos, além do papel estratégico da parceria entre a Ericsson e a UFC para o avanço da pesquisa e inovação brasileira no setor de telecomunicações.

tecflow: De que forma o algoritmo inteligente criado se diferencia das soluções tradicionais de controle térmico utilizadas atualmente nas antenas de telecomunicações?
Igor Guerreiro, inventor, professor da Universidade Federal do Ceará e parceiro da Ericsson: Em geral, para controlar a temperatura do equipamento de rádio ao qual a antena está ligada, sempre que sua temperatura sobe acima de um valor de referência, o equipamento precisa ser desligado para resfriar, sendo então reativado quando a temperatura volta a um valor desejado. Porém, isso pode comprometer a transmissão periódica de sinais essenciais do sistema celular. A fim de evitar este problema, o algoritmo criado garante a transmissão de todos os sinais essenciais do sistema celular. Para isso, o algoritmo controla a temperatura do equipamento de tal modo que o equipamento esteja com temperatura dentro do esperado sempre que for necessário transmitir tais sinais essenciais.
tecflow: Quais são os principais impactos dessa inovação para a eficiência energética e a durabilidade dos equipamentos de rede?
Igor Guerreiro: Quando o equipamento de rádio opera em altas temperaturas, o seu funcionamento em geral entra em um regime de maior consumo energético, provendo em muitos casos uma menor taxa de dados. Isso implica uma queda direta na eficiência energética. Além disso, a exposição por longos períodos de tempo a altas temperaturas reduz a vida útil dos componentes eletrônicos do equipamento, aumentando o custo de operação do sistema celular, seja pelo custo financeiro da troca do equipamento ou pelo tempo de inatividade do serviço.
tecflow: Quais são os próximos passos para a aplicação prática dessa tecnologia — ela já está sendo testada em campo ou integrada a redes comerciais?
Igor Guerreiro: As tecnologias patenteadas são desenvolvidas na fase de pesquisa, que é anterior à fase de testes e de aplicação em produtos comerciais. Isso quer dizer que pode levar alguns anos até que a tecnologia de fato seja integrada a redes comerciais.

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tecflow: Como surgiu a parceria entre a Ericsson e a Universidade Federal do Ceará que resultou no desenvolvimento dessa patente para controle de superaquecimento em antenas 5G?
Mateus Santos, Research Leader da Ericsson no Brasil: Em um escopo mais amplo, a parceria entre a Ericsson e a UFC possui longa data. São mais de 20 anos de pesquisa e inovação demonstrada por centenas de publicações, dezenas de patentes e formação de gerações de pesquisadores em redes móveis.
No caso da patente para controle de temperatura de antenas, trata-se de um resultado obtido a partir de um novo ciclo de projetos de pesquisa desta longa parceria. Tal ciclo, iniciado em 2023, visa estudar novas tecnologias 5G e até rumo ao 6G. A UFC, por meio do grupo de pesquisa de telecomunicações sem fio (GTEL), possui competência ímpar em tecnologias de antenas inteligentes, e em telecomunicações em geral, desenvolvida e aprimorada inclusive ao longo de parcerias estratégicas com a Ericsson.
tecflow: O que representa, para o ecossistema de pesquisa brasileiro, a contribuição de inventores nacionais em uma patente global da Ericsson?
Mateus Santos: A liderança tecnológica da Ericsson resultou no portfólio de patentes da mais alta qualidade do setor de telecomunicações. Contribuir para tal portfólio permite que o pesquisador ou profissional brasileiro seja de fato protagonista na cadeia global de inovação. Isso significa participar da criação e evolução da tecnologia celular.
Não menos importante, temos ainda uma forma diferenciada de gerar e reter competência estratégica para o país. Por exemplo, promovemos intercâmbio de pesquisadores brasileiros nas unidades internacionais da empresa onde tecnologias para uma nova geração de redes móveis sem fio são estudadas e idealizadas. É contato com tecnologia de ponta! Isso amplia o celeiro de talentos do Brasil, tornando-os ainda mais relevantes na eminência de uma transformação tecnológica.
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Marciel
Formado em Jornalismo, o editor atua há mais de 10 anos na cobertura de notícias relacionadas ao mercado B2B. Apesar de toda a Transformação Digital, ainda prefere ouvir música de forma analógica, no toca-discos.



