

A mais recente edição do Índice Anual de Preparação para IA (Cisco AI Readiness Index), divulgada pela Cisco (NASDAQ: CSCO), mostra que as organizações mais preparadas para adotar inteligência artificial estão conquistando resultados significativamente superiores aos de seus concorrentes. Essas empresas, classificadas como Pacesetters ou “Empresas Referência”, apresentam quatro vezes mais chances de levar projetos-piloto à produção e 50% mais chances de gerar valor mensurável a partir da tecnologia.
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No Brasil, o cenário é promissor. Segundo o levantamento, 92% das companhias planejam implantar agentes de IA, número acima da média global de 83%. Mais da metade, 52%, espera que esses agentes atuem ao lado dos colaboradores dentro de um ano. O estudo, no entanto, alerta que muitas empresas ainda não possuem a infraestrutura segura e escalável necessária para sustentar essa transformação.
Realizado com mais de 8 mil líderes em IA de 30 países e 26 setores, o levantamento aponta que 13% das empresas globalmente compõem o grupo de Pacesetters. No Brasil, a proporção é superior à média mundial, com 18% das companhias sendo consideradas referência, embora tenha caído em relação aos 25% registrados na edição de 2024.
Essas organizações se destacam por adotar uma abordagem sistêmica e disciplinada, equilibrando estratégias de negócios com infraestrutura robusta e governança sólida. De acordo com o estudo, 98% das empresas referência já estão projetando suas redes para lidar com o crescimento e a complexidade da IA, enquanto apenas 46% da média geral fazem o mesmo.

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“Estamos superando a era dos chatbots que respondem a perguntas e entrando na próxima fase importante da IA: agentes que executam tarefas de forma independente”, disse Jeetu Patel, presidente e diretor de Produtos da Cisco. “O estudo de hoje mostra que mais de 80% das empresas no mundo estão priorizando soluções de agentes, com dois terços relatando que esses sistemas já estão atendendo ou superando suas metas de desempenho. As evidências apontam para uma enorme vantagem competitiva: as empresas que estão mais avançadas estão obtendo retornos significativamente maiores do que seus pares”, completa Patel.
A vantagem competitiva dos Pacesetters
As empresas referência se destacam por integrar a IA como parte central do negócio, e não apenas como um projeto isolado. Quase todas, 99%, possuem um roteiro estratégico definido e 91% têm planos de gestão de mudanças para apoiar a adoção da tecnologia. Além disso, 79% priorizam a IA como principal investimento, e 96% mantêm estratégias de financiamento de curto e longo prazo.
Na infraestrutura, 71% dos Pacesetters afirmam que suas redes são totalmente flexíveis e capazes de escalar rapidamente para novos projetos de IA, percentual que cai para apenas 15% entre as demais organizações. Cerca de 77% também planejam expandir a capacidade de seus data centers nos próximos 12 meses.
Essas empresas não apenas inovam, mas conseguem transformar inovação em valor. Sessenta e dois por cento têm processos maduros para gerar e escalar casos de uso de IA, e 77% já os implementaram com sucesso. Elas também medem o impacto dos investimentos: 95% rastreiam resultados de IA e 71% confiam que a tecnologia gerará novas fontes de receita. No Brasil, essa confiança é mais moderada, com 44% das organizações muito seguras quanto ao potencial de monetização da IA.
Outro diferencial é a segurança. Oitenta e sete por cento das empresas referência têm plena consciência das ameaças específicas da IA, 62% já integram a tecnologia em seus sistemas de segurança e identidade, e 75% estão preparadas para controlar e proteger agentes autônomos. Essa maturidade se reflete diretamente em ganhos de desempenho. Noventa por cento dos Pacesetters relatam aumentos em lucratividade, produtividade e inovação, contra cerca de 60% entre as empresas menos maduras.

Ambição supera prontidão
Apesar do entusiasmo, o estudo revela uma lacuna entre ambição e capacidade operacional. Globalmente, 83% das empresas pretendem adotar agentes de IA, mas mais da metade, 54%, reconhece que suas redes atuais não conseguem escalar para lidar com a complexidade e o volume de dados exigidos. Apenas 15% classificam suas redes como flexíveis ou adaptáveis.
No Brasil, embora o interesse seja elevado, 41% das empresas ainda estão em níveis iniciais de prontidão, identificadas como “seguidores tardios”. Isso mostra que o país ainda enfrenta desafios relacionados à infraestrutura e segurança para garantir a adoção plena da IA.
Dívida de infraestrutura de IA
O relatório também introduz o conceito de “dívida de infraestrutura de IA”, uma evolução da dívida técnica e digital acumulada por sistemas subfinanciados ou desatualizados. Esse passivo, segundo a Cisco, pode corroer o valor gerado pela IA ao longo do tempo.
Entre os sinais de alerta, 62% das organizações esperam aumento de mais de 30% nas cargas de trabalho nos próximos três anos, 64% relatam dificuldades para centralizar dados, apenas 26% possuem capacidade robusta de GPU, e menos de um terço consegue detectar ou prevenir ameaças específicas de IA.
Para a Cisco, o estudo reforça que o valor da IA acompanha o nível de prontidão das empresas. À medida que agentes autônomos e sistemas inteligentes se tornam parte integrante das operações, aquelas que combinam visão estratégica, infraestrutura segura e governança eficaz sairão na frente na corrida por valor.
Sobre o Índice de Preparação para IA da Cisco 2025
O Cisco AI Readiness Index 2025 é um estudo global, em seu terceiro ano, baseado em pesquisa anônima com 8 mil líderes sêniores de TI e negócios responsáveis pela estratégia de IA em empresas com mais de 500 funcionários, abrangendo 26 setores em 30 países.
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Redação tecflow
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