
Entrevista Exclusiva: André Buttini de Moraes revela como o Intelligence Tax Hub, baseado em IA, se tornou essencial para a sobrevivência das empresas na complexa transição do IVA Dual (CBS e IBS).
O mercado brasileiro vive uma corrida contra o relógio em preparação para a Reforma Tributária. A transição, que unifica cinco tributos chave em um sistema de IVA Dual (CBS e IBS), começa com o crucial “ano-teste” de 2026, onde a aplicação de alíquotas simbólicas (0,9% para CBS e 0,1% para IBS) exigirá a adaptação imediata dos sistemas fiscais, sob risco de recolhimento penalizador. Neste cenário complexo, a organização e o tratamento de dados não são apenas diferenciais, mas imperativos para evitar gargalos e perdas de crédito futuro.
- Participe dos nossos canais no Twitter, Telegram ou Whatsapp!
- Confira nossos stories no Instagram e veja notícias como essa!
- Siga o tecflow no Spotify Podcast para ouvir nosso conteúdo!
- Anuncie conosco aqui ou apoie o tecflow clicando neste link
- Assine nossa newsletter neste link
- Siga o tecflow no tik tok
Para desvendar os meandros desta transformação estrutural, o tecflow apresenta uma entrevista exclusiva com João André Buttini de Moraes, sócio-fundador do ButtiniMoraes e idealizador da BMTax. A consultoria integra expertise jurídica completa com a robustez da base tecnológica Microsoft e o poder da Inteligência Artificial (IA), revelando como sua plataforma proprietária, o Intelligence Tax Hub, capaz de processar mais de 5 milhões de documentos fiscais por minuto, está garantindo que grandes empresas possam antecipar riscos, otimizar a tomada de decisão e alcançar a verdadeira eficiência tributária antes da plena vigência do novo sistema em 2033.

tecflow: Como a reforma tributária, especialmente com o ano-teste de 2026, está impactando as demandas das empresas por eficiência fiscal e organização de dados?
João André Buttini de Moraes, sócio-fundador do ButtiniMoraes e idealizador da BMTax: O ano-teste de 2026 é crucial, pois marca o início efetivo da etapa de transição da reforma tributária. A partir de janeiro, as empresas devem emitir documentos fiscais eletrônicos com o destaque dos campos de IBS e CBS, nas alíquotas-teste de 0,1% e 0,9%, respectivamente. As empresas que cumprirem essa obrigação não precisarão recolher nenhum valor ao Fisco. Por outro lado, as que não destacarem o IBS e a CBS na nota fiscal terão de recolher este montante, com a possibilidade de utilizá-lo como crédito de PIS/COFINS.
Um aspecto importante nessa etapa é o novo layout da nota fiscal eletrônica, que inclui novos campos de preenchimento, como o Código de Classificação Tributária do IBS/CBS (cClassTrib). Cada código estará vinculado a um dispositivo específico da Lei Complementar nº 214/2025, permitindo a correta individualização da tributação de cada item do documento fiscal. Por exemplo, operações com insumos agropecuários terão um código específico, atrelado ao dispositivo legal que lhes concede um regime diferenciado de tributação. Por outro lado, se uma mesma mercadoria for vendida para uma indústria de produtos pet, por exemplo, como não será considerado como um insumo agropecuário, um outro código será aplicado, com um tratamento tributário distinto.
Assim, para 2026, um dos principais desafios para as empresas será a parametrização de seus sistemas para a emissão dos documentos fiscais eletrônicos, a fim de garantir, por exemplo, a correta definição do cClassTrib para cada operação. Será essencial, ainda, o alinhamento com os fornecedores sobre os códigos que eles aplicarão em cada operação, visto que a incorreção pode, por exemplo, prejudicar a tomada de créditos pelo adquirente a partir de 2027, com o início da vigência da CBS.
Nesse cenário, a organização e o tratamento dos dados são essenciais, especialmente para empresas com grande volume e diversidade de operações, tanto próprias quanto envolvendo a cadeia de fornecedores.
tecflow: Quais são hoje os principais erros ou gargalos que as empresas enfrentam ao tentar se adequar ao novo modelo de CBS e IBS?
João André Buttini de Moraes: Atualmente, a principal preocupação das empresas reside na parametrização dos sistemas para a emissão dos documentos fiscais eletrônicos, dada a exigência a partir de janeiro/2026, sob pena de precisar recolher 1% a título de IBS/CBS ao Fisco. Contudo, é importante destacar que, a partir de 2027, já teremos uma mudança muito drástica em nosso sistema tributário, com a extinção do PIS/COFINS e o início da vigência da CBS. Assim, é crucial que as empresas iniciem, em paralelo, o seu planejamento para mapear os impactos da nova tributação sobre o consumo em suas operações a partir de 2027.
Outro aspecto que merece destaque é a importância de conscientizar todos os colaboradores de que a reforma tributária não é um tema restrito aos setores diretamente vinculados a assuntos fiscais. Trata-se de uma transformação que impacta de forma decisiva os demais departamentos, pois altera, de maneira estrutural, os paradigmas de negócios no Brasil.
Dessa forma, gerar o engajamento de todas as áreas é vital, pois a ausência dessa visão integrada pode gerar gargalos significativos e comprometer a adequação completa às novas regras.

C6 Bank, XP Inc e PagBank abrem vagas em Cibersegurança:
Você está em busca de uma virada na sua carreira em 2026? O setor financeiro está fervendo e os maiores…
Conta de luz em risco? Entenda a guerra bilionária que
Um “puxadinho” na nova lei do setor elétrico colocou gigantes da energia e o Governo em pé de guerra. Entenda…
Oportunidade de ouro: IFSP libera 4.500 vagas em cursos de
Quer entrar no mercado de TI sem pagar nada? O Instituto Federal de São Paulo (IFSP) acaba de abrir inscrições…
O fim do Windows? Google e Samsung unem forças e
Prepare o monitor: a nova atualização do Android 16 acaba de transformar seu celular em um computador completo. Entenda a…
Apple choca o mercado e lança MacBook Neo por preço
Em estratégia inédita para driblar a crise dos chips, gigante de Cupertino aposta em notebook “popular” com bateria de 16…
Samsung lança no Brasil tela 3D que dispensa óculos e
Nova tecnologia Spatial Signage transforma imagens comuns em experiências 3D realistas para revolucionar lojas e escritórios; conheça o display de…
tecflow: O Intelligence Tax Hub foi desenvolvido para lidar com grandes volumes de informação. Quais capacidades específicas da plataforma tornam possível antecipar riscos e melhorar a tomada de decisão fiscal?
João André Buttini de Moraes: O Intelligence Tax Hub antecipa riscos porque trabalha num nível que a área operacional, por melhor que seja, não consegue alcançar sem tecnologia. Ele funciona em conjunto com nossas outras soluções proprietárias e processa mais de 5 milhões de documentos fiscais por minuto, cruza 2 trilhões de registros e interpreta 45 terabytes de dados. A plataforma conecta SPED, notas e outras obrigações em tempo real, identifica anomalias que normalmente só apareceriam muito depois e entrega insights que mostram o cenário com antecedência. Isso permite agir rápido e tomar decisões com mais segurança.
tecflow: A parceria entre BMTax, ButtiniMoraes e a base tecnológica Microsoft cria um ecossistema integrado. Na prática, quais benefícios esse modelo entrega para as áreas fiscais das empresas?
João André Buttini de Moraes: A parceria entre BMTax, ButtiniMoraes e Microsoft criou um ecossistema que muda completamente o dia a dia. Trabalhamos em um ambiente único, estável e escalável, com segurança de alto nível e capacidade de processamento para qualquer volume. Usamos tecnologias como Azure OpenAI, Microsoft Fabric e outras soluções de IA que entregam velocidade e segurança. A combinação da nossa expertise tributária com essa camada tecnológica oferece exatamente o que o cliente precisa, porque permite enxergar onde existe risco, onde há oportunidade e qual é o impacto disso no negócio com muito mais velocidade e confiança.
tecflow: O que as organizações precisam começar a fazer ainda em 2025 para chegarem preparadas à fase de transição entre 2029 e 2033, quando ICMS e ISS serão progressivamente substituídos pelo IBS?
João André Buttini de Moraes: É fundamental iniciar ainda em 2025, em paralelo à adaptação do novo layout dos documentos fiscais eletrônicos, um esforço de engajamento e conscientização em todas as áreas da empresa. A reforma tributária não é um tema restrito aos setores diretamente ligados à área fiscal, pois pode impactar todos os demais departamentos. É imprescindível que todos atuem de forma integrada na análise dos impactos que as novas regras trarão para o negócio.
A partir dessa integração entre as áreas será possível iniciar um mapeamento preciso dos principais impactos da reforma tributária nas operações. Esse diagnóstico é a base para desenvolver um planejamento estratégico adequado para a transição e o ajuste ao novo sistema tributário.
Faça como os mais de 10.000 leitores do tecflow, clique no sino azul e tenha nossas notícias em primeira mão! Confira as melhores ofertas de celulares naloja parceira do tecflow.
Redação tecflow
Tecflow é um website focado em notícias sobre tecnologia com resenhas, artigos, tutoriais, podcasts, vídeos sobre tech, eletrônicos de consumo e mercado B2B.



