
Cibercriminosos estão utilizando o aplicativo legítimo Supremo, disponível na Play Store para suporte técnico e administrativo à distância, como nova arma para aplicar fraudes digitais e assumir o controle dos dispositivos das vítimas, visando o roubo de dados bancários e dinheiro.
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Embora amplamente identificada na Argentina desde maio de 2024, a campanha de golpes por acesso remoto, também conhecida como “mão fantasma”, já circula no Brasil há pelo menos três anos, com o uso de ferramentas como o Supremo e o AnyDesk.
O Modus operandi do golpe
A tática se baseia fortemente na engenharia social, com os seguintes passos:
- Isca e Anúncios Falsos: O golpe geralmente começa com a divulgação de anúncios falsos nas redes sociais (como o Facebook), mirando principalmente idosos e prometendo descontos em serviços específicos.
- Contato por WhatsApp: A vítima é induzida a entrar em contato com o suposto “banco” ou “empresa” por meio de uma ligação no WhatsApp. Os golpistas se fingem ser funcionários de instituições financeiras (ou empresas como Netflix e Mercado Livre).
- Convencimento e Download: Durante a conversa, o criminoso convence a vítima a baixar o aplicativo de acesso remoto (Supremo ou AnyDesk), alegando ser “necessário” para concluir a promoção ou resolver um problema de segurança.
- Controle Remoto Total: Assim que o app é baixado e o código de acesso é compartilhado, o golpista obtém o controle remoto total do aparelho. Ele pode ver a tela, abrir aplicativos, transferir arquivos e realizar transações bancárias (incluindo Pix e contratação de empréstimos) como se fosse o próprio usuário.
O alerta no Brasil
No Brasil, os relatos de golpes de “mão fantasma” remontam a 2022. Uma pesquisa da Kaspersky detectou que, entre 2024 e 2025, houve um crescimento significativo, com mais de 10 mil ocorrências detectadas, gerando grandes prejuízos financeiros.
Daniel Barbosa, pesquisador de segurança da ESET no Brasil, ressalta que o uso de acesso remoto no universo bancário é incomum e aponta para uma mudança na estratégia dos golpistas.
“Isso mostra uma mudança considerável nas estratégias dos golpistas, que agora buscam driblar a conscientização sobre o não compartilhamento de senhas,” analisa Barbosa.
As vítimas mais visadas continuam sendo pessoas aposentadas ou com pouca familiaridade com dispositivos tecnológicos.

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Como se proteger
Para evitar cair no golpe da “mão fantasma”, os especialistas em segurança digital recomendam:
- Jamais Instale Apps a Pedido de Terceiros: Nunca instale aplicativos de acesso remoto (como Supremo, AnyDesk, TeamViewer) a partir da orientação de terceiros, especialmente em ligações não solicitadas.
- Nunca Compartilhe Códigos: Nunca compartilhe códigos de acesso gerados por essas ferramentas, pois eles concedem controle total do seu dispositivo.
- Bancos Não Pedem Dados Sensíveis: Reforce que instituições financeiras jamais pedirão informações sensíveis como senhas, número de segurança do cartão ou o download de aplicativos de acesso remoto por telefone ou WhatsApp.
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Redação tecflow
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