Qualcomm brilha no 1º trimestre, mas alerta para crise de memória que pode encolher o mercado

A gigante dos chips superou as expectativas de Wall Street no início de 2026, impulsionada pelo setor automotivo e IA. No entanto, o CEO Cristiano Amon lançou um aviso sombrio: a escassez global de componentes de memória deve frear as vendas de smartphones no próximo trimestre.

A Qualcomm iniciou o ano fiscal de 2026 com números que fariam qualquer investidor sorrir, mas o cenário para os próximos meses exige cautela. No primeiro trimestre, a empresa registrou uma receita impressionante de US$ 12,25 bilhões, superando as previsões dos analistas que esperavam US$ 12,21 bilhões. O lucro por ação (EPS) ajustado também veio acima do esperado, atingindo US$ 3,50. Entretanto, o clima de celebração foi rapidamente substituído por um tom de alerta durante a divulgação do relatório financeiro nesta quinta-feira.

O grande vilão no horizonte é a falta de chips de memória. Embora a Qualcomm não compre esses componentes diretamente, seus principais clientes — fabricantes de smartphones como Samsung, Xiaomi e outras — dependem deles para montar os aparelhos que carregam os processadores Snapdragon. Segundo Cristiano Amon, CEO da Qualcomm, a memória agora é o fator que define o tamanho real do mercado móvel. Se as fabricantes não conseguirem memórias a preços razoáveis, a produção cai e os preços dos celulares sobem, afetando diretamente a receita da Qualcomm no segundo trimestre.

Apesar da previsão pessimista para o Q2, onde a empresa espera uma receita entre US$ 10,2 e US$ 11 bilhões (abaixo dos US$ 11,11 bilhões previstos pelo mercado), as divisões internas mostram um fôlego impressionante. O setor de chips para smartphones, o maior da companhia, rendeu US$ 7,82 bilhões, um crescimento de 3%. Já a divisão automotiva foi o grande destaque de aceleração, saltando 15% para US$ 1,1 bilhão, consolidando a Qualcomm como uma peça-chave nos carros conectados e inteligentes.

Outro braço forte foi o de Internet das Coisas (IoT), que inclui chips para dispositivos como os óculos Meta Ray-Ban. Esta área cresceu 9%, atingindo US$ 1,69 bilhão. Para os acionistas, a empresa manteve sua política agressiva de valorização, recomprando 15 milhões de ações por US$ 2,6 bilhões e distribuindo quase US$ 1 bilhão em dividendos apenas neste trimestre.

A estratégia para enfrentar a escassez de memória parece clara: focar no segmento de luxo. Celulares topo de linha (flagships) possuem margens de lucro maiores, o que permite às fabricantes absorver melhor a alta no custo dos componentes sem paralisar a produção. Amon reforça que a Qualcomm é a competidora mais forte neste nicho de alto desempenho, apostando que, mesmo em um mercado menor, a qualidade e a exclusividade dos chips Snapdragon garantirão a resiliência da marca frente à crise de suprimentos que se aproxima.

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Redação tecflow

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