O Fim das áreas sem sinal: novo leilão da faixa de 700 MHz promete cobertura total em rodovias e cidades isoladas

O governo federal publicou nesta sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026, o edital oficial para o leilão da faixa de 700 MHz, uma das frequências mais valiosas para a telefonia móvel brasileira. Após um período de análise estratégica pela Casa Civil, o documento foi liberado sem alterações, confirmando que a disputa entre as operadoras ocorrerá em abril. Esta movimentação marca o capítulo final de um impasse que se arrastava desde o leilão de 2021, prometendo transformar radicalmente a conectividade em regiões onde o celular hoje é apenas um peso de papel.

O grande diferencial desta licitação é o foco absoluto na universalização do acesso. Segundo dados do Ministério das Comunicações, o projeto estima beneficiar diretamente mais de 800 mil pessoas residentes em 864 pequenas localidades que atualmente sofrem com a exclusão digital. Mais do que conectar casas, o edital impõe obrigações pesadas para a cobertura de rodovias federais, atacando um dos maiores gargalos de segurança e logística do país.

A meta mais ambiciosa envolve a BR-101, que deverá contar com 100% de cobertura de sinal de celular ainda em 2026. Além dela, trechos críticos das BRs 116, 135, 163, 242 e 364 receberão investimentos para eliminar as chamadas zonas mortas. No total, serão 6,5 mil quilômetros de estradas assistidas, abrangendo mais de um quarto de toda a malha rodoviária federal. O impacto esperado vai desde o socorro médico mais ágil em casos de acidentes até a otimização do transporte de cargas por meio de monitoramento em tempo real.

Diferente de leilões anteriores, a estrutura desta rodada foi desenhada para fortalecer os pequenos e médios provedores. A disputa será dividida em três rodadas sequenciais. Na primeira fase, a prioridade total será dada aos operadores regionais que já possuem frequências de 3,5 GHz (5G). Caso restem blocos, a segunda rodada será aberta para operadoras regionais em geral. Apenas em uma terceira etapa, se ainda houver disponibilidade, as grandes operadoras nacionais e demais participantes poderão dar lances.

Este edital surge como uma solução para o vácuo deixado pela desistência da Winity, que arrematou a faixa em 2021 com a proposta de uma rede neutra, mas não conseguiu viabilizar o modelo de negócio. Ao redirecionar essa frequência para empresas que já possuem infraestrutura regional ativa, a Anatel busca garantir que os prazos de instalação sejam cumpridos com maior agilidade. O cronograma original prevê que os termos de autorização sejam assinados em julho deste ano, permitindo que as obras de infraestrutura comecem imediatamente no segundo semestre.

A faixa de 700 MHz é considerada o “filé mignon” das telecomunicações por sua alta capacidade de penetração em obstáculos físicos e longo alcance de sinal, o que a torna ideal para cobrir grandes extensões rurais com menos torres. Com a publicação deste edital, o Brasil tenta consolidar sua infraestrutura de base para o 4G e 5G, garantindo que o avanço tecnológico não fique restrito apenas às grandes metrópoles e centros econômicos.

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Redação tecflow

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