
O país vive um descasamento perigoso entre geração e consumo. Entenda como a explosão da energia solar e eólica está desafiando o ONS e por que o governo corre para contratar R$ 100 bilhões em térmicas.
O Brasil vive uma situação surreal: temos energia sobrando, mas o risco de um apagão nunca foi tão debatido nos bastidores do setor elétrico. Após dois grandes incidentes nos últimos três anos, o ano de 2026 torna-se o “ponto de inflexão” para evitar que o sistema entre em colapso.
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O problema não é a falta de chuva, como em 2001, mas sim o excesso de energia renovável intermitente. Entenda por que ter “energia limpa demais” virou uma dor de cabeça bilionária para o Operador Nacional do Sistema (ONS) e para o seu bolso.
O desequilíbrio: sobra sol, falta controle
Atualmente, as fontes eólica e solar já respondem por quase 30% da carga do país. O grande “vilão” (e herói) desse cenário é a Geração Distribuída (GD) — aquelas placas solares nos telhados de casas e empresas.
O Brasil encerrou 2025 com 43,5 GW de GD e deve romper a barreira dos 50 GW ainda este ano. O problema? O ONS não consegue controlar essa energia. Quando o sol está forte e o consumo está baixo (como em feriados ou domingos), a rede fica sobrecarregada, dificultando o controle da tensão e frequência.

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O “susto” do dia dos pais
Em agosto de 2025, o Brasil quase parou. A combinação de baixa demanda com alta geração solar fez com que estados do Centro-Oeste registrassem carga líquida negativa. O ONS precisou adotar medidas de guerra, como zerar a injeção de grandes usinas renováveis para não queimar equipamentos da rede.
A demanda bilionária por térmicas
Para garantir que o sistema não caia quando o sol se põe ou o vento para, o governo estima a necessidade de 19 GW de térmicas flexíveis até 2035.
- O Desafio: Essas usinas funcionam como um “seguro”, mas custam caro.
- O Resultado: A energia chega limpa na geração, mas o custo operacional para manter o sistema estável encarece a conta na ponta para o consumidor final.
Alerta vermelho: Copa do Mundo 2026
Se a operação já é complexa, o calendário de 2026 traz um ingrediente extra de tensão: a Copa do Mundo.
Historicamente, os dias de jogos (especialmente a abertura em 11 de junho) provocam oscilações bruscas de carga. Milhões de pessoas ligam ou desligam aparelhos simultaneamente, exigindo uma manobra milimétrica do ONS para evitar o efeito cascata de desligamentos.
O que precisa ser feito?
Especialistas e associações como a ABGD apontam que a solução não é frear as renováveis, mas modernizar a rede. Os quatro pilares da segurança elétrica para 2026 são:
- Armazenamento de Energia: Baterias de grande escala para estocar o excedente solar.
- Digitalização das Redes: Maior controle sobre a energia gerada nos telhados (GD).
- Expansão da Transmissão: Levar a energia de onde sobra para onde falta.
- Modernização Legal: Alteração de leis para permitir que o ONS tenha gerência sobre pequenos geradores em momentos de crise.
O cenário em números (Fevereiro/2026):
| Indicador | Dados |
| Capacidade Total do Brasil | 248,38 GW |
| Participação Hidrelétrica | 44% |
| Capacidade de Geração Distribuída | ~45 GW (Caminhando para 50 GW) |
| Previsão de Térmicas até 2035 | +19 GW |
O Brasil conseguirá equilibrar a sustentabilidade com a segurança energética ou estamos marchando para um novo apagão técnico? Deixe sua opinião nos comentários!
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Redação tecflow
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