

A promessa de que todos os smartphones vão voltar ao passado e adotar baterias facilmente removíveis a partir de 2027 virou um dos assuntos mais comentados do mundo da tecnologia. O movimento ganhou força após a aprovação de uma nova legislação rígida da União Europeia, desenvolvida com o objetivo de facilitar reparos domésticos, aumentar a vida útil dos produtos e reduzir o lixo eletrônico global.
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A lei determina que as baterias de dispositivos portáteis devem poder ser substituídas pelos próprios usuários com ferramentas comuns, sem a necessidade de equipamentos especializados. No entanto, o que parecia ser uma mudança radical e universal para toda a indústria esconde letras miúdas. A verdade é que muitos dos aparelhos mais vendidos e desejados do mercado atual vão ficar completamente fora dessa exigência.
O truque das exceções que vai salvar os celulares mais caros
A Comissão Europeia estabeleceu critérios específicos de durabilidade e engenharia que servem como uma espécie de “passaporte de imunidade” para as fabricantes. Smartphones e tablets podem ser dispensados de adotar o design de bateria removível se cumprirem requisitos elevados de construção.
Para escapar da regra, o dispositivo precisa garantir o seguinte:
- Saúde da bateria: O componente deve ser capaz de manter pelo menos 80% de sua capacidade original mesmo após 1000 ciclos completos de carga.
- Proteção física: O aparelho precisa contar com certificações oficiais de alta resistência contra água e poeira (o famoso IP rating).

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Quais celulares famosos estão livres de mudar em 2027?

Por conta dessas regras de desempenho e vedação, os principais modelos topo de linha (premium) do mercado não devem sofrer nenhuma alteração visual ou estrutural em suas carcaças. Eles continuarão exatamente como são hoje: blocos de vidro e metal totalmente selados.
Estão oficialmente na lista de exceções:
- iPhones e iPads: A Apple cumpre padrões exigentes de degradação de bateria e resistência a líquidos em suas linhas principais.
- Linhas Samsung Galaxy S: Os modelos topo de linha da marca sul-coreana entram direto na categoria de dispensa.
- Dispositivos dobráveis: Devido à alta complexidade de engenharia e telas flexíveis com proteção avançada, esses modelos premium também estão livres.
O verdadeiro impacto vai esmagar os dispositivos menores
Se os smartphones mais avançados vão continuar intactos, o verdadeiro preço da nova legislação será cobrado de outra categoria de produtos. Dispositivos ultracompactos que não possuem a mesma margem de manobra regulatória ou espaço interno para blindagem pesada correm sério risco de sofrer transformações drásticas.
Especialistas alertam que fones de ouvido totalmente sem fio (TWS), smartwatches e gadgets compactos serão os mais afetados. Para permitir a troca de bateria exigida por lei, esses produtos precisarão ser completamente redesenhados pelas marcas. O resultado imediato para o consumidor pode ser amargo: acessórios visivelmente maiores, esteticamente mais brutos, mais complexos de fabricar e, consequentemente, bem mais caros nas prateleiras.
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Redação tecflow
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