

Nova pesquisa da Read AI sugere que, à medida que os trabalhadores incorporam ferramentas de IA, a qualidade de vida e o impacto gerado se tornarão indicadores cada vez mais importantes de produtividade
Enquanto os debates nacionais recentes sobre a escala 6×1 têm trazido o valor do tempo livre para o centro das atenções, o mundo corporativo vem examinando cada vez mais como a inteligência artificial impacta o bem-estar. Uma nova pesquisa da Read AI, a ferramenta de anotações com IA mais popular da América do Sul, sugere que os trabalhadores brasileiros estão começando a adotar essas tecnologias com uma perspectiva mais centrada no ser humano.
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Quando questionados sobre o que fariam com o tempo economizado pelo uso da IA, 30% dos entrevistados afirmaram que investiriam esse período na melhoria do bem-estar físico e mental, enquanto 24% disseram que passariam mais tempo com familiares e amigos. Outras prioridades incluíram descansar e aprender novas habilidades, ambas mencionadas por 23%.
Essa mudança de expectativas ocorre em um momento crítico para a cultura corporativa. A pesquisa revela a persistência de um ambiente de trabalho de disponibilidade constante, no qual 75% dos trabalhadores afirmam que os ganhos de eficiência proporcionados pela IA são imediatamente substituídos por novas demandas. Em vez de reduzir a pressão, os modelos atuais de adoção da IA parecem acelerá-la, com profissionais precisando acompanhar um ritmo de trabalho cada vez mais intenso, tendência já identificada em pesquisas anteriores, além de lidar com fatores tradicionais de desgaste, como reuniões ineficientes, notificações constantes e sistemas desconectados. Consequentemente, os trabalhadores brasileiros estão redefinindo o que significa performance, valorizando mais as tecnologias que oferecem clareza, foco e equilíbrio do que as que simplesmente criam mais ruído digital.

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“A discussão sobre IA tem se concentrado principalmente na eficiência, mas os trabalhadores estão nos dizendo algo ainda mais importante”, disse David Shim, CEO e cofundador da Read AI. “À medida que a IA se torna mais integrada ao trabalho diário, as pessoas passam a olhar além dos ganhos de eficiência e a buscar tecnologias que as ajudem a focar no que realmente importa. Quando a IA vai além de responder perguntas e passa a atuar de forma alinhada ao próprio trabalho, participando de reuniões em nome dos usuários e destacando proativamente recomendações e decisões importantes, ela devolve às pessoas tempo para pensamento estratégico, criatividade e bem-estar”.
IA como colega de trabalho

À medida que as atividades diárias se tornam cada vez mais divididas entre reuniões, e-mails e plataformas digitais, a pesquisa revela uma crescente aceitação da IA como participante ativa no ambiente de trabalho. Em vez de enxergar essas ferramentas apenas como assistentes estáticos, os profissionais esperam que elas simplifiquem tarefas rotineiras de coordenação e reduzam a carga operacional. Atualmente, 25% dos respondentes dizem sentir que já começaram a trabalhar de forma mais próxima com ferramentas e agentes de IA, enquanto 22% já se sentem confortáveis com a execução autônoma pela inteligência artificial de determinadas tarefas em seu nome.
Essa evolução em direção à IA como colega de equipe também é impulsionada pela necessidade de reduzir a sobrecarga cognitiva: cabe destacar que 54% dos entrevistados afirmam que revisar conteúdos gerados por IA pode ser mais mentalmente desgastante do que criar o material do zero. O resultado reforça a demanda por sistemas de IA mais avançados, capazes de ir além da simples entrega de informações. Isso reforça a necessidade de sistemas de IA avançados que não só simplesmente despejem dados brutos sobre os funcionários, mas que participem ativamente dos fluxos de trabalho, transformando informações em insights imediatos e acionáveis, além de deslocar o debate de simples produtividade para a verdadeira capacidade humana.
Em comparação com as discussões de 2025, focadas na eficiência por meio da automação, o ambiente de trabalho entrou em uma nova fase, centrada na redefinição da produtividade e na capacidade de trabalhar em escala. Ao mesmo tempo, os dados de treinamento de 2025 e 2026 revelam uma lacuna importante: 34% dos entrevistados afirmam não ter recebido treinamento em IA, mas gostariam de aprender, percentual que diminuiu comparado com 2025, sugerindo que organizações estão adotando a IA mais rápido do que estão capacitando seus funcionários. Isso reforça a necessidade de apoio por parte dos empregadores para melhor preparar os trabalhadores para essas funções em transformação.
Da eficiência à capacidade

“As organizações mais bem-sucedidas serão aquelas que usam a IA para ajudar os funcionários a atuar com mais clareza”, acrescentou Shim. “A tecnologia gera mais valor quando reduz atritos, simplifica a coordenação e ajuda as pessoas a se concentrarem no trabalho que realmente gera resultados.”
Essa visão se reflete na Ada, a colega de equipe de IA da Read AI. Projetada para participar ativamente dos fluxos de trabalho, Ada ajuda profissionais a conectar informações entre reuniões, conversas e sistemas corporativos. Ao preservar o contexto, coordenar ações de acompanhamento e reduzir o trabalho administrativo rotineiro, a plataforma permite que as pessoas dediquem mais tempo a prioridades estratégicas e à execução.
O estudo foi realizado com 518 respondentes que utilizam IA no ambiente de trabalho, representando todas as regiões do Brasil. O questionário foi aplicado por meio de um formulário on-line em maio de 2026. Entre os respondentes, 34% têm entre 18 e 34 anos, 48% têm entre 35 e 54 anos, e 9% têm mais de 55 anos. Além disso, 53% dos respondentes são mulheres e 47% são homens.
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Redação tecflow
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