
A corrida pela inteligência artificial (IA) está expondo uma fragilidade que pode comprometer a transformação digital das empresas. Uma nova pesquisa da Cisco, realizada em parceria com a Foundry Research, revela que 71% das empresas brasileiras acreditam que suas redes corporativas chegarão ao limite de capacidade em até dois anos, colocando em risco projetos de IA generativa e agentes inteligentes.
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O levantamento, realizado com 3.472 líderes de TI em empresas de grande porte ao redor do mundo, mostra que a infraestrutura de rede não acompanha o ritmo acelerado da adoção da inteligência artificial. Em nível global, 73% das organizações também afirmam que suas redes atuais não serão suficientes para suportar a nova demanda.
Empresas apostam em IA, mas infraestrutura preocupa
Embora a inteligência artificial esteja cada vez mais presente nas estratégias corporativas, muitas empresas ainda não possuem infraestrutura preparada para essa nova realidade.
Segundo a pesquisa, 82% dos líderes brasileiros afirmam confiar mais em suas estratégias de IA do que na capacidade das redes de sustentá-las.
Além disso, 74% das organizações no Brasil reconhecem que precisam modernizar suas redes para acompanhar a evolução tecnológica.
Para a Cisco, a atualização da infraestrutura deixou de ser uma melhoria opcional e passou a ser um requisito estratégico para garantir desempenho, disponibilidade e escalabilidade das aplicações de inteligência artificial.

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IA agêntica promete triplicar o tráfego das redes
Outro dado que chama atenção é o avanço da chamada IA agêntica, tecnologia baseada em agentes inteligentes capazes de executar tarefas de forma autônoma.
Segundo o estudo, 85% das empresas no mundo esperam uma expansão moderada ou significativa dessa tecnologia nos próximos dois anos.
A consequência será um aumento expressivo no consumo de dados.
A expectativa é que o tráfego das redes corporativas triplique em até três anos, impulsionado por aplicações que processam grandes volumes de informações em tempo real.
Entre as organizações mais avançadas, cerca de um terço já possui ampla implementação dessa tecnologia, enquanto 97% planejam ampliar seu uso até 2028.

Brasil enfrenta desafio ainda maior na segurança digital
O estudo mostra que os impactos da IA não se limitam à infraestrutura.
Na área de cibersegurança, o cenário brasileiro é ainda mais preocupante.
Segundo a pesquisa, 95% das empresas brasileiras afirmam ter dificuldades para acompanhar a evolução das ameaças impulsionadas pela inteligência artificial, índice superior à média global, de 92%.
Além disso, 88% dos entrevistados no Brasil já percebem impactos negativos da IA na segurança de seus ambientes digitais.
Outro desafio destacado é a observabilidade das redes. Com o crescimento das aplicações inteligentes, as ferramentas tradicionais de monitoramento passam a ter dificuldades para acompanhar os fluxos dinâmicos e o enorme volume de comunicação gerado pelos sistemas baseados em IA.
Wi-Fi e orçamento aparecem entre os maiores gargalos
A pesquisa identifica o Wi-Fi corporativo como um dos principais fatores que impulsionam a necessidade de expansão da capacidade das redes.
Mesmo reconhecendo a necessidade de investimentos, 91% dos executivos brasileiros afirmam que as restrições orçamentárias representam um dos principais obstáculos para modernizar suas infraestruturas.
O estudo conclui que as empresas precisarão acelerar investimentos em conectividade, automação, monitoramento e segurança para evitar que a infraestrutura se torne um gargalo para a adoção da inteligência artificial.
IA já mudou as prioridades da TI

A pesquisa também reforça que a inteligência artificial está alterando definitivamente as prioridades das áreas de tecnologia.
Mais da metade das empresas já possui ampla implementação de IA generativa, enquanto novas aplicações baseadas em agentes inteligentes prometem elevar significativamente o consumo de processamento, armazenamento e largura de banda.
Nesse cenário, a capacidade das redes corporativas passa a ser um fator determinante para o sucesso das estratégias de transformação digital.
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Redação tecflow
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