
Novo levantamento da IRENA revela uma mudança no cenário das renováveis brasileiras: enquanto o custo da energia eólica onshore aumentou, a geração solar fotovoltaica ficou mais competitiva. Entenda o que está por trás dessa virada e o impacto para o futuro do setor.
O mercado brasileiro de energia renovável passou por uma mudança importante nos últimos anos. Um novo levantamento da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) aponta que a energia eólica ficou mais cara no Brasil, enquanto a energia solar fotovoltaica conseguiu reduzir seus custos, aumentando sua competitividade no país.
- Participe dos nossos canais no Twitter, Telegram ou Whatsapp!
- Confira nossos stories no Instagram e veja notícias como essa!
- Siga o tecflow no Spotify Podcast para ouvir nosso conteúdo!
- Anuncie conosco aqui ou apoie o tecflow clicando neste link!
- Assine nossa newsletter neste link ou no LinkedIn!
- Siga o tecflow no tik tok!
Segundo os dados divulgados, o custo nivelado da eletricidade (LCOE, indicador usado para medir o custo médio de geração ao longo da vida útil de uma usina) da energia eólica onshore brasileira teve alta de 3% em 2025, chegando a aproximadamente US$ 31 por MWh. Já a energia solar fotovoltaica manteve uma trajetória de redução de custos, acompanhando uma tendência global de barateamento da tecnologia.
A mudança chama atenção porque, durante anos, a energia eólica foi uma das grandes protagonistas da expansão renovável no Brasil, especialmente no Nordeste. Agora, a solar ganha ainda mais força em um cenário marcado por queda no preço dos equipamentos, avanços tecnológicos e maior escala de produção.
Solar fotovoltaica ganha espaço no Brasil com queda de custos
A energia solar vive um momento de forte expansão no mercado brasileiro. A redução dos preços dos painéis fotovoltaicos, melhorias na eficiência dos equipamentos e crescimento da cadeia de fornecedores ajudaram a tornar essa fonte uma das alternativas mais competitivas para novos projetos.
Globalmente, a IRENA destaca que a energia solar fotovoltaica continua entre as tecnologias renováveis com maior redução de custos nas últimas décadas. Em 2024, os projetos solares em escala global permaneceram entre as opções mais baratas para adicionar nova capacidade de geração.
No Brasil, fatores como alta incidência solar, disponibilidade de áreas e expansão da geração distribuída ajudaram a acelerar a adoção da tecnologia.

Por que a energia eólica ficou mais cara?
Apesar do aumento recente, a energia eólica continua sendo uma das fontes renováveis mais competitivas do país. O avanço nos custos não significa perda de relevância, mas reflete uma combinação de fatores econômicos e operacionais.
Entre os desafios estão o aumento de custos de equipamentos, logística, financiamento e mudanças no ambiente de investimentos. Grandes parques eólicos exigem estruturas complexas, transporte de componentes de grande porte e infraestrutura adequada para conexão ao sistema elétrico.
Mesmo com a alta registrada, a fonte continua apresentando custos competitivos. A IRENA aponta que a energia eólica onshore segue entre as alternativas renováveis mais baratas globalmente.
Brasil continua entre os mercados renováveis mais competitivos

A mudança nos custos não significa uma disputa entre solar e eólica, mas uma transformação no equilíbrio do setor energético.
O Brasil possui uma das matrizes elétricas mais renováveis do mundo e combina diferentes fontes para garantir segurança energética. A energia eólica tem grande participação principalmente no Nordeste, enquanto a solar cresce rapidamente tanto em grandes usinas quanto em sistemas instalados em residências e empresas.
Dados anteriores da IRENA já mostravam que o país apresentava custos competitivos em ambas as tecnologias, impulsionado pelos recursos naturais e pelo desenvolvimento do mercado renovável.
Nova corrida das renováveis pode mudar investimentos no Brasil
A queda dos custos solares pode influenciar a estratégia de empresas que planejam novos investimentos em geração limpa. Projetos híbridos, combinando energia solar, eólica e armazenamento em baterias, aparecem como uma tendência para aumentar a estabilidade do fornecimento.
A busca por fontes mais previsíveis também ganha força com o crescimento da demanda por eletricidade, impulsionada por setores como data centers, inteligência artificial, indústria e eletrificação de transportes.
O futuro será de uma disputa entre solar, eólica e armazenamento
A diferença de custos entre tecnologias renováveis tende a continuar mudando nos próximos anos. Enquanto a energia solar avança com ganhos de escala e redução de preços, a energia eólica segue evoluindo com turbinas maiores, melhor eficiência e novos modelos de operação.
O cenário aponta para um mercado cada vez mais diversificado, no qual a combinação de diferentes fontes será essencial para atender ao crescimento da demanda energética.
A mensagem do novo levantamento da IRENA é clara: a energia renovável continua ficando mais competitiva, mas a liderança entre as tecnologias pode mudar rapidamente conforme custos, tecnologia e investimentos evoluem.
Faça como os mais de 10.000 leitores do tecflow, clique no sino azul e tenha nossas notícias em primeira mão! Confira as melhores ofertas de celulares na loja parceira do tecflow.
Redação tecflow
Tecflow é um website focado em notícias sobre tecnologia com resenhas, artigos, tutoriais, podcasts, vídeos sobre tech, eletrônicos de consumo e mercado B2B.
