

A Claroty, empresa especializada na proteção de sistemas ciberfísicos (CPS), anunciou a expansão do Claroty Technology Alliances Program (CTAP) com a entrada de cinco novos parceiros estratégicos. A iniciativa incorpora tecnologias avançadas de microssegmentação desenvolvidas por Akamai, ColorTokens, Corsha, Elisity e Zero Networks, fortalecendo a resiliência operacional de organizações que operam infraestruturas críticas.
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A integração permite combinar a inteligência da Plataforma Claroty sobre ativos industriais e ambientes operacionais com soluções de segmentação de rede capazes de limitar a movimentação lateral de invasores, um dos principais desafios enfrentados por empresas dos setores de energia, indústria, saúde, transporte e data centers.
Microssegmentação ganha protagonismo na proteção de infraestruturas críticas
A crescente digitalização das operações industriais e a convergência entre ambientes de Tecnologia da Informação (TI) e Tecnologia Operacional (OT) ampliaram significativamente a superfície de ataque das organizações.
Segundo o Gartner®, a microssegmentação tornou-se um componente estratégico da segurança em sistemas ciberfísicos.
“Impulsionada pela crescente necessidade de garantir a continuidade das operações de produção e de missão crítica, nas quais a segurança humana e a resiliência operacional são prioridades. Essa capacidade é especialmente importante em infraestruturas críticas, pois impede que uma ameaça se propague para outros sistemas essenciais. Também permite um controle de acesso granular ao implementar políticas de segurança que definem quais dispositivos e sistemas podem se comunicar entre si, reduzindo o risco de movimentação lateral.”
Ao integrar essas tecnologias à Plataforma Claroty, as organizações passam a transformar a visibilidade detalhada de seus ativos em políticas automatizadas de proteção, reduzindo pontos cegos e fortalecendo a continuidade operacional.

Como funciona a integração da Claroty
A plataforma da Claroty reúne informações detalhadas sobre dispositivos industriais, ativos conectados, redes operacionais e níveis de exposição a riscos.
Com a chegada das novas integrações, essas informações passam a alimentar soluções especializadas em microssegmentação, permitindo que políticas de segurança sejam aplicadas automaticamente conforme o contexto operacional de cada equipamento.
Essa abordagem reduz significativamente o risco de propagação de ataques dentro da rede e facilita a implementação de estratégias baseadas em Zero Trust, sem interromper processos críticos.
Benefícios para empresas que operam ambientes críticos
A combinação entre descoberta de ativos, gerenciamento de exposição e microssegmentação amplia a capacidade das organizações de proteger operações essenciais.
| Recurso | Benefício para a operação |
|---|---|
| Zero Trust baseado em identidade | Protege dispositivos sem necessidade de alterar toda a arquitetura da rede |
| Políticas automatizadas | Ajusta regras de acesso conforme o nível de risco dos ativos |
| Proteção sem agentes | Garante segurança inclusive para equipamentos legados e sistemas proprietários |
| Conformidade regulatória | Facilita o atendimento a normas como IEC 62443 e NIS2 |
Segundo a Claroty, essa integração transforma a segurança de uma postura reativa para uma estratégia preventiva voltada à continuidade operacional.
Claroty aposta na segmentação para conter ataques
Para Grant Geyer, Chief Strategy Officer da Claroty, a segmentação será um dos principais mecanismos de proteção para infraestruturas críticas nos próximos anos.
“Ao trabalhar com alguns dos fornecedores mais inovadores de microssegmentação, um programa de proteção de CPS desenvolvido pela Claroty proporciona verdadeira resiliência operacional e a capacidade de conter o impacto de um ataque cibernético”, afirma Grant Geyer, Chief Strategy Officer da Claroty. “Em um mundo pós-Mythos, a segmentação se tornará um dos controles mais importantes para organizações com grande volume de ativos, ajudando a mitigar classes inteiras de riscos e garantindo que as operações permaneçam ininterruptas. Este novo grupo de parceiros da Claroty assegura que a segmentação voltada para sistemas ciberfísicos seja orientada por informações precisas sobre as comunicações necessárias entre máquinas, permitindo o funcionamento do negócio enquanto aplica rigorosamente os requisitos de segurança.”
Parceiros destacam importância da integração
Os novos integrantes do programa afirmam que a colaboração permitirá elevar o nível de proteção em ambientes industriais e de missão crítica.
Domingo Tellez, vice-presidente de Vendas Globais para Segurança Corporativa da Akamai, destaca que a integração amplia a capacidade de resposta das organizações.
“À medida que as ameaças cibernéticas miram cada vez mais a convergência entre TI e OT, as organizações não podem mais se dar ao luxo de ter pontos cegos em seus ambientes de missão crítica. Nossa colaboração com a Claroty transforma visibilidade em proteção, permitindo conter violações de forma proativa e impedir a movimentação lateral dos invasores, oferecendo às equipes de segurança a capacidade de reduzir riscos, manter a continuidade operacional e atender aos requisitos regulatórios mais rigorosos.”
Para Sunil Muralidhar, vice-presidente de Experiência do Cliente e Parcerias da ColorTokens, a inteligência contextualizada representa um avanço importante para ambientes OT.
“O verdadeiro Zero Trust em ambientes de OT e IoT exige controles inteligentes baseados em risco. Por meio da integração profunda com o Claroty xDome, a ColorTokens Xshield incorpora um rico contexto dos ativos e o combina com visibilidade do tráfego e sinais de ameaças em tempo real da CISA e do MITRE. O resultado é a primeira estratégia de microssegmentação ponderada por risco da indústria, permitindo que as organizações identifiquem e neutralizem rapidamente as vulnerabilidades de maior exposição, muito antes que as operações sejam impactadas.”
A Corsha ressalta que a identidade das máquinas passa a ser um elemento essencial da segurança industrial.
“À medida que as organizações conectam mais sistemas operacionais, dados, automação e inteligência artificial, a microssegmentação torna-se cada vez mais importante para manter tanto segurança quanto resiliência. Estamos entusiasmados em trabalhar com a Claroty integrando a segurança de identidade industrial e os recursos de acesso da Corsha para verificar comunicações entre máquinas e garantir conexões confiáveis. Juntas, nossas soluções ajudam as organizações a modernizar suas operações com confiança, bloqueando a movimentação lateral ao longo de infraestruturas críticas.”
James Winebrenner, CEO da Elisity, afirma que a integração também protege ativos que não podem receber atualizações.
“Proteger ativos vulneráveis que não podem ser corrigidos por meio de patches, sem interromper as operações, tem sido um desafio constante para as equipes de segurança de OT e do setor de saúde há anos. Juntas, a Claroty e a Elisity eliminam essa lacuna: a inteligência avançada sobre ativos e riscos da Claroty xDome é integrada ao IdentityGraph da Elisity, onde impulsiona a microssegmentação baseada em identidade e no princípio do menor privilégio. Como essa integração é bidirecional, cada política implementada é reportada de volta à Claroty como um controle compensatório, oferecendo às equipes evidências comprováveis, em um ciclo fechado, de que uma vulnerabilidade foi mitigada, mesmo quando o dispositivo não pode ser atualizado com um patch.”
Já Benny Lakunishok, CEO da Zero Networks, alerta para os riscos da movimentação lateral dentro das redes corporativas.
“As organizações não podem mais adotar uma estratégia de segurança baseada apenas na prevenção. Nosso Relatório de Exposição à Movimentação Lateral 2026 revelou que 80% dos servidores corporativos podem ser acessados de qualquer ponto da rede, criando condições para que invasores se movimentem rapidamente entre sistemas críticos e ampliem o impacto de uma violação. Ao combinar a visibilidade da Claroty com a microssegmentação baseada em identidade da Zero Networks, as organizações conseguem conter as ameaças antes que elas se espalhem e fortalecer a resiliência operacional necessária para manter os serviços críticos em funcionamento.”
Ecossistema amplia proteção para ambientes industriais
Com a expansão do Claroty Technology Alliances Program, a empresa reforça sua estratégia de integrar soluções líderes de mercado para oferecer uma abordagem mais abrangente na proteção de sistemas ciberfísicos.
O programa permite que parceiros conectem suas tecnologias diretamente à Plataforma Claroty, criando um ecossistema capaz de combinar descoberta de ativos, gerenciamento de riscos, inteligência operacional e aplicação automatizada de políticas de segurança. Para empresas que operam infraestruturas críticas, essa integração representa um passo importante para reduzir riscos cibernéticos, aumentar a resiliência operacional e atender às exigências regulatórias em um cenário de ameaças cada vez mais sofisticadas.
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Redação tecflow
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