

Exercício Guardião Cibernético 2026 reúne mais de 240 instituições para testar a proteção de setores críticos como energia, bancos, telecomunicações e governo
Imagine um ataque capaz de interromper o fornecimento de energia, derrubar sistemas bancários, afetar redes de telecomunicações e comprometer serviços públicos essenciais. Esse é o tipo de cenário que o Exército Brasileiro pretende enfrentar durante o Exercício Guardião Cibernético 2026 (EGC 2026), considerado o maior treinamento de defesa cibernética do Hemisfério Sul.
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Entre os dias 21 e 25 de setembro, mais de 240 organizações públicas e privadas participarão da operação, que simulará ataques virtuais de grande escala contra infraestruturas críticas do país. A iniciativa envolve Forças Armadas, órgãos do governo federal, agências reguladoras, instituições financeiras, empresas dos setores de energia, água, telecomunicações, indústria, universidades e organizações especializadas em segurança digital.
Como funcionará a simulação de ataques
O Guardião Cibernético foi criado para reproduzir situações reais enfrentadas por governos e empresas diante do aumento dos ataques digitais ao redor do mundo.
O exercício será dividido em duas frentes principais. A primeira envolve simulações de gestão de crise, voltadas para autoridades e tomadores de decisão que precisarão coordenar respostas estratégicas diante de incidentes de grande impacto.
Já a segunda reúne equipes técnicas especializadas em defesa cibernética, responsáveis por identificar invasões, conter ataques, recuperar sistemas comprometidos e restabelecer serviços essenciais no menor tempo possível.

Infraestruturas críticas estarão no centro dos testes
Os cenários simulados envolverão setores considerados estratégicos para o funcionamento do país.
Entre eles estão:
- energia elétrica;
- telecomunicações;
- abastecimento de água;
- sistema financeiro;
- órgãos públicos;
- infraestrutura digital;
- instituições de pesquisa e ensino.
A proposta é avaliar o grau de preparação das organizações diante de ameaças cada vez mais sofisticadas, fortalecendo a cooperação entre governo, setor privado e academia.
Brasília lidera operação com apoio de seis capitais
Brasília será o principal centro das atividades, mas o exercício terá caráter descentralizado.
Também participarão hubs operacionais instalados em Manaus, Belém, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba, permitindo que diferentes regiões do país atuem de forma integrada durante as simulações.
Um dos destaques desta edição será o hub instalado no CESAR, em Recife, por meio do Centro de Competência Embrapii em Segurança Cibernética (CISSA), referência nacional em pesquisa, inovação e desenvolvimento de tecnologias para proteção digital.

Ataques cibernéticos crescem no mundo
A realização do Guardião Cibernético ocorre em um momento em que governos e empresas enfrentam um aumento significativo das ameaças digitais.
Ataques de ransomware, espionagem cibernética, sabotagem de infraestruturas críticas e campanhas coordenadas contra serviços públicos têm levado diversos países a ampliar investimentos em segurança digital e resiliência operacional.
Nesse contexto, exercícios de grande escala permitem testar protocolos, identificar vulnerabilidades e aperfeiçoar a integração entre equipes responsáveis pela proteção de ativos estratégicos.
Cooperação entre governo, empresas e academia
Além do treinamento operacional, o Guardião Cibernético busca fortalecer o ecossistema brasileiro de cibersegurança.
A participação conjunta de empresas privadas, instituições de ensino, centros de pesquisa e órgãos governamentais favorece o desenvolvimento de novas tecnologias, a formação de especialistas e o compartilhamento de boas práticas para resposta a incidentes.
O objetivo é preparar o país para um cenário em que ataques digitais podem gerar impactos econômicos, sociais e até mesmo comprometer serviços essenciais para milhões de brasileiros.
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Redação tecflow
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