

O Brasil alcançou 77,6 gigawatts (GW) de potência solar instalada em outubro de 2026, considerando grandes usinas fotovoltaicas e sistemas de geração distribuída. Os dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mostram que Minas Gerais lidera a capacidade solar total, enquanto São Paulo ocupa a primeira posição na geração distribuída, com painéis instalados em telhados, comércios e pequenas propriedades.
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O país já soma 4,66 milhões de sistemas de micro e minigeração solar conectados à rede elétrica, dos quais aproximadamente 3,73 milhões pertencem à classe residencial. Os números revelam a dimensão do mercado fotovoltaico brasileiro e a importância da geração solar para a matriz elétrica nacional.
Quantos GW de energia solar o Brasil tem?
De acordo com os cadastros da Aneel consultados em outubro de 2026, a potência solar brasileira chega a 77.628,2 megawatts (MW), o equivalente a aproximadamente 77,6 GW.
A capacidade está dividida entre grandes usinas solares centralizadas e instalações de geração distribuída, como sistemas residenciais e comerciais conectados à rede das distribuidoras.
| Indicador | Dados de outubro de 2026 |
|---|---|
| Potência solar total instalada | 77.628,2 MW |
| Geração distribuída | 53.789,7 MW |
| Sistemas de micro e minigeração | 4.665.874 |
| Usinas solares centralizadas em operação | 23.838,5 MW |
| Unidades consumidoras que recebem créditos | 9.035.944 |
| Participação na capacidade elétrica instalada | 28,2% |
Fonte: Aneel, cadastros de geração distribuída de 10 de outubro e Sistema de Informações de Geração (Siga) de 25 de outubro de 2026.
Quais estados têm mais energia solar no Brasil?
Minas Gerais ocupa a liderança nacional quando são somadas as grandes usinas e a geração distribuída. O estado registra 15.176,6 MW de potência solar, impulsionados principalmente pelos empreendimentos de grande porte.
São Paulo aparece em segundo lugar, com 8.793,4 MW, mas lidera na quantidade de sistemas de geração distribuída e na potência instalada nessa modalidade.
O Paraná completa o pódio, com 6.895,9 MW, concentrados principalmente em sistemas conectados às redes das distribuidoras.
Ranking da energia solar por estado
| Posição | Estado | Geração distribuída (MW) | Usinas centralizadas (MW) | Potência total (MW) |
|---|---|---|---|---|
| 1º | Minas Gerais | 6.398,4 | 8.778,2 | 15.176,6 |
| 2º | São Paulo | 7.568,8 | 1.224,6 | 8.793,4 |
| 3º | Paraná | 6.862,8 | 33,1 | 6.895,9 |
| 4º | Bahia | 2.962,8 | 3.221,2 | 6.184,0 |
| 5º | Ceará | 1.807,3 | 2.297,9 | 4.105,2 |
| 6º | Rio Grande do Sul | 3.939,0 | 66,2 | 4.005,2 |
| 7º | Piauí | 872,7 | 2.448,3 | 3.321,0 |
| 8º | Mato Grosso | 3.192,1 | 27,8 | 3.219,9 |
| 9º | Rio Grande do Norte | 1.064,0 | 2.113,2 | 3.177,2 |
| 10º | Pernambuco | 1.565,9 | 1.505,2 | 3.071,1 |
Fonte: Aneel, outubro de 2026. Valores arredondados a uma casa decimal.
A diferença entre Minas Gerais e São Paulo está na distribuição da capacidade instalada. Minas Gerais possui um parque expressivo de usinas centralizadas, enquanto São Paulo apresenta maior concentração de instalações de geração distribuída.
No Paraná, a participação das grandes usinas é pequena em comparação com a capacidade dos sistemas conectados às distribuidoras. Já estados como Bahia, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte se destacam pela presença de grandes empreendimentos fotovoltaicos.

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Quantas casas têm energia solar no Brasil?
A classe residencial reúne 3.733.921 sistemas de micro e minigeração distribuída, com aproximadamente 28,13 GW de potência instalada. Isso representa cerca de 80% do total de sistemas registrados nessa modalidade.
Os segmentos comercial e rural também têm participação relevante. As propriedades rurais, por exemplo, somam mais potência solar instalada do que o segmento industrial.
Energia solar por tipo de imóvel
| Tipo de imóvel | Número de sistemas | Potência instalada |
|---|---|---|
| Residencial | 3.733.921 | 28.130,0 MW |
| Comercial | 420.559 | 14.300,8 MW |
| Rural | 392.790 | 6.652,4 MW |
| Industrial | 56.987 | 3.668,6 MW |
| Poder público | 13.104 | 621,5 MW |
Fonte: Aneel, relação de empreendimentos de micro e minigeração distribuída de 10 de outubro de 2026.
Os dados mostram que a energia solar está presente em diferentes perfis de consumidores. Nas residências, os sistemas costumam atender ao consumo do próprio imóvel. Em empresas e propriedades rurais, instalações de maior porte podem ajudar a reduzir despesas com eletricidade.
Qual cidade brasileira tem mais sistemas de energia solar?
Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, lidera o ranking nacional de municípios com maior número de sistemas de micro e minigeração solar. A cidade registra 50.809 instalações, seguida por Cuiabá, no Mato Grosso, e Rio de Janeiro.
Brasília se destaca quando o critério é a potência instalada, considerando o Distrito Federal como uma única unidade municipal no cadastro da Aneel.
Cidades com mais sistemas solares
| Posição | Cidade | Número de sistemas | Potência instalada |
|---|---|---|---|
| 1º | Campo Grande (MS) | 50.809 | 440,4 MW |
| 2º | Cuiabá (MT) | 45.476 | 511,2 MW |
| 3º | Rio de Janeiro (RJ) | 42.062 | 403,6 MW |
| 4º | Teresina (PI) | 38.239 | 367,8 MW |
| 5º | Brasília (DF) | 35.993 | 589,5 MW |
| 6º | Fortaleza (CE) | 33.840 | 331,5 MW |
| 7º | Goiânia (GO) | 33.463 | 368,2 MW |
| 8º | Belém (PA) | 29.276 | 263,9 MW |
| 9º | Petrolina (PE) | 27.308 | 198,6 MW |
| 10º | São Paulo (SP) | 25.569 | 249,3 MW |
Fonte: Aneel, outubro de 2026.
O ranking evidencia que a quantidade de instalações não determina necessariamente a maior potência. Brasília, por exemplo, possui menos sistemas do que Campo Grande, mas apresenta uma capacidade total superior.

Quanto a energia solar representa na geração de eletricidade?
A participação da energia solar na geração elétrica brasileira cresceu nos últimos anos. Segundo os dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) citados no levantamento, a fonte respondeu por 14,6% da geração do Sistema Interligado Nacional entre 1º de janeiro e 23 de outubro de 2026.
Em outubro, até o dia 23, a participação chegou a 17,7%, considerando o balanço mensal informado pelo operador.
Participação da energia solar na geração do SIN em 2026
| Mês | Participação solar |
|---|---|
| Janeiro | 14,8% |
| Fevereiro | 13,8% |
| Março | 13,5% |
| Abril | 13,4% |
| Maio | 12,3% |
| Junho | 12,8% |
| Julho | 14,7% |
| Agosto | 16,4% |
| Setembro | 17,1% |
| Outubro, até dia 23 | 17,7% |
Fonte: ONS, dados de geração até 23 de outubro de 2026.
A geração fotovoltaica depende da incidência de luz solar e varia ao longo do dia. Durante o período de maior luminosidade, a contribuição dos painéis aumenta. À noite, a geração solar é interrompida, e outras fontes, como hidrelétricas, eólicas e termelétricas, ajudam a atender à demanda.
Em 29 de setembro de 2026, às 11h, a fonte solar chegou a responder por 52,6% da geração do Sistema Interligado Nacional naquele momento, segundo o ONS.
Quantas usinas solares ainda serão construídas?
Além das instalações já em funcionamento, o Brasil possui uma carteira expressiva de projetos solares autorizados. Os dados da Aneel apontam 68.146 MW em empreendimentos que receberam outorga, mas ainda não iniciaram as obras.
Outros 1.522 MW estão associados a 29 usinas solares em construção.
Situação dos empreendimentos solares
| Situação | Quantidade ou potência |
|---|---|
| Usinas solares em construção | 29 |
| Potência em construção | 1.522 MW |
| Potência autorizada sem obras iniciadas | 68.146 MW |
Fonte: Aneel, Sistema de Informações de Geração, consulta de 25 de outubro de 2026.
O volume de projetos autorizados indica espaço potencial para a expansão do setor. No entanto, a emissão de uma outorga não garante que o empreendimento será concluído. A execução depende de financiamento, viabilidade econômica, conexão à rede e decisões dos investidores.
O que muda para quem instala painéis solares em casa?
A Lei nº 14.300/2022 estabeleceu o marco legal da micro e minigeração distribuída e regulamentou o Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE).
Nesse modelo, a energia excedente enviada à rede pode gerar créditos para compensar o consumo de eletricidade, de acordo com as condições regulatórias aplicáveis.
Para determinados sistemas conectados depois do período de transição, a lei prevê a cobrança gradual de componentes tarifários associados ao uso da rede elétrica, incluindo o chamado Fio B.
Cronograma de cobrança do Fio B
| Ano | Percentual previsto |
|---|---|
| 2023 | 15% |
| 2024 | 30% |
| 2025 | 45% |
| 2026 | 60% |
| 2027 | 75% |
| 2028 | 90% |
| A partir de 2029 | Aplicação das regras tarifárias previstas na legislação |
Fonte: Lei nº 14.300/2022. Os percentuais se referem à parcela prevista no cronograma legal para os sistemas abrangidos pela regra, não ao valor total da conta de luz.
Quem já se enquadra nas condições de transição previstas na legislação pode ter tratamento diferente. Por isso, a economia proporcionada pelos painéis solares depende do perfil de consumo, da tarifa da distribuidora, do custo de instalação e das regras aplicáveis ao sistema.
Energia solar deve continuar no centro da transição energética brasileira
Os dados da Aneel e do ONS mostram a dimensão alcançada pela energia solar no Brasil. Com 77,6 GW de potência instalada e milhões de sistemas conectados, a fonte já ocupa uma posição relevante tanto na geração distribuída quanto nas grandes usinas.
Minas Gerais lidera a capacidade total, São Paulo concentra a maior potência distribuída e a classe residencial reúne a maioria dos sistemas registrados. Ao mesmo tempo, o volume de empreendimentos autorizados indica potencial para novos investimentos, embora a concretização desses projetos dependa das condições regulatórias, econômicas e de infraestrutura.
Fontes: Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sistema de Informações de Geração (Siga) e Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Dados consultados em outubro de 2026.
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Marciel
Formado em Jornalismo, o editor atua há mais de 10 anos na cobertura de notícias relacionadas ao mercado B2B. Apesar de toda a Transformação Digital, ainda prefere ouvir música de forma analógica, no toca-discos.


