O comércio virtual teve grande crescimento durante a pandemia do coronavírus, já que muitos estabelecimentos comerciais ficaram fechados. Para realizar compras online, cada e-commerce solicita que o usuário utilize uma senha, e isso acaba sendo uma barreira que impede muitas vendas: de acordo com um estudo da FICO, líder mundial em software de análise preditiva, 37% dos consumidores brasileiros já desistiram de adquirir algum produto pela internet pois esqueceram sua senha do site.

O estudo, divulgado em um evento online exclusivo para jornalistas, destaca alguns hábitos do brasileiro para recordar suas diversas senhas que trazem diversos riscos. 29% dos consumidores utilizam 5 ou menos senhas em todas suas contas e 23% optam por deixar todas anotadas, por exemplo, num caderno ou no próprio celular

O brasileiro está aceitando cada vez mais as novas tecnologias de autenticação — 86% concordam em fornecer sua biometria para seu banco e 89% aprovam que a instituição financeira analise a forma como digitam sua senha para ampliar a segurança. Dentre os recursos biométricos, 83% utilizariam impressão digital, 54% leitura facial e 35% varredura ocular.

Fico: novas tecnologias de autenticação

A pesquisa também identificou que a forma tradicional de autenticação com login e senha está com cada vez menos adeptos nos dispositivos móveis — apenas 45% de preferência quando o brasileiro acessa aplicativos de bancos. 53% preferem entrar em suas contas com senhas geradas por SMS a cada acesso, 50% consideram a leitura de impressão digital como boa alternativa, 36% optam por leitura facial e 34% preferem que novas senhas aleatórias sejam sempre enviadas por e-mail.

“A pesquisa destacou que o brasileiro está interessado em novas tecnologias de autenticação que facilitem seu dia a dia. Num ambiente competitivo em que mais e mais atividades são realizadas digitalmente, proporcionar aos clientes uma experiência agradável, eficiente e segura quando eles usam suas contas e adquirem produtos online é uma grande vantagem competitiva”

afirma Alexandre Nardy, Consultor de Fraude da FICO.

O novo sistema de pagamento Pix

Durante o evento online, Fabrício Ikeda, diretor de Prevenção a Fraudes da FICO América Latina, comentou sobre o Pix, novo sistema instantâneo de pagamentos e transferências, anunciado pelo Banco Central no final de fevereiro.  

De acordo com o BACEN, as transações vão ser realizadas em até 10 segundos, 24h por dia, todos os dias da semana. Até o momento, as transferências entre contas bancárias sempre foram feitas por meio de TEDs, que são as Transferências Eletrônicas Disponíveis, e DOCs, que são os Documentos de Ordem de Crédito. E os pagamentos de contas são realizados via boleto bancário, cartões, transações físicas ou até mesmo com dinheiro vivo.

“O Pix é uma iniciativa do Bacen para a padronização sobre a questão dos pagamentos instantâneos. Porém, pagamentos em tempo real não são uma novidade que surgiu em 2020. Em outros países como o Reino Unido, esse tipo de operação já é comum. No nosso ponto de vista, o Pix é bastante revolucionário e tem um grande potencial para aumentar a competitividade no mercado e levar benefícios relacionados a inclusão financeira e abertura de mercado para novos players”,

Fabrício Ikeda, diretor de Prevenção a Fraudes da FICO América Latina
FICO PIX
Base do Pix armazenará as informações que servem para identificar as contas transacionais dos usuários.

Regulamentação

Desde 2018, o Bacen está estudando e atuando para a implementação da modalidade no país. O órgão será o desenvolvedor, o operador e o gestor da base de dados. Essa base armazenará as informações que servem para identificar as contas transacionais dos usuários recebedores de maneira intuitiva e simplificada. Será possível, então, que o usuário pagador utilize informações que ele já possui sobre o recebedor e, dessa forma, inicie o pagamento.

“Sabemos que morar nas grandes capitais é uma realidade. Mas no Brasil, com seu tamanho continental, há cidades sem agências bancarias e acesso à internet. Isso acaba sendo um problema. Baseado nisso, o Pix entra com o conceito off-line para transações de baixo valores, via QR Code estático”.

Lembrou Fabrício Ikeda, diretor de Prevenção a Fraudes da FICO América Latina

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