Os pinguins da Antártica correm sério risco. Segundo levantamento de 2019 do British Antarctic Survey, nos últimos três anos a maior colônia de pinguins-imperadores do mundo sofreu problemas de reprodução inéditos, além de estar excepcionalmente vulnerável às mudanças climáticas projetadas e em andamento, podendo praticamente desaparecer até 2100. O primeiro passo para quem deseja estudar grupos de pinguins, é fazer uma contagem precisa. Uma nova solução para contagem dessas populações foi desenvolvida pela empresa de ciência de dados Gramener, membro Intel AI Builder, e pode permitir aos pesquisadores o uso de visão computacional para contar as populações de pinguins com maior rapidez e precisão.

“É muito importante compreendermos o nosso impacto nas populações de pinguins da Antártida. Acreditamos que a IA tem o poder de ajudar os pesquisadores na identificação das causas desse declínio e estamos felizes em usar as tecnologias de IA da Intel para aplicações de impacto social. Nossa solução de contagem pode compreender ainda melhor as populações de pinguins”, explica Naveen Gattu, COO e co-fundador da Gramener.

A Gramener usou o conjunto de dados de imagens das colônias de pinguins da Antártida obtidas pelo Penguin Watch Project, com imagens de mais de 40 locais. Em parceria com a iniciativa AI for Earth da Microsoft, foi possível treinar um modelo de deep learning para fazer a contagem dos pinguins. O modelo usa um método de contagem baseado em densidade para aproximação do número de pinguins em grupos de diferentes tamanhos a partir das imagens. A solução foi adaptada e comparada usando os processadores escaláveis Intel® Xeon® e a solução Intel® Optimization for PyTorch para obter o melhor desempenho.

A novidade tem o potencial de ajudar os pesquisadores a superar desafios na contagem manual de pinguins a partir de capturas fotográficas, o que pode ser complicado devido à distorção de perspectiva, proximidade dos animais da câmera, agrupamentos e diversidade de ângulos da captura.

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