
Uma nova e avançada campanha de ataques cibernéticos está em curso na América Latina, e o Brasil pode ser o próximo alvo. Batizada de Shadow Vector, a ameaça foi identificada pela Unidade de Pesquisa de Ameaças da Acronis (Threat Research Unit – TRU) e se destaca pelo uso de técnicas sofisticadas que tornam sua detecção extremamente difícil, mesmo por ferramentas de segurança avançadas.
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Embora, até o momento, os ataques estejam mais concentrados na Colômbia, trechos de código malicioso foram encontrados em português — indício de que hackers brasileiros podem estar envolvidos ou de que o Brasil e outros países lusófonos também estão na mira da campanha.
Ataques silenciosos e difíceis de detectar
A Shadow Vector utiliza diversas técnicas furtivas para comprometer sistemas sem levantar suspeitas. Entre elas, estão:
- Escalonamento furtivo de privilégios: os cibercriminosos conseguem aumentar seus níveis de acesso no sistema até obter controle total, sem serem detectados.
- Execução exclusivamente em memória: o malware age apenas na RAM, não deixando rastros no disco rígido, o que dificulta a identificação por antivírus tradicionais.
- Táticas de evasão: são empregadas para burlar os mecanismos de defesa, como ofuscação de código e uso de bibliotecas maliciosas disfarçadas de legítimas (DLL side-loading).

Vetor de ataque: imagens SVG e phishing disfarçado
A campanha se aproveita de arquivos SVG — imagens vetoriais que os navegadores abrem nativamente — para carregar o código malicioso sem a necessidade de downloads adicionais. As mensagens de phishing simulam notificações oficiais de tribunais, o que aumenta a taxa de abertura e engajamento por parte das vítimas.
Além disso, os arquivos maliciosos são hospedados em plataformas legítimas como Bitbucket e Archive.org, dificultando a detecção pelas soluções que se baseiam na reputação de IPs ou domínios para bloqueio.

Etapas da infecção
O processo de infecção ocorre em múltiplas camadas:
- Scripts ofuscados em JavaScript e PowerShell, que mascaram sua verdadeira função;
- Payloads remotos camuflados, que carregam código embaralhado em base64 diretamente na memória;
- Uso de drivers vulneráveis (como Zemana e WiseCleaner) para escalonamento de privilégios;
- Técnicas anti-debug e bypass de UAC, impedindo análise e controle por parte do sistema.
Essas táticas tornam a Shadow Vector uma ameaça de alta complexidade e difícil contenção.

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Ameaça classificada como crítica
Segundo a Acronis, a campanha distribui RATs (Remote Access Trojans) como AsyncRAT e RemcosRAT, ferramentas que permitem acesso remoto, roubo de credenciais e vigilância em tempo real. Em poucas horas, mais de 170 downloads desses arquivos foram registrados, revelando que a disseminação já está em curso.
O loader utilizado conta com funcionalidades como execução em memória, carregamento dinâmico de plugins e evasão de controle de conta de usuário, tornando sua análise extremamente desafiadora para analistas de segurança.

Quem deve se preocupar?
A ameaça é considerada crítica para:
- CISOs de empresas que operam na América Latina;
- Analistas de SOC (Security Operations Center), que lidam com injeção de DLLs e execução em memória;
- MSPs (Managed Service Providers), que precisam reforçar proteção de endpoints e filtros de e-mail;
- Usuários finais, especialmente na Colômbia e, possivelmente, no Brasil, devem desconfiar de mensagens que simulem notificações judiciais ou bancárias.
Risco crescente para empresas e usuários
Além de ameaçar usuários individuais, a Shadow Vector representa um risco concreto para o mundo corporativo. Entre os principais impactos, estão o roubo de dados confidenciais, espionagem corporativa e paralisação de sistemas críticos.
Com uma estrutura modular e o uso de plataformas públicas para disseminação, os especialistas da Acronis alertam que o malware pode ser facilmente adaptado para atacar outros países — incluindo o Brasil.
Para mais detalhes sobre a campanha Shadow Vector e recomendações de proteção, acesse o blog oficial da Acronis.
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Redação tecflow
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