
Um projeto de geração de energia limpa reacendeu uma antiga tensão diplomática entre Brasil e Uruguai. O motivo é a construção do parque eólico Coxilha Negra, da Eletrobras, em uma área de 237 km² localizada em Santana do Livramento (RS), que o governo uruguaio alega ser parte de seu território histórico.
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O parque, situado a cerca de 500 km de Porto Alegre, na fronteira com a cidade uruguaia de Rivera, representa um investimento de R$ 2,4 bilhões e terá capacidade para gerar 302,4 megawatts, o suficiente para abastecer aproximadamente 1,5 milhão de pessoas.
O Ministério das Relações Exteriores do Uruguai enviou uma nota oficial ao Itamaraty solicitando a reabertura do diálogo sobre a soberania do território conhecido como “Rincão de Artigas”. Segundo os uruguaios, um erro de demarcação cometido em 1856 teria deixado a região sob controle do Brasil de forma equivocada. A área aparece no Google Maps com linhas pontilhadas — sinalização utilizada para indicar territórios com fronteiras contestadas.

Debate histórico e retomada da reivindicação
Embora a disputa não seja nova, ela havia perdido força nas últimas décadas. O tema foi retomado formalmente pela última vez em 1988, ano de promulgação da Constituição brasileira. Agora, com a implantação do parque eólico da Eletrobras no centro da polêmica, o governo uruguaio decidiu voltar a tratar do assunto.
Na nota diplomática, Montevidéu afirma que a obra em andamento “não implica o reconhecimento do exercício da soberania brasileira sobre o território conhecido”. Ao mesmo tempo, as autoridades uruguaias ressaltam o desejo de conduzir a discussão “no marco da irmandade entre ambos os povos e com o espírito de equidade e justiça”.
Até o momento, o Itamaraty não se pronunciou oficialmente sobre o pedido uruguaio.

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A origem da disputa remonta à Cisplatina
O embate territorial tem raízes históricas profundas. Entre 1821 e 1828, o atual território uruguaio foi incorporado ao Brasil como a Província Cisplatina, durante o período em que o país era governado pela Coroa Portuguesa. A região incluía também parte das atuais Províncias Unidas do Rio da Prata, hoje pertencentes à Argentina.
A independência do Uruguai só foi reconhecida formalmente com a assinatura do Tratado de Montevidéu, em 1828, com mediação do Reino Unido. Desde então, os dois países mantêm relações diplomáticas próximas, mas algumas demarcações na fronteira sul ainda geram controvérsias.
A instalação do parque eólico da Eletrobras, com potencial de tornar-se um dos maiores do país, trouxe à tona novamente a disputa por soberania em uma área estratégica e sensível, agora não apenas do ponto de vista político, mas também energético e econômico.
A expectativa é de que os próximos passos envolvam negociações bilaterais para resolver a questão, evitando que um projeto voltado à sustentabilidade se transforme em foco de instabilidade diplomática entre os países.
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Redação tecflow
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