
A autoridade monetária interrompeu as atividades da financeira nesta quarta-feira (21) após colapso econômico; medida coloca 12 milhões de clientes sob proteção do FGC e levanta dúvidas sobre gestão do grupo controlador.
O cenário das fintechs brasileiras sofreu um forte abalo nesta quarta-feira (21) com o anúncio da liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A., amplamente conhecida pela marca Will Bank. O Banco Central fundamentou a decisão com base no severo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, citando um estado de insolvência que impossibilitava a continuidade das operações. No centro do despacho oficial, a autoridade monetária destacou que o encerramento das atividades foi motivado pelo nexo de interesses e pelo poder de controle exercido pelo Banco Master S.A., reforçando a responsabilidade do grupo controlador na trajetória de declínio da financeira.
- Participe dos nossos canais no Twitter, Telegram ou Whatsapp!
- Confira nossos stories no Instagram e veja notícias como essa!
- Siga o tecflow no Spotify Podcast para ouvir nosso conteúdo!
- Anuncie conosco aqui ou apoie o tecflow clicando neste link!
- Assine nossa newsletter neste link ou no LinkedIn!
- Siga o tecflow no tik tok!
O colapso do Will Bank, que operava sob regime de administração temporária, tornou-se inevitável após a instituição falhar no cumprimento de obrigações básicas de mercado, incluindo o inadimplemento de faturas junto à bandeira Mastercard. Com a decretação da liquidação, o comando das operações passa das mãos de seus executivos para um liquidante nomeado pelo Estado, cuja missão será realizar o levantamento de ativos e passivos para organizar a fila de pagamentos de credores e investidores.

Assista agora! Jogos no PS5, Gears E-Day em outubro e
O momento mais aguardado e tenso para os fãs do Xbox na Summer Game Fest finalmente está aqui. Neste domingo,…
Com usinas acionadas em agosto, leilão de energia trará reajuste
O governo já bateu o martelo. Uma nova taxa bilionária vai pesar no seu bolso ano após ano, e o…
Samsung Ocean oferece cursos gratuitos de IA, programação, Digital Health,
Programa de capacitação tecnológica da Samsung oferece aulas, workshops e laboratórios gratuitos em formato online e presencial, com certificado de…
JBL lança Xtreme 5 no Brasil com bateria gigante de
Nova geração da famosa caixa de som premium chega ao mercado brasileiro com Bluetooth 6.0, resistência total contra água e…
Nova CEO do Xbox, Asha Sharma choca a indústria ao
O império dos games está balançando? “Não estamos em uma situação saudável”, dispara a chefe da divisão sobre o futuro…
A força oculta que fez o Nordeste engolir o resto
O Brasil se consolidou como a quinta maior potência de energia eólica do mundo. Descubra os mega-complexos bilionários e por…
Para a base de 12 milhões de clientes da instituição, o anúncio gera um estado de alerta imediato, embora o sistema financeiro nacional ofereça mecanismos de mitigação de danos. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) assume o protagonismo na proteção dos depositantes, assegurando o ressarcimento de aplicações em contas-correntes, poupanças e títulos de renda fixa, como o CDB, que em setembro somava um montante de R$ 6,5 bilhões. O limite de garantia é de R$ 250 mil por CPF, o que confere segurança administrativa para a esmagadora maioria das pessoas físicas vinculadas ao banco digital.
No entanto, a situação é distinta para os grandes investidores e credores sem garantia colateral. Especialistas apontam que aqueles que mantêm aportes acima do teto do FGC enfrentam um risco real de perdas. Diferente do processo administrativo célere para o pequeno poupador, os grandes credores devem se habilitar formalmente perante o liquidante e aguardar a liquidação dos bens da financeira. A satisfação desses débitos dependerá exclusivamente da saúde patrimonial restante da instituição, o que, em casos de insolvência severa, pode resultar em pagamentos apenas parciais ou mesmo na perda total do excedente investido.
O episódio projeta uma sombra de incerteza sobre o Banco Master, controlado pelo empresário Daniel Vorcaro. A citação explícita do Banco Central ao “vínculo de interesse” e ao controle exercido pelo Master como pilares da insolvência do Will Bank eleva o escrutínio sobre a solidez e as práticas de governança do grupo. Enquanto o mercado processa a quebra de um dos maiores bancos digitais do país, o foco agora se volta para a eficácia do FGC no cronograma de desembolsos e para a capacidade de contenção de danos por parte do Banco Master frente à desconfiança dos investidores.
Faça como os mais de 10.000 leitores do tecflow, clique no sino azul e tenha nossas notícias em primeira mão! Confira as melhores ofertas de celulares na loja parceira do tecflow.
Redação tecflow
Tecflow é um website focado em notícias sobre tecnologia com resenhas, artigos, tutoriais, podcasts, vídeos sobre tech, eletrônicos de consumo e mercado B2B.
