

Número de desastres no país cresceu 273% na última década; parceria entre Codex e Juvare busca integrar dados e acelerar decisões em emergências
A companhia norte-americana Juvare, líder no desenvolvimento de plataformas digitais para gestão de emergências, passará a operar pela primeira vez no Brasil. Com sede nos Estados Unidos, a empresa atua nos 50 estados norte-americanos, além de estar presente em mais de 25 países ao redor do mundo. A chegada ao país ocorre por meio de uma parceria com a Codex, empresa brasileira especializada em governança de dados e mudanças climáticas, e prevê a introdução do WebEOC, sistema utilizado em centros de operações de emergência nos Estados Unidos capaz de tornar a resposta a situações de crise até 95% mais rápida.
- Participe dos nossos canais no Twitter, Telegram ou Whatsapp!
- Confira nossos stories no Instagram e veja notícias como essa!
- Siga o tecflow no Spotify Podcast para ouvir nosso conteúdo!
- Anuncie conosco aqui ou apoie o tecflow clicando neste link!
- Assine nossa newsletter neste link ou no LinkedIn!
- Siga o tecflow no tik tok!
O aumento da frequência e da intensidade de eventos climáticos extremos tem pressionado governos em todo o mundo a modernizar seus sistemas de gestão de emergências. No Brasil, esse movimento ocorre em meio a um crescimento acelerado do registro de desastres naturais nos últimos anos. Uma análise da própria Codex, baseada em dados da Plataforma Nacional de Informações sobre Desastres (S2ID), mostra que o número de emergências ligadas a esses eventos saltou de 1.635 entre 2015 e 2019 para cerca de 6.100 entre 2020 e 2024, um aumento de 273%.
As soluções da Juvare permitem que governos, forças de defesa, corporações, instituições de saúde, entidades e organizações utilizem dados em tempo real para gerenciar incidentes de forma mais rápida e eficiente. A proposta da plataforma é apoiar governos ao longo de todo o ciclo de gestão de crises, da preparação à recuperação. Antes de eventos extremos, o sistema pode ser utilizado para organizar planos de contingência, monitorar riscos e estruturar protocolos de resposta.
Já durante as emergências, o WebEOC funciona como um centro de comando virtual, reunindo em uma única plataforma dados sobre ocorrências, recursos disponíveis, equipes mobilizadas e áreas afetadas. Com atualizações em tempo real enviadas por equipes em campo, gestores conseguem acompanhar a evolução da situação e coordenar decisões entre diferentes instituições.

NAVE reforça parceria com a SteelSeries e amplia linha de
Parceria entre as marcas amplia o acesso do público brasileiro a periféricos gamer premium, com foco em performance, criação de…
Soluções Cisco modernizam rede Wi-Fi corporativa da Unimed CNU
Nova infraestrutura entrega estabilidade e performance a mais de 1.500 dispositivos que se conectam diariamente ao ambiente A Cisco concluiu a modernização…
Ransomware que destrói dados expõe limite do pagamento e reforça
Análise sobre o VECT indica perda irreversível de arquivos e amplia pressão sobre empresas para adotar backups imutáveis e planos…
Crise nas renováveis: desperdício de energia limpa atinge 18% em
O setor de energia renovável no Brasil enfrenta um cenário crítico de restrições operacionais que ameaça a rentabilidade de usinas…
PS5 com Linux roda jogos da Steam com performance incrível
A barreira entre consoles e PCs foi quebrada. Através de avanços em exploits para firmwares específicos (até a versão 4.5),…
POCO X8 Pro em oferta: Xiaomi derruba preço de celular
O POCO X8 Pro, um dos lançamentos mais potentes da Xiaomi em 2026, acaba de atingir seu menor preço histórico…
A ferramenta também integra mapas, inventários, rotas logísticas e registros operacionais, criando uma visão compartilhada da crise entre órgãos como Defesa Civil, forças de segurança, hospitais e autoridades locais. Após os eventos, o sistema facilita a documentação de danos e a geração de relatórios para prestação de contas e solicitação de recursos.
“Quando as informações estão organizadas e acessíveis em tempo real, gestores conseguem tomar decisões mais rápidas e coordenar melhor as equipes de resposta. Em situações de desastre, essa agilidade pode fazer diferença direta no atendimento às populações afetadas”, afirma Venicios Santos, diretor de Negócios da Codex.
Exemplos nos EUA e no Canadá
Alguns exemplos de como o modelo da Juvare apresenta resultados concretos em operações podem ser observados nos Estados Unidos e também no Canadá.
No primeiro, no condado de Harnett, na Carolina do Norte, por exemplo, o uso do WebEOC integrado ao assistente de inteligência artificial JAI (Juvare AI) acelerou em até 95% a geração de relatórios e reduziu em 85% o tempo de trabalho das equipes – processos que antes exigiam a atuação manual de até oito profissionais passaram a ser realizados em cerca de 30 segundos. Os ganhos também se refletiram na gestão e na tomada de decisão. A plataforma ampliou em quatro vezes suas aplicações operacionais, com uso em monitoramento de recursos, simulações de crise e justificativas orçamentárias.
Já em operações de resposta a desastres climáticos no Canadá, outro exemplo de utilização da solução ocorreu durante o Furacão Fiona, em 2022, quando o Centro Provincial de Coordenação da costa leste do país recebeu mais de 1.000 e-mails e outras comunicações por dia, vindos de mais de 100 pontos de contato. Com o WebEOC, a agência passou a automatizar parte da coleta e consolidação desses dados, permitindo que parceiros atualizem informações diretamente na plataforma e reduzindo o trabalho manual da equipe.
Inteligência artificial e adaptação ao contexto brasileiro
A implementação da tecnologia no Brasil será conduzida pela Codex, que atua na adaptação da plataforma ao contexto institucional e jurídico do país. O processo inclui tradução do sistema, ajustes em termos de uso e adequação das funcionalidades às estruturas administrativas brasileiras.
Além da plataforma de coordenação operacional, os usuários também terão acesso ao JAI (Juvare AI), assistente de inteligência artificial desenvolvido para apoiar gestores na análise de dados durante incidentes. A ferramenta pode sintetizar informações operacionais, identificar padrões e gerar análises rápidas para apoiar decisões em cenários complexos.
A estratégia inicial da parceria prioriza governos estaduais, que geralmente desempenham papel central na coordenação regional de respostas a desastres e no apoio a municípios afetados. A expectativa é que os projetos iniciais funcionem como modelos replicáveis para diferentes regiões do país nos próximos anos.
Fragmentação de dados é um dos principais gargalos da resposta a desastres
A crescente frequência de desastres evidencia desafios estruturais na forma como o país organiza sua resposta a emergências. Diferentemente dos Estados Unidos, onde a Federal Emergency Management Agency (FEMA) centraliza diretrizes e coordena operações em nível nacional, o sistema brasileiro é mais distribuído entre diferentes instâncias de governo. Estados e municípios possuem estruturas próprias de Defesa Civil, que variam bastante em termos de capacidade técnica e recursos disponíveis.
Segundo Venicios Santos, a ausência de plataformas integradas dificulta a tomada de decisões em momentos críticos. “O Brasil tem uma estrutura de Defesa Civil bastante capilarizada, o que é importante para alcançar diferentes territórios. Mas essa diversidade institucional também torna a coordenação mais complexa. Em uma emergência, a informação precisa circular rapidamente entre diferentes órgãos, e muitas vezes isso ainda acontece de forma fragmentada”, pontua o diretor de Negócios da Codex.
Faça como os mais de 10.000 leitores do tecflow, clique no sino azul e tenha nossas notícias em primeira mão! Confira as melhores ofertas de celulares na loja parceira do tecflow.
Redação tecflow
Tecflow é um website focado em notícias sobre tecnologia com resenhas, artigos, tutoriais, podcasts, vídeos sobre tech, eletrônicos de consumo e mercado B2B.
