

Uso de dados operacionais conecta tecnologia, finanças e experiência do cliente e transforma a forma como empresas tomam decisões
Antes restrita ao monitoramento técnico de sistemas, a observabilidade passa a ocupar espaço nas decisões do board. Segundo a Delfia, curadoria de jornadas digitais, organizações mais maduras já utilizam dados operacionais não apenas para identificar falhas, mas para orientar decisões de negócio, otimizar custos e melhorar a experiência do cliente.
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Esse avanço está ligado à capacidade de conectar diferentes dimensões da operação digital, como performance, eficiência operacional e impacto financeiro. Com isso, métricas técnicas passam a ser traduzidas em indicadores estratégicos, como conversão e receita.
“Empresas que observam melhor, decidem melhor. A diferença está na capacidade de transformar dados técnicos em contexto de negócio”, afirma Leonardo Santos, CTO da Delfia.
Um dos principais desdobramentos dessa evolução é a aproximação entre áreas distantes, como tecnologia e finanças. A observabilidade permite identificar desperdícios em ambientes de cloud, recursos subutilizados e custos desnecessários, criando uma ponte entre eficiência técnica e controle financeiro, passando a orientar os investimentos tecnológicos.

Apesar disso, ainda existem desafios culturais. “TI e finanças nem sempre falam a mesma língua, mas estão cada vez mais próximos. A observabilidade ajuda a traduzir esses universos”, explica o executivo.
Além do controle de custos, a prática também se consolida como ferramenta para antecipação de cenários. Com o apoio de inteligência artificial e análise preditiva, empresas conseguem identificar anomalias antes que se tornem incidentes críticos.
De acordo com o relatório da Dynatrace, 88% dos líderes de tecnologia afirmam que a complexidade dos ambientes digitais aumentou nos últimos anos, impactando diretamente a capacidade das empresas de gerenciar suas operações.
Esse contexto reflete a forma como as empresas lidam com a complexidade de seus sistemas. Em ambientes mais maduros, a arquitetura é clara, há maior domínio do código e os times conseguem atuar de forma mais estratégica, equilibrando performance e eficiência financeira.
Já em operações menos estruturadas, o que se observa é o oposto: equipes presas a ciclos contínuos de correção, decisões técnicas pouco sustentáveis e sistemas que acumulam áreas críticas que poucos profissionais conseguem ou se sentem seguros para modificar, aumentando riscos e limitando a evolução do negócio.
Casos de mercado mostram que a falta de visibilidade pode gerar perda de receita em canais digitais, aumento de abandono em aplicações lentas e falhas em jornadas críticas do cliente. “Não se trata apenas de manter sistemas funcionando, mas de garantir que a operação digital esteja alinhada aos objetivos estratégicos da empresa”, conclui Leonardo Santos.
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