

Governo avalia novo modelo para distribuir os custos da rede elétrica e consumidores com maior impacto no sistema podem pagar mais.
O Ministério de Minas e Energia (MME) estuda uma mudança que pode alterar a forma como parte dos consumidores paga pela energia elétrica no Brasil. A proposta prevê que quem mais sobrecarrega o sistema elétrico, principalmente nos horários de maior demanda, passe a arcar com uma parcela maior dos custos da operação.
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A discussão faz parte do processo de modernização do setor elétrico e foi apresentada durante o Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico (Enase) pela secretária-substituta de Transição Energética e Planejamento, Lorena Perim.
O que pode mudar?
Uma das alternativas em análise é criar um modelo de cobrança que considere não apenas a quantidade de energia consumida, mas também o horário em que esse consumo ocorre.
Na prática, consumidores que utilizam muita energia nos momentos em que a demanda é mais elevada poderão pagar mais. Já aqueles que conseguirem deslocar o consumo para horários de menor utilização da rede poderão reduzir os custos.
A proposta busca tornar a cobrança mais justa, refletindo o impacto que cada consumidor causa sobre a infraestrutura elétrica do país.

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Incentivo ao armazenamento de energia

O Ministério também pretende estimular o uso de tecnologias que ajudem a reduzir a pressão sobre a rede, como sistemas de armazenamento em baterias.
Com um modelo de preços mais eficiente, empresas e grandes consumidores poderão armazenar energia em horários de menor demanda e utilizá-la nos períodos de pico, diminuindo a necessidade de expansão da capacidade do sistema.
Consumo inteligente
Outro ponto em estudo é fortalecer os programas de resposta da demanda, que incentivam consumidores a reduzir ou adiar o consumo em momentos críticos para evitar sobrecarga na rede.
Segundo o governo, essa estratégia será importante diante do crescimento das fontes renováveis, da eletrificação da economia e da instalação de grandes consumidores, como data centers e complexos industriais.
A mudança já entra em vigor?
Não. O projeto ainda está em fase de estudos e não há prazo para sua implementação. Caso avance, a proposta ainda precisará passar pelas etapas regulatórias antes de ser aplicada.
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Redação tecflow
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