
Pesquisa mostra que acesso à internet supera pela primeira vez 90% da população brasileira, enquanto plataformas de streaming ampliam presença nas residências e TV por assinatura perde espaço.
O Brasil acaba de atingir um marco inédito na transformação digital. Pela primeira vez, mais de 90% da população com 10 anos ou mais utilizou a internet, consolidando a conectividade como parte da rotina dos brasileiros. Outro dado chama a atenção: as mulheres passaram a acessar mais a internet do que os homens, enquanto os serviços de streaming continuam conquistando espaço nas casas do país.
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Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua): Acesso à Internet e à televisão e posse de telefone móvel celular para uso pessoal 2025, divulgada nesta quinta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Internet alcança mais de 168 milhões de brasileiros
Segundo o levantamento, o Brasil possuía, em 2025, uma população estimada de 186,4 milhões de pessoas com 10 anos ou mais de idade.
Desse total, 168,7 milhões utilizaram a internet nos três meses anteriores à pesquisa, o equivalente a 90,5% da população, ultrapassando pela primeira vez a marca dos 90%.
O resultado reforça a expansão da conectividade no país e evidencia como o acesso à internet passou a ser essencial para atividades como trabalho, estudo, entretenimento, compras e acesso a serviços públicos.
Mulheres superam homens no uso da internet

Um dos destaques do levantamento é a diferença entre homens e mulheres.
De acordo com o IBGE:
- 91,1% das mulheres utilizaram a internet em 2025;
- 89,9% dos homens acessaram a rede no mesmo período.
Embora a diferença seja pequena, ela representa uma mudança relevante no perfil dos usuários conectados no Brasil.

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Streaming continua crescendo nos lares brasileiros
Além da internet, a pesquisa também mostra que o consumo de conteúdo por streaming segue em expansão.
O Brasil contabilizou 80 milhões de domicílios particulares permanentes em 2025, acima dos 78,3 milhões registrados em 2024.
Entre eles:
- 75,1 milhões de residências (93,9%) possuíam televisão;
- 4,9 milhões não tinham aparelho de TV, o equivalente a 6,1% dos lares.
Nos domicílios com televisão, as TVs de tela fina praticamente dominaram o mercado.
Em 2025, 95% dos aparelhos eram desse tipo, a maior participação desde 2021.
Em números absolutos, o total de residências com TVs de tela fina passou de 68,6 milhões para 71,4 milhões, crescimento de aproximadamente 4%.
Plataformas de streaming avançam
Os serviços de streaming por assinatura também ampliaram sua presença nas residências brasileiras.
Segundo a pesquisa, o percentual de domicílios com acesso a plataformas pagas, como a Netflix, passou de:
- 43,4% em 2024
- para 44,4% em 2025.
Na prática, isso representa quase 1,5 milhão de novos lares utilizando serviços de streaming em apenas um ano.
O avanço reforça a mudança nos hábitos de consumo de conteúdo, impulsionada pela oferta de filmes, séries, esportes e programas sob demanda.
TV por assinatura perde cada vez mais espaço

Enquanto o streaming cresce, a TV por assinatura segue em trajetória oposta.
Em 2025, o Brasil registrou 17,7 milhões de domicílios com serviço de TV paga, o menor número desde o início da série histórica, em 2016.
Entre as famílias que não possuem esse tipo de serviço:
- 62,2% disseram não ter interesse;
- 26,1% afirmaram que o custo é elevado.
Os dados mostram que muitos consumidores passaram a considerar o streaming uma alternativa mais atrativa e econômica.
Computadores voltam a crescer
Outro indicador que chamou atenção foi o crescimento, ainda que discreto, da presença de computadores nas residências.
Pela primeira vez desde 2016, houve aumento percentual de domicílios com computador.
O índice passou de:
- 38,5% em 2024
- para 38,7% em 2025.
Apesar da alta modesta, o número absoluto de residências com computadores vem crescendo continuamente desde 2019.
Tablets também ganham espaço

Os tablets seguem menos presentes que os computadores, mas também apresentaram crescimento.
A participação passou de:
- 10,7% dos domicílios em 2024
- para 11,6% em 2025.
O aumento indica que dispositivos móveis continuam ampliando sua participação na rotina das famílias brasileiras.
Renda influencia acesso à tecnologia
A pesquisa também identificou diferenças importantes relacionadas à renda familiar.
O rendimento médio estimado foi de:
- R$ 1.350 nos domicílios que não possuíam computador nem tablet;
- R$ 3.494 nas residências com pelo menos um desses equipamentos;
- R$ 5.298 entre os lares que possuíam computador e tablet simultaneamente.
Os números evidenciam que o acesso a equipamentos tecnológicos ainda acompanha diferenças de renda entre as famílias brasileiras.
Aqui estão as tabelas formatadas para copiar e colar diretamente:
Panorama Digital Brasil 2025
| Categoria | Indicador | 2024 | 2025 | Variação / Detalhe |
| Acesso | População conectada (10+ anos) | — | 90,5% | Recorde (168,7 mi de pessoas) |
| Gênero | Uso da internet: Mulheres | — | 91,1% | Liderança no acesso |
| Gênero | Uso da internet: Homens | — | 89,9% | — |
| Streaming | Domicílios com acesso pago | 43,4% | 44,4% | +1,5 milhão de novos lares |
| Aparelhos | TV de tela fina nos lares com TV | — | 95,0% | Domínio quase total (71,4 mi) |
| Aparelhos | Computador no domicílio | 38,5% | 38,7% | Primeira alta desde 2016 |
| Aparelhos | Tablet no domicílio | 10,7% | 11,6% | Crescimento gradual |
| TV Paga | Domicílios com TV por assinatura | — | 17,7 mi | Menor número da série histórica |
Renda Familiar vs. Tecnologia
| Perfil do Domicílio | Rendimento Médio Mensal |
| Sem computador nem tablet | R$ 1.350 |
| Com pelo menos um dos dois equipamentos | R$ 3.494 |
| Com computador e tablet simultaneamente | R$ 5.298 |
Brasil cada vez mais conectado
Os resultados da PNAD Contínua mostram que a digitalização continua avançando no país.
Com mais brasileiros conectados, maior presença de plataformas de streaming e crescimento gradual da presença de computadores e tablets, a tecnologia segue transformando hábitos de consumo, entretenimento, educação e trabalho.
Ao mesmo tempo, a pesquisa reforça mudanças importantes no mercado audiovisual, com o streaming consolidando sua expansão enquanto a TV por assinatura perde espaço entre os consumidores.
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Redação tecflow
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