

A consolidação do eSIM redefine a forma como empresas conectam e gerenciam dispositivos em escala, por meio de uma arquitetura nativa em nuvem
O mercado global de conectividade vive uma transformação estrutural. Os tradicionais chips físicos começam a dar lugar ao eSIM, tecnologia que permite provisionar e gerenciar conexões móveis remotamente, por software. Embora a popularização do eSIM tenha ganhado visibilidade inicialmente no mercado de smartphones, é no ambiente corporativo e, especialmente, na Internet das Coisas (IoT), que seu potencial se mostra mais relevante.
- Participe dos nossos canais no Twitter, Telegram ou Whatsapp!
- Confira nossos stories no Instagram e veja notícias como essa!
- Siga o tecflow no Spotify Podcast para ouvir nosso conteúdo!
- Anuncie conosco aqui ou apoie o tecflow clicando neste link!
- Assine nossa newsletter neste link ou no LinkedIn!
- Siga o tecflow no tik tok!
Para empresas que operam milhares de dispositivos conectados como maquininhas de pagamento, rastreadores, sistemas de telemetria, equipamentos de segurança eletrônica, medidores inteligentes e ativos de infraestrutura energética, o eSIM elimina barreiras logísticas, reduz custos operacionais e amplia a flexibilidade na gestão da conectividade.
“A conectividade móvel está deixando de ser uma questão de hardware para se transformar em software, e isso muda completamente o jogo para quem desenvolve, implanta e administra ecossistemas de dispositivos conectados”, explica Carlos Campos, Diretor Geral no Brasil e Vice-presidente de Vendas para a América Latina da emnify. “A inteligência da conectividade migrou para a nuvem. Isso permite que empresas gerenciem remotamente o ciclo de vida de milhares de dispositivos, ativando, reconfigurando ou alterando redes sem a necessidade de intervenções físicas.”

Essa transformação encontra um cenário bastante promissor na América Latina, onde o Brasil desponta como o principal polo de adoção da tecnologia na região. Segundo um relatório recente elaborado pela plataforma Holafly e pela publicação TeleSemana, o território brasileiro lidera o ranking de disponibilidade do eSIM entre os países latino-americanos, figurando na 24ª posição em um mapeamento global com 50 nações. O estudo aponta que cerca de 30% dos smartphones em uso no País já contam com essa capacidade virtual.
Entretanto, para Campos, o avanço mais significativo está ocorrendo fora do mercado consumidor. “O smartphone foi apenas a porta de entrada para a tecnologia. O grande crescimento agora acontece nos dispositivos IoT, que exigem conectividade escalável, resiliente e facilmente gerenciável. É nesse contexto que o eSIM se torna um habilitador estratégico para a transformação digital das empresas.”
IoT, meios de pagamento e infraestrutura impulsionam a adoção
O amadurecimento do eSIM acompanha a expansão acelerada dos dispositivos conectados no Brasil. Dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) mostram que o mercado móvel brasileiro registrou crescimento de 6,8 milhões de acessos em 2025, encerrando o período com 270,2 milhões de linhas ativas. Desse total, 6,4 milhões vieram de novas conexões de IoT.

Segundo Campos, um dos segmentos que deve liderar a migração para o eSIM nos próximos anos é o de meios eletrônicos de pagamento. O mercado de maquininhas (POS), que opera milhões de terminais distribuídos pelo País, enfrenta desafios logísticos constantes relacionados à troca, manutenção e gestão de chips físicos.
“O setor de pagamentos é um exemplo claro dos ganhos proporcionados pela virtualização da conectividade. Quando uma empresa consegue alterar perfis de rede remotamente, sem precisar substituir fisicamente um chip, reduz custos, elimina deslocamentos e aumenta a disponibilidade dos equipamentos. Isso tem impacto direto na experiência do usuário e na continuidade dos negócios”, afirma.
Além dos meios de pagamento, segmentos como rastreamento de frotas, logística, telemetria, agronegócio, energia distribuída, carregamento de veículos elétricos e cidades inteligentes aparecem entre os principais vetores de crescimento do eSIM corporativo.
Conectividade invisível e gestão baseada em software
A evolução do eSIM também está impulsionando uma mudança na forma como a conectividade é consumida pelas empresas. Em vez de depender de processos operacionais manuais, a gestão passa a ocorrer por meio de plataformas digitais e APIs, permitindo que equipes de TI automatizem operações em larga escala.
Com essa abordagem, é possível ativar, monitorar, suspender ou alterar parâmetros de conectividade de milhares de dispositivos diretamente a partir dos sistemas corporativos, reduzindo a complexidade operacional e acelerando implantações.
A emnify está entre as principais empresas que lideram esse movimento, oferecendo uma plataforma nativa em nuvem para gerenciamento global de conectividade IoT. Com suporte ao padrão SGP.32, a companhia permite que fabricantes e empresas simplifiquem a administração de grandes frotas de dispositivos conectados, eliminando intermediários e reduzindo a dependência de processos locais.
Esse posicionamento rendeu à empresa reconhecimentos como o prêmio eSIM Provider of the Year, no MVNOs World Awards, o selo eSIM Management Platform Innovation, da Juniper Research, além da classificação como Visionária no Gartner® Magic Quadrant™ 2026 para Serviços Gerenciados de Conectividade IoT.
“O avanço do eSIM representa muito mais do que a substituição do chip plástico. Estamos falando da virtualização da conectividade como componente estratégico dos negócios digitais. À medida que empresas ampliam suas operações conectadas, a capacidade de controlar redes, dispositivos e serviços remotamente se torna um diferencial competitivo. O eSIM oferece a flexibilidade necessária para sustentar essa nova realidade e acelerar a expansão dos projetos de IoT em escala”, conclui Campos.
Faça como os mais de 10.000 leitores do tecflow, clique no sino azul e tenha nossas notícias em primeira mão! Confira as melhores ofertas de celulares na loja parceira do tecflow.
Redação tecflow
Tecflow é um website focado em notícias sobre tecnologia com resenhas, artigos, tutoriais, podcasts, vídeos sobre tech, eletrônicos de consumo e mercado B2B.