

Exposto no Armazém 5, o Microlançador Brasileiro (MLBR) representa uma infraestrutura estratégica para ampliar a inovação, fortalecer a indústria nacional e viabilizar aplicações em áreas como agricultura, energia, logística, telecomunicações e monitoramento ambiental.
Produzir mais alimentos com menos recursos, monitorar queimadas em tempo real, inspecionar redes elétricas, acompanhar a expansão das cidades, conectar regiões remotas e tornar a logística mais eficiente. Essas são algumas das aplicações que estão moldando uma nova economia baseada em dados, conectividade e tecnologia espacial. Para que elas aconteçam, existe um requisito comum: o acesso ao espaço.
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É essa conexão entre inovação, desenvolvimento econômico e tecnologia que o Microlançador Brasileiro (MLBR) levará ao Rio Innovation Week 2026. Exposto no Armazém 5, o foguete convida o público a olhar além de seus 12 metros de altura e compreender o papel estratégico que o acesso ao espaço desempenha na competitividade do Brasil e na construção de uma indústria de alta tecnologia.
O MLBR é um veículo lançador orbital de pequeno porte que está sendo desenvolvido por um grupo de empresas brasileiras por meio de um financiamento da Finep, com o objetivo de colocar em órbita satélites de até 30 quilos. Com 12 metros de altura, o projeto foi concebido para atender ao mercado de pequenos satélites, um dos segmentos que mais cresce na indústria espacial mundial. A proposta é ampliar a capacidade nacional de lançamento e fortalecer um ecossistema formado por empresas, universidades e centros de pesquisa dedicados ao desenvolvimento de tecnologias espaciais.

Embora seja o veículo lançador que desperte a curiosidade dos visitantes, o verdadeiro impacto está nas soluções que ele ajuda a tornar possíveis. Satélites de pequeno porte, como os CubeSats, e plataformas mais avançadas, como os satélites equipados com radar de abertura sintética (SAR), vêm ampliando a capacidade de monitorar lavouras, prevenir desastres naturais, otimizar redes elétricas, fortalecer a logística, expandir a conectividade e apoiar decisões estratégicas de empresas e governos.
“O foguete é apenas a parte mais visível de uma cadeia muito maior de inovação. Seu verdadeiro valor está em tudo o que ele permite colocar em órbita. Cada lançamento cria oportunidades para novas tecnologias, novos negócios e soluções que impactam diretamente a vida das pessoas”, afirma Rafael Mordente, CEO da Concert Space – uma das empresas que está à frente do desenvolvimento do veículo lançador.
Infraestrutura para inovação
A redução dos custos de acesso ao espaço vem acelerando o desenvolvimento da chamada economia espacial, permitindo que universidades, startups, empresas e governos criem soluções cada vez mais especializadas para atender demandas em áreas como agricultura, energia, telecomunicações, defesa, logística e monitoramento ambiental.
Nesse contexto, desenvolver uma capacidade nacional de lançamento significa muito mais do que dominar uma tecnologia complexa. Significa fortalecer uma cadeia produtiva de alto valor agregado, estimular a inovação, atrair investimentos, gerar empregos qualificados e ampliar a competitividade brasileira em um mercado global que cresce rapidamente.
Mais do que um projeto aeroespacial, o MLBR representa um passo importante para que o Brasil deixe de ser apenas usuário de tecnologias espaciais e amplie sua participação no desenvolvimento de produtos, serviços e soluções de alto valor tecnológico. “Ao levar o veículo ao Rio Innovation Week, o projeto propõe uma reflexão sobre o futuro que já começou a ser construído. O foguete representa uma infraestrutura estratégica para que o Brasil fortaleça sua indústria e conquiste espaço em uma nova economia cada vez mais orientada por dados, conectividade e tecnologia”, destaca Mordente.
O projeto reúne competências desenvolvidas por empresas brasileiras de alta tecnologia, formando uma cadeia de inovação que integra engenharia aeroespacial, eletrônica, sistemas embarcados, materiais avançados, propulsão e software. O arranjo produtivo é formado pelas empresas CENIC ENGENHARIA, CONCERT SPACE, DELSIS, ETSYS e PLASMAHUB, com a participação de parceiros tecnológicos como BIZU SPACE, FIBRAFORTE, ALMEIDA’S e HORUSEYE TECH, financiamento da Finep e acompanhamento técnico da Agência Espacial Brasileira (AEB), além da colaboração de universidades e instituições de pesquisa.
Serviço
Rio Innovation Week 2026
Data: 11 a 14 de agosto de 2026
Local: Pier Mauá – Rio de Janeiro (RJ)
Exposição do MLBR: Armazém 5
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Redação tecflow
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