

Para CEO da TelCables Brasil, os novos investimentos em infraestrutura digital exigem redes mais inteligentes e otimização do consumo de energia para suportar a pressão da IA
A corrida global pela inteligência artificial e pela expansão dos serviços em nuvem tem transformado profundamente o cenário tecnológico, colocando a infraestrutura digital no centro de discussões estratégicas. No Brasil, os investimentos em novos data centers são um exemplo disso, uma vez que atendem à crescente demanda por capacidade de processamento, mas também trazem à tona um dos maiores desafios operacionais do setor: a gestão e a eficiência energética.
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“Para dar suporte à nova geração de infraestruturas, o mercado brasileiro vem buscando alinhar a descentralização de data centers a fontes de energia limpa e previsível. No entanto, o avanço dessas estruturas exige olhar além dos muros das centrais de processamento e considerar como a energia é distribuída e aproveitada em toda a cadeia digital”, afirma Rafael Lozano, CEO da TelCables Brasil.
É possível ver essa realidade em números recentes da Agência Internacional de Energia (AIE): o consumo energético dos data centers deve dobrar globalmente até 2030, sendo que, entre 2025 e 2026, a demanda deles por eletricidade cresceu 17%. Ao mesmo tempo, essas estruturas representaram 40% dos contratos globais de PPAs (sigla em inglês para “Acordos de Compra de Energia”) de energia limpa firmados em 2025.

Para o executivo da TelCables Brasil essa movimentação demonstra o quanto o desafio vai muito além do resfriamento interno das máquinas e engloba também a forma como o ecossistema de redes se conecta globalmente.
“A equação da sustentabilidade operacional também passa pela malha de conectividade. Um data center eficiente precisa estar profundamente integrado a rotas internacionais de alta performance, como os cabos submarinos, que garantem a distribuição ágil e o balanceamento do tráfego global sem desperdício de recursos computacionais. Na TelCables, temos plena ciência da criticidade das rotas globais que o Brasil precisa e é por isso que conectamos quatro continentes (América do Norte e do Sul, África e a Europa) com rotas submarinas diretas de baixa latência”, destaca.
Conectividade e sustentabilidade
Além da pressão sobre as redes e infraestruturas de fornecimento de energia, que envolvem tanto o abastecimento elétrico tradicional quanto a busca por fontes complementares e alternativas de suprimento, o avanço tecnológico impõe mudanças estruturais no perfil do tráfego internacional de dados. Impulsionadas por cargas de trabalho de IA, as trocas de informações exigem fluxos simétricos de alta densidade entre o Brasil e os principais hubs mundiais, como os Estados Unidos.

Esse crescimento exponencial no volume de dados processados globalmente também eleva a exigência por otimização em toda a cadeia de suprimentos de tecnologia. De acordo com dados recentes da consultoria Gartner, o consumo de eletricidade com sistemas de data centers deve crescer 26% globalmente em 2026 impulsionados diretamente pela corrida da inteligência artificial.
Por conta desse cenário, algumas operadoras e provedores de infraestrutura vêm investindo em arquiteturas de rede inteligentes e rotas diversificadas. Iniciativas como a da própria TelCables Brasil são exemplos disso. A companhia integra projetos de expansão de data centers a redes de alta performance interligadas por cabos submarinos, combinando infraestruturas energeticamente eficientes e malhas internacionais de baixa latência.
“O futuro da infraestrutura no país não depende apenas de ampliar o volume físico de conexões, mas de redesenhar a arquitetura de rede com inteligência sistêmica. Eficiência energética, fontes renováveis e resiliência nas rotas internacionais configuram os três pilares que definirão a competitividade de mercado frente aos novos patamares de exigência da IA”, conclui Lozano.
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Redação tecflow
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