Mais de 70% das empresas vão investir mais em cibersegurança, mas falta o principal: maturidade para enfrentar ataques

71% das empresas brasileiras vão investir mais em cibersegurança, mas pesquisa revela desafios de maturidade, governança e falta de CISOs.

Pesquisa revela que companhias brasileiras aumentam orçamento para proteção digital, porém poucas possuem liderança dedicada, frameworks de risco e equipes estruturadas

A corrida das empresas brasileiras para reforçar a segurança digital ganhou força, mas ainda esbarra em um problema estratégico: a falta de maturidade cibernética. Segundo o estudo Cybersecurity Survey Latin America 2026, realizado pela consultoria RSM, 71% das empresas do Middle Market no Brasil pretendem ampliar os investimentos em cibersegurança nos próximos 12 meses.

Apesar do aumento da preocupação com ameaças digitais, o levantamento mostra que muitas organizações ainda não possuem estruturas suficientes para transformar esses investimentos em proteção efetiva contra ataques. O estudo ouviu 265 empresas da América Latina e revelou um cenário de avanço financeiro, mas com desafios em governança, liderança e gestão de riscos.

Entre as companhias brasileiras analisadas, 55% possuem equipes com até duas pessoas dedicadas à segurança da informação e privacidade, enquanto apenas 29% contam com um CISO (Chief Information Security Officer) ou executivo equivalente responsável pela estratégia de segurança cibernética.

Outro ponto de atenção está na adoção de boas práticas. Apenas 35% das empresas brasileiras utilizam frameworks formais de gestão de riscos, como NIST e ISO 27001, metodologias reconhecidas internacionalmente para identificar vulnerabilidades, avaliar impactos e estruturar respostas contra ameaças.

Investimento cresce, mas empresas ainda não estão preparadas para ataques

O avanço dos investimentos acompanha uma mudança no comportamento das empresas diante do aumento dos ataques cibernéticos, vazamentos de dados e riscos associados à transformação digital.

No entanto, especialistas alertam que ampliar o orçamento não é suficiente sem uma estratégia de governança capaz de direcionar recursos, processos e pessoas.

“Os resultados mostram que as empresas estão investindo mais em cibersegurança, mas ainda precisam fortalecer aspectos fundamentais de governança. Estruturas enxutas, ausência de liderança dedicada e baixa adoção de frameworks reconhecidos indicam que existe uma oportunidade importante de evolução na maturidade cibernética das organizações brasileiras. O desafio é transformar investimento em capacidade efetiva de gestão, prevenção e resposta aos riscos cibernéticos”, afirma Felipe José, sócio-líder de Tecnologia da RSM.

Brasil acompanha tendência da América Latina

O movimento brasileiro segue uma tendência regional. Na América Latina, 69% das organizações pretendem aumentar seus investimentos em cibersegurança nos próximos 12 meses.

Porém, a maturidade também apresenta limitações: apenas 30% das empresas latino-americanas possuem um CISO dedicado, enquanto metade opera com equipes de até duas pessoas voltadas à segurança e privacidade.

O estudo aponta que muitas organizações ainda concentram a responsabilidade pela segurança digital em áreas tradicionais de tecnologia, como departamentos de TI, CIOs ou comitês internos, sem uma liderança executiva exclusiva para conduzir a estratégia.

Gestão de riscos ainda é um desafio para empresas brasileiras

Outro alerta apresentado pela pesquisa envolve a forma como as companhias lidam com riscos cibernéticos. Embora algumas organizações já utilizem padrões internacionais, muitas ainda dependem de avaliações periódicas, ações reativas ou apoio de fornecedores externos.

Esse cenário indica que boa parte dos programas de segurança continua focada na resposta a incidentes, enquanto iniciativas preventivas e de longo prazo ainda precisam evoluir.

Com a expansão dos ambientes digitais e o crescimento do uso de inteligência artificial nas empresas, a pesquisa destaca três áreas como prioridades para os próximos ciclos:

  • Gestão da superfície de ataque;
  • Resiliência e recuperação de negócios;
  • Segurança em ambientes de nuvem.

Cibersegurança deixa de ser apenas tecnologia e vira estratégia de negócio

O estudo da RSM mostra que as empresas já reconhecem a importância da segurança digital para a continuidade dos negócios, mas ainda precisam avançar na construção de estruturas mais maduras.

A próxima etapa da agenda de cibersegurança será transformar investimentos em capacidade real de prevenção, resposta rápida e redução de impactos.

Em um cenário onde ataques digitais se tornam mais frequentes e sofisticados, empresas que combinarem tecnologia, governança e liderança especializada terão maior capacidade de proteger operações e dados críticos.

O estudo completo da RSM está disponível no site da consultoria.

Faça como os mais de 10.000 leitores do tecflow, clique no sino azul e tenha nossas notícias em primeira mão! Confira as melhores ofertas de celulares na loja parceira do tecflow.

Redação tecflow

Tecflow é um website focado em notícias sobre tecnologia com resenhas, artigos, tutoriais, podcasts, vídeos sobre tech, eletrônicos de consumo e mercado B2B.

Deixe comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos necessários são marcados com *.

Mais acessados

Dicas e Tutoriais

SmartPhones & Tablets

Mercado & Tecnologia

Consoles e Games

Ciência & Espaço

Eventos

Quem Somos

Tecflow é um website focado em notícias sobre tecnologia com resenhas, artigos, tutoriais, podcasts, vídeos sobre tech, eletrônicos de consumo e mercado B2B.

Siga Tecflow em:

Parceiro Autthentic

erro: Content is protected !!