IA impulsiona receita das teles: 93% dos provedores brasileiros apostam em novos ganhos com redes inteligentes

Pesquisa revela que 93% dos provedores brasileiros esperam novas receitas com IA, enquanto 82% consideram urgente modernizar redes ópticas para atender data centers, hyperscalers e edge computing.

Pesquisa revela que expansão da inteligência artificial, hyperscalers e data centers acelera investimentos em redes ópticas de alta capacidade no Brasil

A inteligência artificial está transformando rapidamente o mercado de telecomunicações brasileiro. Uma nova pesquisa encomendada pela Ciena revela que 93% dos provedores de serviços no Brasil acreditam que as redes voltadas para aplicações de IA irão gerar novas fontes de receita nos próximos três a cinco anos, enquanto 82% afirmam que a modernização das redes ópticas se tornou uma necessidade urgente para acompanhar essa demanda crescente.

O estudo, realizado pela Censuswide com 1.200 empresas de telecomunicações em 12 países, incluindo 100 entrevistados brasileiros, mostra que a infraestrutura de conectividade será um dos principais pilares para sustentar a expansão da inteligência artificial, dos grandes data centers e das aplicações corporativas de nova geração.

Inteligência artificial abre novas oportunidades para operadoras

A pesquisa aponta que a IA deixou de ser apenas uma tendência tecnológica para se tornar um novo motor de crescimento para o setor de telecomunicações.

Segundo o levantamento, 95% dos provedores brasileiros consideram essencial modernizar as redes ópticas para aumentar a competitividade e a rentabilidade dos serviços de conectividade voltados para IA.

Além disso, 93% afirmam que contratos com acordos de nível de serviço (SLAs) premium e garantia de baixa latência serão fundamentais para monetizar aplicações de edge computing, permitindo que empresas executem cargas de trabalho críticas mais próximas de usuários, dispositivos industriais e ambientes produtivos.

Esse cenário reforça uma mudança no papel das operadoras, que passam a oferecer não apenas capacidade de transmissão, mas também infraestrutura preparada para aplicações sensíveis à latência e ao desempenho.

Expansão dos hyperscalers impulsiona demanda por conectividade

Outro destaque da pesquisa é o impacto da expansão dos hyperscalers no mercado brasileiro.

Segundo o estudo, 94% dos entrevistados acreditam que a construção de grandes campi de data centers distribuídos criará oportunidades moderadas ou muito significativas para redes ópticas de alta velocidade nos próximos três anos. Para 60%, esse impacto será extremamente relevante.

O crescimento dessas infraestruturas exigirá rotas estratégicas com elevada disponibilidade de fibras ópticas para conectar ambientes de computação distribuída e suportar o enorme volume de dados gerado pelas aplicações de inteligência artificial.

Interconexão entre data centers ganha importância

A pesquisa também mostra que a interconexão de data centers (DCI) deverá se consolidar como uma importante fonte de receita para as operadoras.

De acordo com os dados, 92% esperam que serviços de Managed Optical Fiber Network (MOFN) contribuam de forma moderada ou significativa para conectar clusters distribuídos de computação voltados para IA, sendo que 54% enxergam uma contribuição altamente relevante para suas receitas nos próximos três anos.

À medida que aplicações de IA exigem processamento distribuído entre diferentes instalações, cresce a necessidade de redes ópticas robustas capazes de transportar grandes volumes de dados com baixa latência.

IA física amplia mercado para redes privadas e edge computing

Além da IA generativa, o estudo aponta forte crescimento esperado da chamada IA física, que engloba aplicações como robôs industriais autônomos, sistemas de visão computacional (machine vision), veículos inteligentes e operações remotas.

Nesse segmento, 93% dos provedores brasileiros identificam potencial moderado ou elevado de receita para soluções de redes privadas e edge computing, enquanto 52% classificam esse potencial como alto.

As perspectivas para o médio prazo também são expressivas: 88% acreditam que a conexão de ecossistemas de IA física representará pelo menos 5% das receitas corporativas ligadas à inteligência artificial, sendo que 62% estimam participação superior a 15%.

Automação de redes será indispensável

Com aplicações de IA distribuídas entre múltiplas nuvens, data centers e dispositivos conectados, cresce também a complexidade operacional das redes.

Por isso, 97% dos entrevistados consideram que a automação avançada será essencial para aproveitar as oportunidades criadas pela inteligência artificial.

A pesquisa mostra ainda que:

  • 50% apontam a movimentação de grandes volumes de dados entre ambientes de nuvem como uma das maiores oportunidades comerciais;
  • 54% pretendem monetizar esse crescimento oferecendo serviços de conectividade multicloud;
  • 51% apostam em modelos de cobrança por consumo de largura de banda;
  • 41% esperam ampliar receitas com contratos de alta capacidade de longo prazo.

Modernização das redes ópticas tornou-se prioridade

Os resultados indicam que os provedores brasileiros reconhecem a necessidade imediata de atualizar suas infraestruturas.

Segundo o levantamento, 82% demonstram forte senso de urgência para modernizar as redes ópticas, garantindo desempenho suficiente para atender aplicações de IA com SLAs premium.

Quase metade dos entrevistados (49%) afirma que essa necessidade já é crítica e que grandes investimentos precisam ocorrer imediatamente para acompanhar o crescimento da demanda e preservar participação de mercado.

Segundo Fernando Capella, Diretor Regional para CALA Sul da Ciena, o país vive uma nova etapa da transformação digital.

“O Brasil está entrando em uma nova fase das oportunidades de rede impulsionadas por IA, onde o valor dependerá cada vez mais da capacidade de conectar computação distribuída, data centers, empresas e máquinas inteligentes em escala”, disse Fernando Capella, Diretor Regional para CALA Sul da Ciena. “Os provedores de serviços brasileiros já estão olhando além da conectividade e identificando novas oportunidades em edge computing, DCI, IA física e serviços multicloud.”

Pesquisa ouviu provedores de 12 países

O levantamento foi conduzido pela Censuswide entre os dias 13 e 23 de julho de 2026 com 1.200 provedores de telecomunicações, operadores de redes ópticas no atacado e provedores regionais, distribuídos em 12 mercados: Brasil, Estados Unidos, Canadá, México, Reino Unido, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Austrália, Índia, Vietnã, Indonésia e Singapura.

Foram entrevistados 100 executivos em cada país, permitindo comparar o estágio de preparação das operadoras para atender à crescente demanda por infraestrutura voltada à inteligência artificial.

Faça como os mais de 10.000 leitores do tecflow, clique no sino azul e tenha nossas notícias em primeira mão! Confira as melhores ofertas de celulares na loja parceira do tecflow.

Redação tecflow

Tecflow é um website focado em notícias sobre tecnologia com resenhas, artigos, tutoriais, podcasts, vídeos sobre tech, eletrônicos de consumo e mercado B2B.

Deixe comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos necessários são marcados com *.

Mais acessados

Dicas e Tutoriais

SmartPhones & Tablets

Mercado & Tecnologia

Consoles e Games

Ciência & Espaço

Eventos

Quem Somos

Tecflow é um website focado em notícias sobre tecnologia com resenhas, artigos, tutoriais, podcasts, vídeos sobre tech, eletrônicos de consumo e mercado B2B.

Siga Tecflow em:

Parceiro Autthentic

erro: Content is protected !!