

O início do novo mandato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem sido marcado por fortes turbulências na política comercial internacional. Com uma série de medidas protecionistas, Trump reacendeu a guerra tarifária com a China — agora ainda mais intensa. Em meio a ameaças, tarifas e recuos, o cenário global vive sob constante instabilidade.
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A cada nova sanção ou anúncio de taxações sobre produtos importados, cresce a preocupação com os rumos da economia mundial. A incerteza afeta todos os mercados, inclusive o de criptomoedas — um setor que Trump, paradoxalmente, tem apoiado com entusiasmo em seu discurso.
Criptomoedas entre o discurso e a realidade
Donald Trump se posicionou publicamente a favor das criptos — chegando, inclusive, a lançar sua própria memecoin. No entanto, sua política econômica baseada no protecionismo tem provocado reações adversas nos mercados financeiros. Especialistas veem contradição entre a retórica liberal do presidente e as ações que aumentam a tensão global.
“O discurso de Trump pró-cripto empolgou. Mas suas ações — especialmente no comércio exterior — têm feito o oposto do que o mercado precisa. É uma contradição: o mesmo governo que promete liberdade monetária está reacendendo protecionismo e instabilidade”, afirma Fabrício Tota, vice-presidente de Novos Negócios do Mercado Bitcoin.
Segundo Tota, o impacto das políticas comerciais do governo norte-americano já começa a ser sentido entre os investidores de ativos digitais. “Cripto sofre no curto prazo, porque ainda apanha junto com os ativos de risco. Mas no médio prazo, essa bagunça só reforça a necessidade de ativos que não dependam de governo nenhum”, completa.

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Fuga ou refúgio?
O cenário de guerra comercial costuma aumentar a aversão ao risco. E, tradicionalmente, isso reduz o apetite por ativos mais voláteis — como é o caso das criptomoedas. No entanto, há quem acredite que as criptos também podem assumir o papel de porto seguro, especialmente em momentos de ruptura da ordem financeira tradicional.
“Geralmente, nesses momentos de incerteza, os investidores tendem a recorrer a investimentos mais seguros. Isso seria prejudicial para mercados com mais volatilidade, como o de criptomoedas”, explica Elaine Borges, professora doutora de Finanças da USP.
Ainda assim, ela observa que algumas características específicas do Bitcoin e de outras criptomoedas podem torná-las atrativas mesmo em cenários turbulentos. “Existe uma visão de que o Bitcoin, por exemplo, seria um porto seguro, como o ouro. A inflação é controlada, a oferta é limitada e ele não está atrelado a nenhuma política monetária”, diz Elaine.
Pagamentos globais fora do sistema tradicional

Além da função de reserva de valor, as criptomoedas também ganham relevância como alternativa para transações internacionais. Em um contexto de restrições comerciais, taxas alfandegárias e flutuações cambiais, sua natureza descentralizada pode representar uma vantagem estratégica.
“As criptomoedas têm sido muito usadas como meio de pagamento porque são descentralizadas, transparentes e uma forma de negócios entre países sem intermediários. Em um cenário de guerra tarifária, isso pode ser reforçado”, afirma Elaine Borges.
Alta no volume, queda no preço
O comportamento do mercado de futuros de Bitcoin no primeiro trimestre de 2025 ilustra a tensão do momento. Segundo dados da DataWise+, uma solução da B3 em parceria com a Neoway, o volume de negociação do Futuro de Bitcoin chegou a R$ 1,6 trilhão — um crescimento de 33% em relação ao quarto trimestre de 2024.
Apesar do aumento na movimentação, o preço seguiu o caminho contrário, registrando queda de 15% no período. A disparidade entre volume e valorização mostra que, mesmo com maior interesse, os investidores ainda hesitam diante da instabilidade econômica global.
Oportunidades no caos
Embora a volatilidade assuste, ela também pode gerar oportunidades — especialmente para investidores mais experientes, como os que atuam em operações de curto prazo.
“Volatilidade assusta, mas pra quem gosta de trades curtos, é o paraíso: cria oportunidades de entrada, movimenta o mercado e separa o ruído do fundamento”, avalia Tota.
A professora Elaine Borges também destaca que, em um eventual cenário de crise sistêmica, as criptomoedas podem ganhar tração entre investidores em busca de alternativas às moedas fiduciárias. “Numa guerra comercial, com inflação, crise bancária e incerteza geopolítica, o sistema financeiro tradicional é questionado. Isso pode gerar mais fluxo para as criptomoedas”, argumenta.
Visão de longo prazo
Para Tota, o investidor precisa evitar decisões impulsivas baseadas em discursos políticos de ocasião. Ele reforça a importância de entender os fundamentos do mercado cripto e da tecnologia blockchain.
“O maior risco é acreditar que só porque o discurso político mudou, o mercado mudou junto. Não mudou. Tampouco a tecnologia. Temos uma economia global ainda pressionada, juros elevados, incertezas geopolíticas e agora um elemento extra: tarifas descoordenadas que pressionam a inflação e afastam liquidez”, conclui.
O impacto da guerra tarifária de Trump nas criptomoedas ainda está em curso, mas os sinais são claros: volatilidade elevada, incertezas sobre políticas futuras e um mercado dividido entre medo e oportunidade.
Para o investidor, o momento exige cautela, estudo e estratégia. Como sempre, os riscos andam de mãos dadas com as chances de ganho. E quem aposta em cripto precisa estar preparado para essa montanha-russa.
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Redação tecflow
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