
Seja dirigindo ou como passageiro, o celular se tornou companhia inseparável no trânsito. De acordo com uma pesquisa global encomendada pela NordVPN, 73% dos passageiros usam o smartphone enquanto se deslocam, e 61% acessam a internet durante esses trajetos. Ouvir música, mandar mensagens e navegar nas redes sociais são os principais hábitos de quem está em movimento, mas essa hiperconectividade também tem um preço: aumenta os riscos de acidentes e de exposição a ameaças digitais.
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Os dados foram obtidos em um levantamento conduzido pelas empresas Cint e Norstat, entre os dias 20 de fevereiro e 2 de março de 2025, com 10.800 pessoas de 11 países, incluindo EUA, Reino Unido, Canadá, Austrália, França, Alemanha, Itália, Espanha, Suécia, Coreia do Sul e Japão. A amostra abrangeu indivíduos entre 18 e 74 anos (na Coreia do Sul, de 18 a 64), com cotas equilibradas de idade, gênero e localização.
Apesar dos riscos amplamente divulgados, o uso de celular enquanto se dirige segue comum. No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, 19,3% dos motoristas admitem utilizar o aparelho ao volante, número que chega a 25% entre jovens de 25 a 34 anos. Entre pessoas com maior escolaridade, o índice sobe para 26,1%. A prática está entre as principais causas de acidentes de trânsito no país. A Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) estima que o uso do celular ao volante é a terceira maior causa de mortes nas estradas, com média de 154 óbitos por dia, o que representa cerca de 54 mil mortes por ano. A combinação de direção e celular aumenta em até 400% o risco de acidentes. Digitar uma mensagem a 80 km/h equivale, na prática, a dirigir com os olhos fechados por quase 100 metros. O efeito é semelhante ao de dirigir alcoolizado. Além dos acidentes, há também os riscos digitais. Aplicativos de navegação, música e mensagens exigem conexão constante, o que pode expor dados pessoais mesmo durante breves paradas no trânsito.

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Não é apenas ao volante que o celular representa risco. Nos ônibus, trens, metrôs e outros meios de transporte coletivo, o smartphone é protagonista de uma nova dinâmica de exposição. O estudo da NordVPN mostra que 8 em cada 10 passageiros usam dispositivos móveis durante o trajeto. A maioria ouve música ou podcasts, se comunica por ligações ou mensagens, acessa redes sociais, assiste a vídeos, joga ou realiza tarefas de trabalho. A conectividade também é alta: 60% se conectam à internet, sendo o Wi-Fi público a principal escolha, mesmo com os riscos envolvidos. Na Coreia do Sul, 79% dos passageiros usam Wi-Fi público; no Reino Unido, 68%. No Brasil, o comportamento é semelhante, embora muitas vezes com menor consciência dos perigos.
Um dos riscos mais comuns é o chamado “shoulder surfing”, quando alguém observa a tela de outra pessoa sem ser notado. Situações assim são comuns em veículos lotados e podem levar ao roubo de senhas, dados bancários ou informações sensíveis.
Apesar da percepção crescente de risco, 18% dos entrevistados admitem não adotar qualquer medida de segurança digital durante os deslocamentos. Outros afirmam usar senhas fortes, manter os sistemas atualizados ou evitar digitar dados sensíveis em locais públicos. A preocupação com segurança digital varia de país para país: nos EUA, 74% dizem se preocupar com ameaças digitais; no Canadá, 71%. Já na Suécia, 70% afirmam estar pouco ou nada preocupados.

“Conexões públicas são o paraíso dos hackers”, alerta Adrianus Warmenhoven, especialista em cibersegurança da NordVPN. “Muitos pensam que as ameaças vêm só da internet, mas o perigo pode estar ao lado”. Diante desse cenário, ele recomenda algumas medidas simples que podem aumentar significativamente a segurança: evitar usar dispositivos ao dirigir, manter aplicativos e sistemas atualizados, usar senhas robustas e autenticação em dois fatores, adotar VPNs confiáveis em redes públicas, ativar bloqueios de tela e desativar a conexão automática com redes Wi-Fi públicas.
Com o mundo cada vez mais conectado, inclusive em movimento, a segurança digital e física precisam andar juntas. A escolha entre comodidade e prudência pode ser decisiva, tanto para evitar acidentes quanto para proteger informações pessoais.
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Redação tecflow
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