
Nossa visão tradicional de sistemas planetários orbitando uma estrela central, como ocorre no Sistema Solar, acaba de ser desafiada por uma descoberta surpreendente feita pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST). Novas observações sugerem que planetas gigantes, conhecidos como planetas flutuantes ou errantes, podem formar seus próprios sistemas planetários em miniatura sem depender de uma estrela-mãe.
- Participe dos nossos canais no Twitter, Telegram ou Whatsapp!
- Confira nossos stories no Instagram e veja notícias como essa!
- Siga o tecflow no Spotify Podcast para ouvir nosso conteúdo!
- Anuncie conosco aqui ou apoie o tecflow clicando neste link
- Assine nossa newsletter neste link.
Esses sistemas, segundo os pesquisadores, seriam muito menores que o Sistema Solar, contendo apenas uma fração de sua massa total.
Planetas sem estrelas, mas com discos de formação
A equipe de cientistas analisou oito planetas jovens e isolados, com massas entre cinco e dez vezes a de Júpiter. Esses objetos não orbitam estrelas, mas vagam livremente pelo espaço. Utilizando a alta sensibilidade infravermelha do JWST, os astrônomos conseguiram detectar discos de gás e poeira ao redor de seis desses corpos celestes, estruturas semelhantes às que, em torno de estrelas recém-nascidas, dão origem a planetas.

Claro evolui pós-pago e integra iCloud e Google One aos
A Claro reafirma o seu papel como um hub de parcerias estratégicas com grandes empresas de tecnologia e anuncia importantes…
HONOR Lightning: Robô Humanoide da HONOR supera recorde mundial humano
VEJA O VÍDEO em que robô da HONOR rompe a barreira da tecnologia e supera tempo do recordista Jacob Kiplimo…
Além do papel: confira tecnologias que estão transformando o sistema
Do ensino básico ao superior, sistemas de assinaturas digitais, inteligência artificial na previsão de evasão escolar e automação de fluxo…
Check Point Alerta para Vazamento Silencioso de Credenciais no Claude
A adoção acelerada de inteligência artificial no desenvolvimento de software acaba de ganhar um novo capítulo de atenção. Pesquisadores da…
Valve lança solução para falta de memória em GPUs; ganho
Novo patch experimental da Valve revoluciona o gerenciamento de VRAM no Linux. Testes mostram Alan Wake II saltando de 14…
Expansão do mercado de data centers no Brasil é oportunidade
Por Walter Sanches O Brasil ocupa uma posição privilegiada no que se refere à expansão global dos data centers. Atualmente, o…
Mais surpreendente ainda, foram encontrados traços de silicatos nesses discos, indicando os primeiros estágios da formação de planetas rochosos, semelhantes à Terra.
“Essas descobertas mostram que os blocos de construção para a formação de planetas podem ser encontrados até mesmo em torno de objetos pouco maiores que Júpiter e que vagueiam sozinhos pelo espaço”, afirmou Belinda Damian, cientista da Universidade de St. Andrews e autora principal do estudo.

(Principal) Uma ilustração de um sistema planetário se desenvolvendo em torno de um planeta errante flutuante (inserção), o JWST. (Crédito da imagem: Midjourney).
Uma nova forma de formação planetária
A origem desses mundos errantes ainda é tema de debate. Eles podem ter se formado de maneira semelhante às estrelas, a partir do colapso de nuvens de gás e poeira, mas sem reunir massa suficiente para desencadear fusão nuclear. Outra hipótese é que tenham surgido em sistemas estelares e, posteriormente, sido ejetados por interações gravitacionais.
De qualquer forma, a descoberta sugere que esses planetas têm condições de gerar mini sistemas solares que podem durar milhões de anos, tempo suficiente para permitir o nascimento de planetas secundários.
Aleks Scholz, astrônomo da Universidade de St. Andrews e líder da equipe, reforça: “Objetos com massas comparáveis às de planetas gigantes têm o potencial de formar seus próprios sistemas planetários em miniatura. Eles poderiam ser como o Sistema Solar, mas reduzidos em massa e tamanho por um fator de 100 ou mais”.
Um desafio à nossa visão do cosmos
Essa é a primeira vez que impressões digitais de formação planetária foram detectadas ao redor de planetas flutuantes. O próximo passo dos astrônomos será comprovar se tais sistemas realmente existem, observando a evolução desses discos ao longo do tempo.
A pesquisa foi publicada no The Astronomical Journal em 30 de julho de 2025 e promete redefinir nossa compreensão da formação de planetas e sistemas cósmicos.
Faça como os mais de 10.000 leitores do tecflow, clique no sino azul e tenha nossas notícias em primeira mão! Confira as melhores ofertas de celulares na loja parceira do tecflow.
Redação tecflow
Tecflow é um website focado em notícias sobre tecnologia com resenhas, artigos, tutoriais, podcasts, vídeos sobre tech, eletrônicos de consumo e mercado B2B.
