

A evolução da tecnologia transformou a forma como assistimos TV e jogamos videogames. Hoje, telas 4K, 8K, LED, QLED e OLED entregam imagens com definição impressionante, recursos inteligentes e design ultrafino. Mas, curiosamente, quando o assunto é jogar games clássicos — como os do Super Nintendo, Mega Drive, Atari, PlayStation 1 e fliperamas — as velhas TVs de tubo (CRT) ainda são consideradas imbatíveis.
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Enquanto muitos veem esses aparelhos como relíquias ultrapassadas, para jogadores e colecionadores de consoles retrô, as CRTs representam a experiência autêntica de reviver os games como foram pensados originalmente.
A tecnologia analógica dos consoles clássicos

Os consoles lançados entre os anos 70 e início dos anos 2000 foram projetados para funcionar em sinal analógico. Isso significa que jogos do Atari 2600, NES (Nintendinho), Super Nintendo, Sega Saturn ou mesmo PlayStation 2 enviavam imagens em resoluções 240p ou 480i, pensadas especificamente para as TVs de tubo da época.

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As CRTs interpretavam esse sinal de forma direta, projetando imagens com cores vibrantes, bordas suaves e contraste natural. Já quando conectamos esses consoles em TVs modernas, ocorre a necessidade de converter o sinal analógico para digital — processo que muitas vezes resulta em imagens borradas, pixeladas e, em alguns casos, com input lag, o atraso entre o comando no controle e a resposta na tela.
Esse detalhe técnico faz toda a diferença em jogos de ação rápida, como Street Fighter II, Sonic the Hedgehog ou Super Mario Kart, onde frações de segundo podem definir a vitória.
A importância das scanlines
Um dos aspectos visuais mais icônicos das TVs de tubo são as chamadas scanlines. Essas linhas horizontais, resultado do modo como o canhão de elétrons das CRTs desenhava a imagem na tela, acabaram se tornando parte da estética dos games retrô.

Os desenvolvedores da época sabiam disso e, muitas vezes, criavam sprites e cenários pensando nesse efeito visual. Por exemplo, sombras e detalhes em jogos de 16 bits eram suavizados pelas scanlines, criando uma aparência mais agradável e menos pixelada.
Quando jogados em telas modernas, sem essas linhas características, muitos títulos parecem “duros”, com pixels quadrados e cores que não se misturam como antes.
Compatibilidade com acessórios clássicos
Outro ponto em que as CRTs são insubstituíveis é a compatibilidade com acessórios que dependem da tecnologia de tubo. Um exemplo icônico é a NES Zapper, a pistola do Nintendinho usada em Duck Hunt.

Esse acessório funcionava detectando a luz emitida pela tela da TV no momento do disparo. Nas TVs modernas, por causa da forma diferente de exibir imagens (digital e com atraso), a pistola simplesmente não funciona. O mesmo vale para outros periféricos como a Super Scope do Super Nintendo ou pistolas de arcades como Time Crisis.
As marcas que marcaram a história
No Brasil e no mundo, algumas marcas de TVs de tubo ficaram para sempre na memória dos gamers:
Philips

Populares nos anos 90, eram conhecidas por sua durabilidade e qualidade de cor. Muitos jogadores brasileiros tiveram o primeiro contato com Super Nintendo ou Mega Drive em uma Philips de 20 ou 29 polegadas.
CCE

Mais acessíveis, marcaram presença em locadoras de videogame e casas de fliperama, onde dezenas de crianças passavam tardes inteiras jogando.
Sony Trinitron

Considerada por muitos como a melhor linha de CRTs já criada. Seus modelos ofereciam brilho intenso, cores precisas e definição superior. Até hoje, colecionadores e competidores de alto nível procuram as Trinitron para montar setups retrô.
Panasonic e Toshiba

Também tiveram destaque, principalmente nos anos 2000, trazendo televisores robustos, com som potente e ótima fidelidade de imagem.
O valor da nostalgia
Para muitos jogadores, ligar um Super Nintendo em uma TV moderna pode até funcionar, mas falta o “encanto”. O aspecto visual das CRTs, aliado ao som característico dos jogos 8 e 16 bits, cria uma sensação de retorno direto à infância.
As tardes nas locadoras, as madrugadas tentando zerar Chrono Trigger ou as disputas acaloradas em Mortal Kombat ganhavam um charme especial por estarem ligadas a esses aparelhos enormes, pesados, mas cheios de personalidade.
É essa carga nostálgica que faz as TVs de tubo ainda terem um espaço especial no coração dos gamers retrô.
Mercado de colecionadores
Com o passar dos anos, muitas CRTs foram descartadas, substituídas por TVs de tela plana. Mas, justamente por isso, hoje elas se tornaram itens de desejo para colecionadores.
Modelos como a Sony Trinitron são especialmente valorizados, chegando a preços elevados em grupos de colecionadores e sites de venda online. A busca não é apenas por nostalgia: é pela fidelidade na experiência de jogo.
Alguns entusiastas chegam a montar salas retrô completas, com consoles originais ligados em TVs de tubo, recriando o ambiente exato dos anos 80 e 90.
A luta contra o tempo
Se por um lado a procura existe, por outro há o desafio da conservação. TVs de tubo são pesadas, consomem mais energia e ocupam muito espaço. Além disso, os componentes internos — como capacitores e o próprio tubo de raios catódicos — têm vida útil limitada.
Isso torna cada CRT funcionando hoje uma verdadeira raridade. Técnicos especializados ainda fazem manutenções e restaurações, mas o número desses profissionais também vem diminuindo.
O futuro dos games retrô e as alternativas modernas

Com a dificuldade de encontrar TVs de tubo em bom estado, surgiram soluções modernas para aproximar os consoles antigos das TVs atuais. Escaladores de imagem, como o RetroTINK e o OSSC (Open Source Scan Converter), convertem o sinal analógico em digital, reduzindo o atraso e recriando até mesmo o efeito das scanlines.
Apesar disso, para muitos, nenhuma tecnologia substitui a experiência original de ligar um Mega Drive em uma CRT Philips ou uma Trinitron.
As TVs de tubo podem ter saído de linha, mas continuam vivas no coração dos gamers retrô. Elas representam não apenas uma forma técnica mais fiel de jogar, mas também um símbolo cultural de uma era em que os videogames eram novidade e se tornavam parte da vida de milhões de pessoas.
Seja pela imagem sem lag, pelas scanlines, pela compatibilidade com acessórios clássicos ou simplesmente pela nostalgia, as CRTs ainda têm um valor único. E, enquanto houver quem queira reviver a experiência autêntica dos consoles antigos, as velhas TVs de tubo sempre terão um lugar reservado no universo dos games.
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Rafael Oliveira
Rafael de Oliveira é um profissional apaixonado por tecnologia e um entusiasta do mercado B2C, tendo um perfil dedicado a cobrir as últimas tendências do setor no site Tecflow. Fora do mundo corporativo, Rafael é um colecionador de discos e dedica seu tempo livre a criar beats usando o software Fruit Loops.


