
O avanço da inteligência artificial abriu novas frentes de inovação no setor elétrico, mas também ampliou significativamente a superfície de ataque das infraestruturas críticas do país. Especialistas alertam que a sofisticação dos ataques cibernéticos impulsionados por IA já supera a capacidade das normas operacionais atualmente em vigor, incluindo a rotina RO-CB.BR-01, criada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
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A rotina, que define diretrizes mínimas para conter incidentes e garantir a continuidade das operações, tornou-se insuficiente diante de ameaças automatizadas, capazes de agir em alta velocidade, identificar vulnerabilidades em segundos e contornar barreiras de defesa com precisão crescente. Técnicas de machine learning vêm sendo usadas por criminosos para simular padrões legítimos de operação, gerar códigos maliciosos sob medida e manipular dispositivos de controle industrial.
Segundo especialistas em segurança crítica, os ataques atuais já conseguem explorar brechas antes invisíveis — da engenharia social avançada à interferência direta em sistemas de supervisão e controle (SCADA). A preocupação é ainda maior porque o setor elétrico integra a espinha dorsal da infraestrutura nacional: uma falha coordenada pode gerar impactos em cadeia, afetando comunicações, transportes, hospitais e serviços essenciais.

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Diante desse cenário, cresce a pressão para que o setor avance de normas prescritivas para modelos dinâmicos de cibersegurança, com ênfase em monitoramento contínuo, respostas automatizadas, inteligência de ameaças e auditorias independentes mais frequentes. A adoção de ferramentas de IA defensiva também passa a ser vista como obrigatória, não mais opcional.
Embora a RO-CB.BR-01 tenha representado um marco importante em seu lançamento, profissionais da área afirmam que o momento exige uma atualização urgente, alinhada à nova geração de ataques que já testam, diariamente, a resiliência do sistema elétrico brasileiro.
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Redação tecflow
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